terça-feira, 1 de abril de 2008

Vital Brazil e o IB, um breve histórico




IB É o Instituto Butantan...

Vital Brazil nasceu na cidade de Campanha, Minas Gerais, em 28 de abril de 1865. Diplomou-se médico, em 1891, pela faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e logo dirigiu-se para São Paulo, que acreditava ser um estado preocupado com a saúde e higiene de sua população.


Desde 1893, como inspetor sanitário, percorreu o interior do estado, tomando conhecimento das precárias condições de saúde em que vivia a população. Afastou-se do serviço público, estabelecendo-se como clínico em Botucatu, quando, em contato com acidentes, iniciou as primeiras experiências com serpentes peçonhentas.


Em 1896, a convite de Adolfo Lutz, iniciou suas pesquisas no Instituto Bacteriológico. Em 1898 participou da identificação do surto epidêmico de peste bubônica em Santos, e passou a preparar o soro contra esta doença na Fazenda Butantan (local onde se originou a Instituto). Médico clínico no interior de São Paulo, percebeu a necessidade de combater os sintomas de envenenamento por animais peçonhentos. Nesta época, ocorriam quase 3.000 acidentes por ano no Estado de São Paulo.


A Fazenda dispunha de um laboratório improvisado, uma cocheira adaptada para enfermaria, um alpendre para sangria de cavalos imunizados e um pavilhão para acondicionamento e distribuição de soros. Nesse ambiente prosseguiram os seus estudos e primeiros trabalhos técnicos até 23 de fevereiro de 1901, quando o Presidente do Estado, Rodrigues Alves deu organização oficial ao Instituto Butantan, que recebeu inicialmente o nome de Instituto Serumtherápico. Neste mesmo ano foram entregues as primeiras partidas de soros antipestosos e antipeçonhentos.


Todo este pioneiro e importante trabalho cientifico foi reconhecido pela primeira vez na comunidade cientifica durante a 5º Congresso de Medicina e Cirurgia, no Rio de Janeiro. Vital Brazil demonstrou neste congresso que a única arma contra a envenenamento ofídico era o anti-veneno especifico (o soro obtido a partir do veneno do animal que causa o acidente neutraliza a ação desse veneno).


Muitos trabalhos científicos passaram a ser desenvolvidos par Vital Brazil e técnicos do Instituto Butantan. Estes estudos com animais peçonhentos levaram à publicação do livro "Defesa contra a Ofidismo", em 1911, reeditado mais tarde em francês.

O Instituto Butantan ganhava prestígio e importância nestes anos, e sua ampliação era emergente. Inaugurou-se então, em 1914, o chamado Prédio Central do Instituto, o primeiro a ser construído para instalar propriamente vários laboratórios. Hoje, o prédio abriga a Biblioteca, a Divisão Cultural do Instituto e os Laboratórios de Bioquímica e Farmacologia. Esta ampliação também atingiu a população, que precisava conhecer medidas de prevenção de acidentes peçonhentos, foi através de permuta com fornecedores de animais, com posterior troca de correspondência, que estas medidas começaram a ser divulgadas. Nos anos seguintes, o Butantan passou a estender as suas pesquisas sobre os problemas ligados à higiene e preparo de produtos para a defesa da saùde da população paulista e brasileira.

Estudou-se a difteria, tétano, gangrena, tifo, varíola (hoje erradicada), parasitoses, febre maculosa e lepra. Lemos Monteiro, destacado pesquisador desta fase do Instituto, e seu assistente, Edson Dias, foram infectados no laboratório quando preparavam a vacina contra a febre maculosa (tifo exantemático), vindo a falecer poucos dias depois.

Vital Brazil retirou-se da direção do Instituto em 1919, retornando em 1924. Neste ano, intensificou os trabalhos, no campo da Microbiologia, Imunologia, criou novos laboratórios e estabeleceu um intenso programa de informação ao público, organizando cursos de higiene para professores e exposição de painéis informativos. Desenvolveu novos estudos, e produziu, em alta escala, vacinas para a produção da febre tifóide, que atingiu São Paulo nesta época.


Os laboratórios de produção têm hoje (2004) uma capacidade instalada para a produzir 180 milhões de doses/ano de vacinas e 800 mil ampolas/ano de soros. O Butantan hoje desenvolve projetos para novos laboratórios de produção de soros e vacinas e outras substâncias para a saúde pública (eritropoetina, surfactante pulmonar, hemoderivados), modernizacâo de instalações, pesquisas biomédicas em novas áreas e ampliação das atividades de ensino e divulgação. Crescendo sempre em função das necessidades da população, o Butantan fornece atualmente cerca de 75% de todas as vacinas e 80% dos soros utilizadas no Brasil.
O Hospital Vital Brazil, para atender vítimas de envenenamento por animais peçonhentos, começou a funcionar em 1945. Em 1948, como parte de uma homenagem a Vital Brazil, um novo prédio para laboratórios de pesquisa foi inaugurado no Instituto, dando inicio a mais uma fase de ampliação. Foram também construídos o heliporto, biotérios (onde sâo criados e mantidos animais para experimentos cientificos) e outros laboratórios.
Vital Brazil Mineiro da Campanha morreu em 8 de maio de 1950. Responsável por um trabalho pioneiro em medicina experimental no Estado de São Paulo, ajudou a construir o enorme patrimônio que o Instituto Butantan hoje representa para a Ciência.


Histórico Recente do Instituto Butantan


1962 - 0 Butantan começa a participar de campanhas nacionais de vacinação, como a poliomielite (paralisia infantil) e epidemias de difteria e varíola.

1971 - Começa a producâo de BCG liofilizada (contra a tuberculose). Implanta laboratórios de estudo da meningite e produz uma vacina contra a encefalite

1978 - Começa a preparar-se para produzir a vacina contra o sarampo.
1980 - A produção devacinas atinge a marca de 13 milhões de doses;
1984 - 0 Instituto tem ampla participação no programa Nacional de Auto-suficiência em Imunobiológicos. Tem dinamizadas as linhas de pesquisa básica dentro de seu campo de atuação. o Museu passa por ampla reforma museológica.
1985 - Criação que alia pesquisa básica, desenvolvimento e tecnologia para produção em escala Industrial.
1989 - Começa a produção de anticorpos monocionais e imunobiológicos para a reducão de rejeição em transplantes.
1991 - Reestruturacão possibilita incremento em atividades básicas de pesquisa através dos laboratórios de Artrópodes, Biologia Celular, Bioquímica e Biofísica, Entomologia, Farmacologia e Fisiopatologia, Genética, Herpetologia, Imunoquímica, Imunogenética, Imunopatologia, Imunologia Viral.
1995 - Desenvolve e inicia produção industrial da vacina contra Hepatite B através de técnicas de engenharia genética.

