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terça-feira, 10 de junho de 2008

Respostas sobre a Cisticercose e Teníase

Cisticercose

A cisticercose é causada pela larva da Taenia solium nos tecidos humanos. As manifestações clínicas dependem da localização e do número de larvas que infectaram o indivíduo, da fase de desenvolvimento dos cisticercos e da resposta imunológica do hospedeiro (é assim que costumam ser chamas as pessoas que "hospedam" o verme). As formas graves estão localizadas no sistema nervoso central e apresentam sintomas neuro-psíquicos (convulsões, distúrbio de comportamento, hipertensão intracraniana) e oculares.

Quem é o agente causador?

A Taenia solium é a tênia da carne de porco e a Taenia saginata é a da carne bovina. Esses dois cestódeos na forma adulta causam doença intestinal (teníase). São os ovos da Taenia solium que causam a cisticercose ao serem ingeridos.

A tênia é conhecida popularmente como solitária.

Como se transmite?

A teníase é adquirida através da ingestão de carne de boi ou de porco mal cozida, que contém as larvas. Quando o homem ingere os ovos da Taenia solium, provenientes de verduras e legumes mal lavados ou higiene inadequada, adquire a cisticercose.

Tempo até os primeiros sintomas

O tempo para o aparecimento da cisticercose humana varia de 15 dias a anos após a infecção. Para a teníase, cerca de três meses após a ingestão da larva, o parasita adulto já pode ser encontrado no intestino delgado humano.

Tem algum risco?

Relativos à teníase: obstrução de apêndice, colédoco ou ducto pancreático;

Relativos à cisticercose: problemas visuais e neurológicos.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico de teníase geralmente é feito através da observação de proglotes (partes do verme) nas fezes ou pela presença de ovos no exame de fezes. O diagnóstico da neurocisticercose se faz através de exames de imagem (Raio X, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética de cisticercos calcificados).

Como se trata?

importante ficar bem claro que as medicações utilizadas devem ser receitadas por um médico que acompanhe o paciente. O hábito de tomar remédios para vermes por conta própria não é adequado. Como todos os remédios essas medicações não são isentas de efeitos colaterais, o que pode trazer sérios problemas à saúde. Com o acompanhamento, o médico poderá receitar a droga mais indicada para o caso e acompanhar os possíveis efeitos colaterais.

Como evitar?

Através de medidas básicas de higiene, como lavar as mãos antes das refeições e após ir ao banheiro, com o cozimento adequado da carne de boi e de porco e a correta lavagem de verduras e legumes.

Fonte: www.medicinal.com.br

CISTICERCOSE

A cisticercose, uma das possíveis causas do surgimento de um cisto na região frontal da cabeça da atriz Malu Mader, 38, é causada pela larva da solitária (Taenia solium), que se estabelece em tecidos humanos, como o cérebro. Quando isso acontece, pode causar problemas visuais e neurológicos.

Como se adquire: O homem ingere os ovos da solitária, que podem estar em legumes e verduras mal lavados, frutas experimentadas no supermercado ou na feira e até mesmo em sanduíches "naturais" feitos sem higiene adequada. Esses produtos "in natura" são contaminados quando entram em contato com dejetos humanos de alguém que possui solitária --geralmente, isso acontece nos locais de origem dos alimentos.

Conseqüências: O cisticerco se instala em algum tecido do corpo humano. Nos casos mais graves, ao se instalar no cérebro, pode provocar lesões graves, provocando crises de epilepsia.

Sintomas: Cefaléia, epilepsia, edemas e vômitos surgem quando o parasita começa a ser desintegrado pelo próprio organismo humano, inflamando os tecidos ao redor --depois, resta uma cicatriz calcificada. A doença pode se estabelecer em 15 dias, mas pode também ficar anos sem se manifestar.

Diagnóstico: A cisticercose é detectada por meio de análise de amostra de liquor e imagens cerebrais obtidas por tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Tratamento: Pode ser feito com vermicidas ou outras drogas que atuam sobre a inflamação que o cisticerco provoca. Nos casos de obstrução das vias internas-saude que causam hidrocefalia ou quando o cisticerco se comporta como um tumor, a indicação de tratamento é cirúrgica.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

CISTICERCOSE

A incidência de indivíduos portadores desta doença vem aumentando em todo o mundo. Há 15 anos, era rara nos Estados Unidos. Hoje é a parasitose do sistema nervoso mais freqüente, tanto em crianças como em adultos, não só nos Estados Unidos, como também no mundo todo.

No Brasil, a maioria dos casos é registrada nos estados de Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

O ponto crucial da transmissão está nas fezes humanas contaminadas com os ovos da Taenia solium. Um indivíduo com teníase pode evacuar em local impróprio (campo, mato, perto de riachos, em instalações sanitárias inadequadas, etc.) e, deste modo, espalhar os ovos microscópicos da tênia que, fatalmente, irão contaminar fontes de água, lavouras, etc.