1997 - Desenvolve vacinas combinadas, imunobiológicos para pacientes renais aguardando transplante e surfactantes pulmonares para bebês prematuros.






DIVISÃO DE DESENVOLVIMENTO CULTURAL
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Tel.: (11) 3726-7222 Ramal 2117
www.butantan.gov.br - cultural@butantan.gov.br


Ficha Técnica:
Prof. Henrique Moisés Canter
Diretor de Divisão Cultural
Texto
: Prof. Marcos Ferreira Santos
Seção de Ensino Divulgação Geral
Colaboração: Rodrigo de Deus Vieira de Moraes
Ilustração: Aurélio Ferraz (in memoriam)
Diagramação: José Abílio Perez Junior
Fotografias: Arquivo Histórico do Instituto Butantan

Vacina e Soros - Material didático do Butantã

Achei muito massa esse material didático do Butantã, pois ele pode até ser reproduzido sem nenhum problema autoral. Com ele podemos entender o que é soro e o que é vacina assim como a diferença entre eles.


No final do século XIX, a descoberta dos agentes causadores de doenças infecciosas representou um passo fundamental no avanço da medicina experimental, através do desenvolvimento de métodos de diagnóstico e tratamento de doenças como a difteria, tétano e cólera. Um dos principais aspectos desse avanço foi o desenvolvimento da soroterapia, que consiste na aplicação no paciente de um soro contendo um concentrado de anticorpos. A soroterapia tem a finalidade de combater uma doença específica (no caso de moléstias infecciosas), ou um agente tóxico específico (venenos ou toxinas).


O Dr. Vital Brazil Mineiro da Campanha, médico sanitarista, residindo em Botucatu, consciente do grande número de acidentes com serpentes peçonhentas no Estado, passou a realizar experimentos com os venenos ofídicos. Baseando-se nos primeiros trabalhos com soroterapia realizados pelo francês Albert Calmette, desenvolveu estudos sobre soros contra o veneno de serpentes, descobrindo a sua especificidade, ou seja, cada tipo de veneno ofídico requer um soro específico, preparado com o veneno do mesmo gênero de serpente que causou o acidente.


Já em São Paulo, Vital Brazil identificou um surto de peste bubônica na cidade de Santos em 1898. Iniciou, então, em condições precárias, o preparo de soro contra essa doença em instalações da Fazenda Butantan. Essa produção iniciou-se oficialmente em 1901, dando origem ao Instituto Serumtheráphico de Butantan, nome original do Instituto Butantan. Controlada a peste, o Dr. Vital Brazil deu prosseguimento à preparação de soros antiofídicos nesse Instituto, para atender ao grande número de acidentes com serpentes peçonhentas, já que o Brasil era um país com grande população rural, na época, tendo, ainda, Vital Brazil iniciado a produção de vacinas e outros produtos para a Saúde Pública.


Soros & vacinas são produtos de origem biológica (chamados imunobiológicos) usados na prevenção e tratamento de doenças. A diferença entre esses dois produtos está no fato dos soros já conterem os anticorpos necessários para combater uma determinada doença ou intoxicação, enquanto que as vacinas contêm agentes infecciosos incapazes de provocar a doença (a vacina é inócua), mas que induzem o sistema imunológico da pessoa a produzir anticorpos, evitando a contração da doença. Portanto, o soro é curativo, enquanto a vacina é, essencialmente, preventiva.

O BUTANTAN E A PRODUÇÃO NACIONAL DE SOROS

Em 1984 foi lançado o Programa de Auto-Suficiência Nacional em Imunobiológicos, para atender à demanda nacional por esses produtos e tentar eliminar a necessidade de importação. Para tanto, foram realizados investimentos em instalações e equipamentos para os laboratórios, contando com a colaboração do Ministério da Saúde.


No Instituto Butantan, além do investimento na produção, percebeu-se a importância do investimento em pesquisas & desenvolvimento, e criou-se o Centro de Biotecnologia, visando o desenvolvimento de novas tecnologias para a produção de soros e vacinas e de novos produtos.


Toda a produção de imunobiológicos (o Instituto Butantan produz cerca de 80% dos soros e vacinas utilizados hoje no País) é enviada ao Ministério da Saúde, e por ele redistribuída às secretarias de Saúde dos Estados.

A PRODUÇÃO DE SORO
Os soros são utilizados para tratar intoxicações provocadas pelo veneno de animais peçonhentos ou por toxinas de agentes infecciosos, como os causadores da difteria, botulismo e tétano. A primeira etapa da produção de soros antipeçonhentos é a extração do veneno - também chamado peçonha - de animais como serpentes, escorpiões, aranhas e taturanas. Após a extração, a peçonha é submetida a um processo chamado liofilizacão, que desidrata e cristaliza o veneno. A produção do soro obedece às seguintes etapas:


1.O veneno liofilizado (antígeno) é diluído e injetado no cavalo, em doses adequadas. Esse processo leva 40 dias e é chamado hiperimunizacão.
2.Após a hiperimunizacão, é realizada uma sangria exploratória, retirando uma amostra de sangue para medir o teor de anticorpos produzidos em resposta às injecões do antígeno.


3.Quando o teor de anticorpos atinge o nível desejado, é realizada a sangria final, retirando-se cerca de quinze litros de sangue de um cavalo de 500 Kg em três etapas, com um intervalo de 48 horas.


4.No plasma (parte líquida do sangue) são encontrados os anticorpos. O soro é obtido a partir da purificação e concentração desse plasma.


5.As hemácias (que formam a parte vermelha do sangue) são devolvidas ao animal, através de uma técnica desenvolvida no Instituto Butantan, chamada plasmaferese. Essa técnica de reposição reduz os efeitos colaterais provocados pela sangria do animal.


6.No final do processo, o soro obtido é submetido a testes de controle de qualidade:
6.1. atividade biológica - para verificação da quantidade de anticorpos produzidos;
6.2. esterilidade - para a detecção de eventuais contaminações durante a produção;
6.3. inocuidade - teste de segurança para o uso humano;
6.4. pirogênio - para detectar a presença dessa substância, que provoca alterações de temperatura nos pacientes; e
6.5. testes físico-químicos.


A hiperimunização para a obtenção do soro é realizada em cavalos desde o começo do século porque são animais de grande porte. Assim, produzem uma volumosa quantidade de plasma com anticorpos para o processamento industrial de soro para atender à demanda nacional, sem que os animais sejam prejudicados no processo. Há um acompanhamento médico-veterinário destes cavalos, além de receberem uma alimentação ricamente balanceada.

Processamento do Plasma para obtenção de Soro

O processamento do plasma para obtenção do soro é realizado em um sistema fechado, inteiramente desenvolvido pelo Instituto Butantan, instalado para atingir a produção de 600 mil ampolas de soro por ano, atendendo às exigênicas de controle de qualidade e biossegurança da Organização Mundial de Saúde.

Os soros produzidos pelo instituto Butantan são:
Antibotrópico: para acidentes com jararaca, jararacuçu, urutu, caiçaca, cotiara.
Anticrotálico: para acidentes com cascavel.
Antilaquético: para acidentes com surucucu.
Antielapídico: para acidentes com coral.
Antibotrópico-laquético: para acidentes com jararaca, jararacuçu, urutu, caiçaca, cotiara ou surucucu.
Antiaracnídico: para acidentes com aranhas do género Phoneutria (armadeira), Loxosceles (aranha marrom) e escorpiões brasileiros do género Tityus.
Antiescorpiônico: para acidentes com escorpiões brasileiros do género Tityus.
Antilonomia: para acidentes com taturanas do género Lonomia.

Além dos soros anti-peçonhentos, o Instituto Butantan também produz soros para o tratamento de infecções e prevenção de rejeição de órgãos. A maior parte desses soros é obtida pelo mesmo processo dos soros antipeçonhentos. A única diferença está no tipo de substância injetada no animal para induzir a formação de anticorpos. No caso dos soros contra difteria, botulismo e tétano, é usado o toxóide preparado com materiais das próprias bactérias. Para a produção do anti-rábico, é usado o vírus rábico inativado.

OUTROS SOROS

  • Anti-tetânico: para o tratamento do tétano.
  • Anti-rábico: para o tratamento da raiva.
  • Antidiftérico: para tratamento da difteria.
  • Anti-botulínico - "A": para tratamento do botulismo do tipo A.
  • Anti-botulínico - "B": para tratamento do botulismo do tipo B.
  • Anti-botulínico - "ABE": para tratamento de botulismo dos tipos A, B e E.
  • Anti-timocitário: o soro antitimocitário é usado para reduzir as possibilidades de rejeição de certos órgãos transplantados. O Instituto Butantan produz dois tipos desse soro: o de origem eqüina e o monoclonal. O primeiro tipo é obtido através da hiperimunizacão de cavalos com células obtidas do timo humano (glândula localizada no pescoço) e, em seguida, são purificados. O segundo tipo é produzido a partir de células obtidas em equipamentos especiais chamados bioreatores.

Como resultado de estudos na área, estão sendo desenvolvidas novas formas de utilização dos soros, aumentando o seu potencial de utilização, seja através da obtenção de graus mais elevados de purificação, da redução de custos ou do aumento do prazo de armazenamento, como os produtos liofilizados. Soros Antipeçonhentos Liofílizados estarão sendo disponibilizados brevemente.


Uma pequena parcela de indivíduos tratados com os soros de origem eqüina torna-se hipersensível a certos componentes desses soros. Para esses casos, o Butantan vem estudando a possibilidade de produção de alguns soros a partir de sangue humano, como o anti-rábico e o anti-tetânico, que também pode ser obtido a partir de mães que foram vacinadas contra o tétano (visando o controle profilático dessa doença em recém-nascidos) já que elas concentram os anticorpos na própria placenta.

Produção de Soros e Estimativa

VACINAS
As vacinas contêm agentes infecciosos inativados ou seus produtos, que induzem a produção de anticorpos pelo próprio organismo da pessoa vacinada, evitando a contração de uma doença. Isso se dá através de um mecanismo orgânico chamado "memória celular". As vacinas diferem dos soros também no processo de produção, sendo feitas a partir de microrganismos inativados ou de suas toxinas, em um processo que, de maneira geral, envolve:
- fermentação;
- detoxificação;
- cromatografia;

Entre as vacinas produzidas pelo Instituto, estão:
- Toxóide tetânico: para prevenção do tétano. A produção de toxóide tetânico pelo Instituto Butantan chega a 150 milhões de doses por ano, atendendo a demanda nacional. O toxóide também serve para produzir as vacinas dupla (dTe DT] e tríplice [DTP].
- Vacina dupla (dT): para prevenção da difteria e tétano em indivíduos acima dos 11 anos.
- Vacina tríplice (DTP): para prevenção da difteria, tétano e coqueluche. Esta vacina é obtida a partir de uma bactéria morta, o que constitui uma dificuldade em sua produção, pois a bactéria deve estar em um determinado estágio de crescimento, que garanta à vacina, ao mesmo tempo, potência e baixa toxicidade.
- BCG íntradérmico: para prevenção da tuberculose. O Instituto Butantan produz cerca de 500 mil doses de BCG por ano. Com novas técnicas de envase e liofilizacão, a produção deve ser aumentada em 50%.
- Contra a raiva (uso humano): para prevenção da raiva. Produzida em cultura celular, que nos possibilita ter uma vacina menos reatogênica.

NOVAS VACINAS
Em sua tradição pioneira voltada à Saúde Pública, o Instituto Butantan segue realizando pesquisas para a produção de novas vacinas. Está em desenvolvimento uma vacina contra meningite A, B e C, e uma nova vacina contra coqueluche.


Também estão sendo realizadas pesquisas com a utilização de engenharia genética, assim como foi feito com a vacina contra hepatite, desta vez para o desenvolvimento de vacinas contra a dengue e esquistossomose (em conjunto com a FIOCRUZ- Fundação Instituto Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro.) O Instituto Butantan desenvolveu a primeira vacina recombinante no Brasil (utilizando técnicas de engenharia genética) contra a Hepatite B, com capacidade de produção de 50 milhões de doses por ano. Há uma previsão de aumento dessa produção para suprir a demanda nacional, bem como a perspectiva de combiná-la com a vacina tríplice e a hemophilus, obtendo desta maneira a vacina pentavalente.


- Vacina contra a gripe (influenza) – Acordo firmado com Laboratório Aventis Pasteur/França, possibilita ao Instituto receber matéria prima e se responsailizar pelo controle de qualidade e envasametno de doses (17 milhões). Essa transferência de tecnologia vem ocorrendo desde 2000 e, a partir de 2007, o Butantan estará atendendo a demanda nacional.

Produção de vacinas e estimativa

Novos produtos

Além dos soros & vacinas, o Instituto Butantan continua investindo em novos produtos para a Saúde Pública. Entre estes produtos estão os biofármacos que são medicamentos biológicos para uso humano. Como a maioria da população não tem condições de pagar o valor extremamente alto destes medicamentos importados, o Instituto Butantan, inicia também a produção de biofármacos para que o Ministério da Saúde possa distribuir às unidades de saúde em todo o Brasil para uso gratuito. Dois exemplos de grande função social são:


Eritropoetina - medicamente necessário para pacientes renais que permanecem na fila de espera aguardando o transplante de rim;


Surfactante - medicamento para bebês prematuros que nascem com pulmões ainda não totalmente desenvolvidos por falta desta substância. Na maioria dos casos em que os pais não têm recursos para pagar o produto importado, estes bebês acabam falecendo.

Hoje, isto representa cerca de 25.000 casos. A produção do surfactante pulmonar para bebês prematuros foi viabilizada por meio de uma parceria do Instituto Butantan com a FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - e a empresa Sadia.
Toxina Botulínica, para tratamento de doenças oculares, ortopédicas e para uso estético.
Hemoderivados, iniciará em 2004 a implantação de planta que através do processamento de plasma produzirá fatores anti-hemofílico, imuno globulina e albumina.

Com alto controle de qualidade aprovado pela Organização Mundial da Saúde, observando os princípios de bioseguranca e bioética, o Instituto Butantan vem cumprindo sua função social na tríplice atividade de pesquisa científica, desenvolvimento & produção de imunobiológicos e educação aplicados à Saúde Pública. Assim, valoriza seu passado e caminha em direcão ao futuro.


DIVISÃO DE DESENVOLVIMENTO CULTURAL
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Ficha Técnica:
Divisão de Desenvolvimento Cultural: Prof. Henrique Moisés Canter (coord); José Abílio Perez Junio; Texto: Dra. Hisako G. Higashi; Dr. Rosalvo R. Guidolin (Divisão de Desenvolvimento tecnológico e Produção).

DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS [Resumo]

DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS

A maioria das viroses ocorre na infância e são de cura espontânea. As principais são:

Gripe e resfriado comum

- Embora causados por vírus diferentes, seus sintomas são semelhantes: coriza, obstrução nasal, tosse e espirro; a febre geralmente só aparece nos casos de gripe. Ambas as doenças são transmitidas por gotículas eliminadas pelas vias respiratórias. Recomenda-se apenas repouso, boa alimentação, ingestão de uma grande quantidade de líquidos e se necessário, antitérmicos e descongestionantes. Se os sintomas persistirem, por mais de uma semana é necessário consultar um médico.

Sarampo, catapora, rubéola e caxumba

- Estas doenças também são transmitidas por saliva, gotículas eliminadas pela tosse, por exemplo, atacando geralmente crianças. O doente deve ficar de cama, em isolamento e receber boa alimentação. Deve ficar também sob orientação médica, para ser atendido prontamente no caso de infecções bacterianas. A rubéola é perigosa quando contraída por mulheres grávidas, pois o vírus pode provocar anomalias no embrião (catarata, surdo - mudez e doenças cardíacas, entre outras).

Poliomielite

- Embora na maioria das pessoas essa virose cause apenas febre, mal estar, em alguns indivíduos, ela pode atacar o sistema nervoso, provocando paralisia. Uma vez instalada a doença, não há um procedimento específico para curá-la, sendo feito apenas um tratamento fisioterápico nos casos em que ocorre a paralisia, visando melhorar a condição muscular. Assim sendo, para evitar tal doença, é muito importante que os pais vacinem os seus filhos na época recomendada pelo médico.

Febre Amarela

- É causada por um vírus transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, provocando febre, vômito e lesões no fígado. A profilaxia é feita através do combate ao mosquito e da vacinação.

Raiva ou hidrofobia

- Essa doença, quase sempre fatal, ataca o sistema nervoso. É transmitida por animais domésticos, principalmente o cão, sendo por isso obrigatória a vacinação e o recolhimento dos animais soltos na rua. Quando uma pessoa é mordida por qualquer animal, deve lavar várias vezes o local da ferida com água e sabão e aplicar um desinfetante. Se houver suspeita que o animal está raivoso, procurar urgentemente o hospital mais próximo o soro e vacina anti-rábicos. Deve-se também exigir que o proprietário apresente o atestado de vacinação do animal.

Hepatite a Vírus

- É uma inflamação do fígado que pode ser causada também por outros parasitas ou substâncias químicas.

A transmissão ocorre por água e alimento contaminados, principalmente quando há falta de instalações sanitárias adequadas, por transfusões de sangue contaminadas, por seringas e agulhas de injeção mal esterilizadas. A evolução costuma ser benigna, mas a presença do médico é necessária e o doente deve ficar isolado, em repouso com boa alimentação.

Dengue

- Também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Os principais sintomas são: febre alta durante 3 dias, dores no corpo e nos olhos, cansaço e falta de apetite, podendo haver também erupções na pele semelhante ao sarampo.

A dengue não tem tratamento específico, o doente deve ficar de repouso, ingerir muitos líquidos e tomar medicamentos para a dor e febre (que não contenham Ácido Acetil Salicílico) A prevenção é a mesma para a febre amarela.

Quem já teve dengue, mesmo que de forma assintomática, ou é portador de doenças crônicas, como diabete, a artrite reumatóide ou o lupus, está sujeito a contrair a Dengue Hemorrágica, Ela é causado por outro vírus e começa como a dengue, porém depois que a fase febril acaba, os sintomas se agravam, ocorrendo queda da pressão arterial, hemorragias na pele, intestino e gengivas, ocorre o aumento do tamanho do fígado. Caso não haja assistência médica, a doença pode levar o paciente à morte em 10% dos casos

AIDS

- A síndrome da imunodeficiência adquirida é causada pelo vírus HIV ou vírus da imunodeficiência humana, que ataca células do sistema imunológico, responsável pelo reconhecimento e combate dos agentes estranhos (bactérias, vírus, etc.) que invadem o organismo. A principal célula atacada é o linfócito T4.

Devido a deficiência do sistema imunológico, os aidéticos, estão sujeitos a infecções por germes chamados oportunistas, que não causam problemas à pessoas com saúde normal. Além disso, são mais propensos a desenvolver alguns tipos raros de câncer como o sarcoma de Kaposi. Essas infecções terminam por debilitar a saúde do paciente e até mesmo levá-lo a morte.

Ainda não há cura ou vacina para a AIDS. Nem todas as pessoas que contraem o vírus HIV, desenvolvem a doença, ela pode aparecer de forma assintomática. Contudo, o portador assintomático pode transmitir a doença para outras pessoas através do contato por sangue, sêmen ou secreções vaginais. Isso ocorre pelo ato sexual, pela recepção de sangue contaminado, pelo uso de seringas ou agulhas contaminadas, de mãe para filho durante a vida uterina ou na hora do parto, ou ainda por transplante de órgãos.

Para evitar o contágio, deve se usar a camisinha, não utilizar seringas ou agulhas não esterilizadas e, se precisar de sangue ou fatores do plasma, certifique-se que procede de bancos de sangue que fazem o teste da AIDS. O grupo de risco inclui: homossexuais, bissexuais, usuários de drogas injetáveis e pessoas que necessitam de transfusões de sangue ou fatores do plasma, como os hemofílicos.


fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/814/1/DOENCAS-CAUSADAS-POR-VIRUS/Paacutegina1.html

DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS [Resumo]

DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS

Disenteria ou Amebíase:

Parasita - Entamoeba histolytica
Sintomas - Dores abdominais, diarréia, náuseas, etc.
Transmissão - Água e alimentos contaminados

Tricomoníase:

Parasita - Trichomonas vaginalis
Sintomas - Homem - Uretite
Mulher - Prurido, edema, leucorréia
Transmissão - Relações sexuais, objetos contaminados

Giardiáse:

Parasita - Giardia lamblia
Sintomas - Cólicas, náuseas, diarréia, etc.
Transmissão - água e alimentos contaminados

Leishmanioses:

1- Úlcera de Bauru

Parasita - Leishmania brasiliensis
Sintomas - Ulcerações naso-buco-faringo-laringeana
Transmissão - Transmitida mosquito Phlebotomos

2- Botão do Oriente

Parasita - Leishmania trópica
Sintomas - Ulcerações cutâneas
Transmissão - Transmitida pelo mosquito Phlebotomos

3- Mal de Kalazar

Parasita - Leishmania dono vani
Sintomas - Ataca o fígado, rins, etc.


Transmissão - Transmitida pelo mosquito Phlebotomos

Doença do Sono ou Tripanossomíase Africana:

Parasita - Tripanossomo gamiens
Sintomas - Letargia, sonolência, ataca o sistema nervoso central, anemia (morte)
Transmissão - mosca tsé-tsé

Tripanossomíase Americana ou Doença de Chagas: (não tem cura)

Parasita - Trypanosoma cruzi
Sintomas - Cardiomegalia, hipotensão, (morte)
Transmissão - Triatoma (barbeiro)

Malária ou Impaludismo ou Febre Maleita:

Parasita - Plasmodium (gênero)
Sintomas - Acessos de febre, calafrios, anemia
Transmissão - Anopheles

Os esporozoítos entram na nas células hepáticas, onde se tornam merozoítos por esquizogonia, por sua vez, os merozoítos podem se transformar em gametócitos ou penetrar nas hemácias. Caso eles entrem nas hemácias, transformam-se em trofozoido e por esquizogonia, transformam se em novos merozoítos, o que leva a plasmoptíase da hemácia (rompimento).

Quando as hemácias se rompem, levam herozoína, e essa substância causa a febre.

No mosquito, o ciclo se dá da seguinte forma: os gametócitos se transformam em gametas, por reprodução sexuada, que sofrem fecundação dando origem ao zigoto, esse por sua vez sofre reprodução por esporogonia e se transforma em esporozóitos.

O homem é o hospedeiro intermediário e a reprodução assexuada do esporozoíto ou do trofozoido no mesmo, é denominada esquizogonia. Já o mosquito (Anopheles) é o hospedeiro definitivo e a reprodução assexuada do zigoto no mesmo é chamada de esporogonia.

A COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA CÉLULA [ resumo]

As usinas vivas

Química e vida - À primeira vista, a noção que seres vivos são “máquinas químicas” constituídas por moléculas. Essas “máquinas” recebem outras moléculas do ambiente, transformando-as constantemente, e despejam no ambiente os resíduos. Enfim organismos vivos funcionam como verdadeiras usinas químicas, sendo essa atividade chamada de metabolismo.

A composição química das moléculas - Que substâncias compõem um organismo? Podemos analisar quimicamente um pedaço de fígado de boi, triturado; verificaremos nele a presença de muitas substâncias como mostra a tabela.

Água

Carboidratos

Sais minerais diversos

Lipídios

Ácidos nucléicos


Aminoácidos


Na tabela, que funciona como uma lista básica do que existe nos seres vivos, separamos as substâncias orgânicas e inorgânicas. As substâncias inorgânicas são simples, de moléculas pequenas, e podem ser encontradas facilmente fora dos seres vivos. As substâncias orgânicas são mais complexas e tem moléculas de tamanho maior, em que existem “fileiras” de átomos de carbono.

Freqüência das diversas substâncias - Carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio constituem aproximadamente 96% dos átomos da maior parte dos organismos. Esses elementos podem fazer parte das moléculas simples como água (H²O), ou então de moléculas complexas, como proteínas e ácidos nucléicos.

Em qualquer organismo a maior porcentagem é de água, em seguida pelas proteínas, nas células animais.

Água: Solvente por excelência - Por que a água é tão fundamental? Na verdade, ela é um dos melhores solventes que existem na natureza; em outras palavras, dissolve uma infinidade de tipos de substâncias. Grande parte das substâncias dos seres vivos fica, então, dissolvida na água. Todo transporte de substâncias tanto dentro das células e outras dependem assim da água. Alimentos, gases da respiração, excretas, tudo isso se difunde nesse líquido e é por ele carregado.

A água favorece a ocorrência de reações químicas. As moléculas nela dissolvidas ficam em constante movimento, podendo se “encontrar” e reagir quimicamente. O metabolismo depende sem dúvida da água.

Em um nível de organismo, a água tem muita importância na manutenção da temperatura de animais e plantas terrestres.

Sais minerais: funções diversificadas

Os sais minerais são encontrados tanto nas células vivas quanto na natureza não-viva.

Dissolvidos em água sob forma de íons: na sua porcentagem modificam profundamente a permeabilidade, a viscosidade a capacidade de responder estímulos das células. Além disso: a concentração total dos íons minerais nos líquidos celulares tem relação com a entrada e saída de água na célula.

Imobilizados como componentes de estruturas esqueléticas: neste caso são pouco solúveis.É o caso dos esqueletos das cascas de ovos, das carapaças de insetos e caranguejos.

Os íons e suas observações

Sódio: Sua concentração na célula é sempre menor do que a externa. As membranas celulares expulsão constantemente o sódio que tende a penetrar na célula.

Potássio: Inversamente ao sódio, é mais abundante dentro das células do que fora delas. Sódio e potássio se relacionam com fenômenos de condução nervosa.

Cálcio: Necessário para ação de certas enzimas, como na coagulação, por exemplo.

Magnésio: Presente na clorofila, portanto necessário ao processo de fotossíntese.

Ferro: Presente na hemoglobina, que transporta o oxigênio. Faz parte dos citocromos, substâncias importantes que participam do processo de respiração celular.

Açúcares e gorduras

Os Carboidratos: principalmente energia

Os Carboidratos, moléculas orgânicas constituídas por carbono, hidrogênio e oxigênio, são as principais substâncias produzidas nas plantas durante o processo da fotossíntese. De modo geral, são utilizados pelas células como combustível.

Os monossacarídeos - Os monossacarídeos têm normalmente a fórmula Cn(H2 O)n , onde n varia de 3 a 7.

Assim nos monossacarídeos existe a proporção de um carbono para dois hidrogênios e para um oxigênio. Eles são classificados de acordo com o número de átomos, como mostra a tabela:

Tipos de monossacarídeos

Fórmula

Trioses

C3H6O3

Tetroses

C4H8O4

Pentoses

C5H10O5

Hexoses

C6H12O6

Heptoses

C7H14O7

Os oligossacarídeos e os polissacarídeos - Os oligossacarídeos são moléculas constituídas pela união de dois a dez monossacarídeos. Os monossacarídeos unem-se por uma reação em que ocorre saída de uma molécula de água por ligação (desidratação). Os oligossacarídeos mais importantes são os dissacarídeos, como a sacarose, lactose e a maltose. Os polissacarídeos são moléculas enormes, às vezes ramificadas, constituídas por numerosos monossacarídeos, como o amido e a celulose. Quando um animal ingere oligossacarídeos ou polissacarídeos, seu tubo digestivo tem a função de transformá-los em monossacarídeos. Se isto não ocorrer à absorção da parede do intestino não se efetua. Esta quebra de moléculas é chamada de Hidrólise, porque se faz adição de moléculas de água.

Apesar de amido, celulose e glicogênio serem constituídos pelas mesmas unidades, a diferença entre eles se deve ao tipo de ligação entre a glicose e a conformação espacial das moléculas.

Os lipídeos: construção e reserva de energia - São substâncias muito abundantes em animais e vegetais. Compreendem os óleos, as gorduras, as ceras, os lipídeos compostos e finalmente os esteróides, que apesar de estruturalmente diferentes dos outros lipídios, ainda assim são considerados lipídios.

Lipídios simples - São sempre originados da reação entre um álcool e um ácido graxo. Nos óleos e gorduras, chamamos glicerídeos, o álcool é sempre o glicerol; nas ceras, o álcool é uma molécula de cadeia longa, e não glicerol.

Lipídios compostos - Na formação de um lipídio composto, além do ácido graxo e do álcool, entra uma substância adicional, como o fósforo.

Esteróides - Os esteróides têm estrutura química bastante diferente do resto dos lipídios. São todos semelhantes à molécula do colesterol, da qual derivam. Além de componentes das membranas animais, funcionam como hormônios importantes no metabolismo animal.

Equação química da respiração

C6H12O6 + O2 ®CO2 + H2O


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Aeróbica a nível celular

E ->Energia química

Molécula: ATP -> é facilmente desdobrada em energia para a célula.

- Síntese de proteína

- Reprodução

- Locomoção (flagelos, cílios, pseudópodes ).

- ATP - Trifosfato de adenosina “moeda energética da célula”

Uma molécula de glicose se transforma em 38 moedas de energia ( ATP ).

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Na fermentação:

C6H12O62 -> moedas de ATP

O ATP quebra, perde um fósforo e sai calorias.

ATP-> Calorias

3 fósforos -> 2 fósforos

1 fósforo sai

Depois que o ATP perde 1 fósforo ele é chamado de ADP.

O ATP é uma das moléculas da mesma família do DNA, RNA.


Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/831/1/A-COMPOSICAO-QUIMICA-DA-CELULA/Paacutegina1.html

AIDS [Resumo]

Este resumo é muito bom para vestibular:

AIDS

ORIGEM:

A partir de descobertas bastante recentes, chegamos ao que parece ser o primeiro portador identificado: o macaco cinza da África. 70% desses macacos estariam infectados por um vírus semelhante ao que afeta o homem.

Supõe-se que o vírus tenha passado para o homem nos últimos 20 a 40 anos. Como? Ignora-se, e se está sempre no domínio das hipóteses. Um fato continua praticamente garantido: foi desse macaco que o vírus partiu para se expandir entre as populações humanas, primeiro africanas e em seguida não africanas.

A DISSEMINAÇÃO:

Os primeiros registros de casos foram feitos em 1981, nos Estados Unidos, e referiam-se a casos acontecidos em 1979. Foi em 81 que o Centro de Controle de Doenças dos EUA concluiu ser a AIDS uma doença nova.

A identificação permitiu detectar casos anteriores também nos EUA, datados de 78. No Brasil, os primeiros casos foram diagnosticados em 82 e revelados em 83. Segundo alguns especialistas, antes de ser conhecida nos EUA a AIDS já existiria em regiões equatoriais da África, de forma endêmica (constante e permanente).

Análises do plasma sangüíneo estocado revelaram a presença do vírus para os EUA e Europa teria ocorrido através de emigrantes africanos, nos, nas décadas de 60 e 70. Em 1985 um vírus semelhante ao da AIDS foi identificado no macaco verde, que vive na África.

OS SUJEITOS DA TRANSMISSÃO:

A dimensão dessa disseminação levanta o problema da transmissão. Através de que caminhos a AIDS circularia de um a outro, sem que nenhum dos dois tenha conseqüência disso, a maior parte do tempo?

A princípio tendia-se a ligar transmissão desse mal apenas ao homossexualismo. Teria sido pelo contato sexual como o praticam os homossexuais que o vírus teria sido veiculado de uns para outros. Mas uma observação mais ampla e mais aguda rompeu essa exclusividade e revelou que, se a prática homossexual é, infelizmente, privilegiada na contaminação do tipo AIDS, não é o único veículo através do qual esta possa propagar-se.

Chegou-se, assim, a estabelecer categorias diversas de transmissores.

OS "GRUPOS DE ALTO RISCO":

Estabeleceu-se, primeiro, a partir de uma observação muito atenta que certas categorias de indivíduos constituíam grupos de alto risco.

O tipo de relação que se pratica sexo anal facilita muito a incubação do vírus. Com efeito, recorre-se freqüentemente à relação anal que se insere num contexto fisiológico que oferece perigos múltiplos.

Tanto o ânus quanto o pênis tornam-se extremamente vulneráveis, sofrendo feridas imperceptíveis que fazem com que sangue e esperma se misturem, um e outro constituem o meio de crescimento por excelência do vírus.

A homossexualidade não é, portanto, o reduto da AIDS. Sabe-se hoje em dia que se propaga igualmente e cada vez mais através do contato heterossexual. Os grupos de alto risco continuam sendo os que reúnem os homossexuais e os toxicômanos. No entanto, partindo desses grupos a propagação da AIDS difundi-se cada vez mais.



Os fatores de transmissão multiplicam-se com o número de sujeitos atingidos, de modo que se mesmo as relações heterossexuais, que são o que existe de mais normal e natural, tornam-se, por sua vez, um perigo. Menor, sem dúvida, mas mesmo assim um perigo , e sério.

Essas relações também exigem condições que possam garantir a prevenção. Veremos mais tarde quais são.

A MATERNIDADE:

Com o aumento da proporção de heterossexuais que podem se portadores do vírus, vê-se que, fatalmente, o número de mães atingidas também se eleva de modo que não deixa de ser alarmante.

Na França, por exemplo, calcula-se que mais de 10.000 mulheres em idade de procriar estão infectadas e que têm uma chance em duas de dar à luz um bebê infectado. Por outro lado é preciso observar que a maioria das mães infectadas só o ficaram depois de se tornarem dependentes da toxicomania. Já está solidamente estabelecido que quase todos os bebês, que nasceram de mães que se drogavam por via endovenosa ou cujo parceiro sexual se drogava do mesmo modo, foram infectados pelo vírus da AIDS.

Sabe-se, por outro lado, que, com expansão da droga, é preciso prever mais bebês desse tipo, o que é trágico.

O CÓDIGO PIRATA

Os vírus são os seres vivos mais rudimentares. O HIV, por exemplo, é constituído apenas por uma cápsula externa a qual funciona como um envelope que abriga a estrutura central, o core, onde está o código genético.

Enquanto o código genético de uma célula dos animais superiores armazena milhões de genes, o do HIV é formado por pouco mais de uma dezena. São esses poucos genes que vão codificar as proteínas de que o vírus necessita para confeccionar o envelope e a parte central, o core.

Pode ser uma estrutura tão primitiva, o HIV não é capaz de se multiplicar por conta própria, como fazem os demais seres vivos. Para replicar novas unidades, ele precisa penetrar o interior de uma célula de um ser superior – o homem, por exemplo – e, em seguida, introduzir seu pequeno conjunto de genes no interior do DNA, que contém o complexo código genético da célula humana.

Quando essa célula, assim parasitada se divide vai obrigatoriamente Ter de decifrar seu código genético para fabricar as proteínas de que as células-filhas necessitam.

Esses novos vírus abandonam rapidamente o glóbulo branco. Ao fazê-lo, abrem microscópicos orifícios na membrana celular, que provocam a morte da célula.

Cada tipo de vírus possui a finalidade por determinado tipo de célula dos animais superiores. O HIV, por um desses caprichos da natureza, tem tropismo por um tipo de glóbulo branco do homem e do chimpanzé, que é considerado o general de divisão do exército de defesa imunológica dessas espécies: o linfócito CD4.

Quando esse tipo de glóbulo do sangue se divide para organizar a defesa do organismo contra agentes agressores, o código:

"pirata" do vírus é decifrado sem querer, e milhares de novas partículas virais são produzidas, espalham-se pelo sangue e vão-se concentrar nas secreções do corpo – das quais importantes – e no sistema nervoso central, pois o HIV possui especial afinidade pelas células nervosas.

Ao entrar no linfócito, o HIV se livra da cápsula e, às custas de uma enzima a transcriptase reserva, transforma seu material genético, o RNA, em DNA.

Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/1136/1/-AIDS/Paacutegina1.html

REINO MONERA - BACTÉRIAS E CIANOFÍCEAS {Resumo]

Mais um resumo de Moneras:

REINO MONERA - BACTÉRIAS E CIANOFÍCEAS


Monera, também conhecido como Prokaryotae (Procariotos), é uma classe de organismos primitivos constituída pelas bactérias e pelas algas verde-azuladas. Os genes dos procariotos têm uma disposição de fibra circular, que não está contida numa membrana.

Bactérias:

Importância:

Médica: causadoras de doenças.

Doenças epidêmicas: Quando em uma população aparece uma doença com alto número de casos (aumento fora do padrão ). Ex: dengue, meningite, lepra, tuberculose e pneumonia.

Doenças endêmicas: É aquela que têm elevados números, mas por todo o ano. Ex: Doença de chagas, malária.

Reciclagem de matéria orgânica - bactérias decompositoras (liberam O2)

Indústria alimentícia (principalmente laticínios)

Biotecnologia: técnica em que o homem faz com que microorganismos produzam substâncias químicas de seu interesse. Ex: insulina - modifica-se o DNA das bactérias usando DNA de ratos.

CEPA: conjunto de bactérias melhoradas geneticamente

Estrepnocnase: (estrepnococos) - usada no controle de enfartes, ela dilata os vasos sangüíneos.

BACTÉRIAS DO ORGANISMO: simbióticas

Organização celular:

Parede celular: formada pela fusão de 2 substâncias : pequena seqüência de aminoácidos +Glicose= PEPTOGLICANO .

Parede celular é a principal proteção das bactérias. A maioria dos antibióticos, agem destruindo a PC bacteriana. A outra parte atravessa a PC e a Membrana Plasmática e provoca mutações no DNA bacteriano.

Cápsulas:

Algumas bactérias possuem cápsulas por fora da Parede Celular. Elas são formadas por MONOPOLISSÁCARIDEOS. Nos pneumococos a cápsula está relacionada à virulência da célula. Os acapsulados não provocam a doença.

Virulência: capacidade de invasão da célula hospedeira e de provocar a doença.

Fímbrias e flagelos:

Particularidade bacteriana.

Os flagelos bacterianos são diferentes dos das células eucariotas (são formados por um arranjo entre fios de proteínas - flagelina). Os flagelos servem para a adesão de superfícies e para facilitar a conjugação.

Esporos: Forma de resistência das bactérias (é a maneira de ela se conservar quando o meio fica desfavorável ) - a bactéria espessa sua parede celular , comprimindo o seu citoplasma( O volume de moléculas da PC aumenta e o citoplasma libera seu material para o meio ) .O metabolismo baixa para níveis mínimos , passando a gastar poucos nutrientes e ATP.

OBS: O bacilo do tétano vive em forma de esporos no meio ambiente (água, ar terra ) . Ao penetrar no ferimento ele volta a ter atividades metabólicas. (Eles só penetram em ferimentos profundos por serem anaeróbios estritos).

Nutrição das bactérias:

Heterotróficas: absorção (difusão pela Membrana Plasmática)

Autotróficas: ocorre no citoplasma - Endomembranas (são a sede para a síntese de matéria orgânica e para a respiração celular)

RESPIRAÇÃO: Aeróbica (38 ATPs) e fermentação lática ou alcoólica (2 ATPs )

Reprodução bacteriana:

ASSEXUADA: (“mitose” - divisão simples +comum)

Clones-população de bactérias idênticas

A reprodução assexuada das bactérias é uma mitose disfarçada. Existem algumas particularidades.

SEXUADA: Qualquer fenômeno que leve à variação genética.

Transformação:

Bactérias vivas absorvem material genético de bactérias mortas.

Transdução: É uma forma de reprodução sexuada, que conta com a participação de um vírus (bacteriófago) ,que injeta o seu DNA na bactéria , que se incorpora ao DNAb. É uma variação genética intermediada por um vírus.

Conjugação: Acontece entre duas bactérias que possuem afinidades químicas. Elas constroem uma ponte citoplasmática, por onde vai haver a passagem de material genético.

F+: bactéria doadora (tem naturalmente, além do DNA um fragmento adicional que é duplicado ,sendo um doado. É sempre doadora.

F -: bactéria receptora. Ou ela incorpora o DNA recebido ou o isola tornando-se uma F+

F: fator de fertilidade.

Material Genético:

DNA: fita simples

Plasmídeo: DNA a mais.

Toda bactéria e haplóide

Fotorredução: Não usa água, não usa luz branca ( usa a infravermelha ) , não tem clorofila e sim , bacterioclorofila .

H2 S + CO2 Ù S + ( HCO )N

Quimiossíntese: A energia provem da oxidação de um composto inorgânico.

Fixação de nitrogênio: Processo realizado por algumas bactérias e cianofíceas, que transformam o N2 em amônia, que e utilizado por leguminosas.

As bactérias nitrificantes são quimiossintetizantes.

Fungos e bactérias decompositores fazem o inverso, convertem NH 3 em N2 : desfixação do nitrogênio ( bactérias desnitrificantes).

Cianofíceas:

Reprodução assexuada.

Autotrófica fotossintetizante. (Endomembranas)

Endomembranas: também relacionadas a fixação de nitrogênio.

Formação de colônias.

Possuem grande capacidade de adaptação por possuírem pequena exigência de nutrientes, proliferando em qualquer ambiente, onde haja apenas CO2, N2, água , alguns minerais e luz.


Bactérias X Cianofíceas:

A maior parte e heterotrófica

Autotróficas

As autotróficas fazem quimiossíntese ou fotorredução.

Fazem fotossíntese vegetal, com lamelas fotossintetizantes.

Forma de resistência: esporos.

Forma de resistência: acineto.

Reprodução sexuada ou assexuada

Reprodução sexuada (bipartição).

Principais doenças bacterianas do homem

Doença

Bactéria

Transmissão

Sintoma

Vacina

Tétano

Clostridium Tetani

(Bacilo)

Ferimentos profundos, provocados por objetos contaminados

Intoxicação aguda com enrijecimento muscular

Tríplice

Difteria

Corynebacterium diphteriae

(Bacilo)

Secreções do nariz e garganta

Placas na Faringe e garganta

Tríplice

Coqueluche

(tosse comprida)

Haemophilus pertussis

(Bacilo)

Saliva. Secreções da laringe e brônquios.

Acesso de tosse longa e prolongada

Tríplice

Tuberculose

Mycobacterium tuberculosis

(Bacilo de Koch)

Saliva e Catarro

Tosse, expectoração, inapetência, cansaço, sudorese noturna


Cólera

Vibrio Cholerae

(Vibrião)

Contaminação fecal da água e alimentos

Forte diarréia, com desidratação, e prostração


Lepra

Mycobacterium

Leprae

(bacilo de Hansen)

Secreções em contato com narinas, boca e pele.

Lesões cutâneas, perda da sensibilidade, manchas na pele.


Pneumonia

Diplococos pneumoniae

Secreções nasobucais

Febre alta, e fortes dores pulmonares na região dorsal.

fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/971/1/REINO-MONERA---BACTERIAS-E-CIANOFICEAS/Paacutegina1.html