O homem se contamina ingerindo os ovos presentes na água ou em alimentos, como verduras mal lavadas.

Os portadores de teníase têm facilidade de adquirir a cisticercose, porque, nesta fase, pode ocorrer o rompimento dos proglótides grávidos dentro do intestino ou do estômago pelo refluxo do conteúdo intestinal.

Há também a possibilidade de contaminação, quando pessoas com debilidade mental ingerem as próprias fezes.

Uma vez no interior do organismo, os ovos liberam os embriões que, através da circulação sangüínea, se distribuem pelo corpo todo, onde se fixam e encistam-se, formando as vesículas com as larvas no seu interior, denominadas cisticercos. Desta forma, o homem está com a cisticercose é o hospedeiro intermediário da T. solium.

A cisticercose humana é doença gravíssima, pois os cisticercos se localizam no sistema nervoso central (neurocisticercose), nos olhos, músculos, etc. Nestes locais, podem permanecer até 30 anos, determinando crises convulsivas, cefaléias, vômitos, alterações de visão, hidrocefalia e até mesmo a morte.

Os ovos das tênias são muito resistentes à inativação através de substâncias químicas, mas podem ser destruídos pela cocção ou fervura acima de 90ºC.

Desta forma, os cuidados higiênicos são importantes para se evitar a transmissão desta doença. Há enfermidade contra as quais, até o presente momento, nada se pode fazer para exterminá-las; outras, no entanto, como a cisticercose devem e podem ser eliminadas de nossa população.

Fonte: www.brasilescola.com

CISTICERCOSE

Teníase e cisticercose são doenças causadas por tênias, em fases diferentes do ciclo de vida desses cestódeos.

Sinônimos

Solitária

O que é teníase?

A teníase é resultado da presença da forma adulta da Taenia solium ou da Taenia saginata no intestino delgado do homem. É uma parasitose intestinal que pode causar dores abdominais, náuseas, debilidade, perda de peso, flatulência (gases), diarréia ou constipação. Quando o parasita permanece no intestino, o parasitismo pode ser considerado benigno. Excepcionalmente, requer intervenção cirúrgica por haver penetração do parasita em locais como o apêndice cecal (parte do intestino que costuma ser operada quando há "apendicite"), colédoco (ducto que drena secreção do fígado para o intestino), ducto pancreático (ducto que drena secreção do pâncreas para o intestino) devido ao crescimento exagerado do parasita nestes locais, o que pode ocasionar obstrução. Em alguns casos, pode provocar retardo no crescimento e no desenvolvimento das crianças e baixa produtividade no adulto. A infestação pode ser percebida pela eliminação espontânea de proglotes (parte do corpo do verme que contém ovos) nas fezes.

O que é cisticercose?

A cisticercose é causada pela larva da Taenia solium nos tecidos humanos. As manifestações clínicas dependem da localização e do número de larvas que infectaram o indivíduo, da fase de desenvolvimento dos cisticercos e da resposta imunológica do hospedeiro (é assim que costumam ser chamas as pessoas que "hospedam" o verme). As formas graves estão localizadas no sistema nervoso central e apresentam sintomas neuro-psíquicos (convulsões, distúrbio de comportamento, hipertensão intracraniana) e oculares.

Quem é o agente causador?

A Taenia solium é a tênia da carne de porco e a Taenia saginata é a da carne bovina. Esses dois cestódeos na forma adulta causam doença intestinal (teníase). São os ovos da Taenia solium que causam a cisticercose ao serem ingeridos.

A tênia é conhecida popularmente como solitária.

Como se transmite?

A teníase é adquirida através da ingestão de carne de boi ou de porco mal cozida, que contém as larvas. Quando o homem ingere os ovos da Taenia solium, provenientes de verduras e legumes mal lavados ou higiene inadequada, adquire a cisticercose.

Tempo até os primeiros sintomas
O tempo para o aparecimento da cisticercose humana varia de 15 dias a anos após a infecção. Para a teníase, cerca de três meses após a ingestão da larva, o parasita adulto já pode ser encontrado no intestino delgado humano.

Tem algum risco?

Relativos à teníase: obstrução de apêndice, colédoco ou ducto pancreático;
Relativos à cisticercose: problemas visuais e neurológicos.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico de teníase geralmente é feito através da observação de proglotes (partes do verme) nas fezes ou pela presença de ovos no exame de fezes. O diagnóstico da neurocisticercose se faz através de exames de imagem (Raio X, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética de cisticercos calcificados).

Como se trata?

É importante ficar bem claro que as medicações utilizadas devem ser receitadas por um médico que acompanhe o paciente. O hábito de tomar remédios para vermes por conta própria não é adequado. Como todos os remédios essas medicações não são isentas de efeitos colaterais, o que pode trazer sérios problemas à saúde. Com o acompanhamento, o médico poderá receitar a droga mais indicada para o caso e acompanhar os possíveis efeitos colaterais.

Como evitar?

Através de medidas básicas de higiene, como lavar as mãos antes das refeições e após ir ao banheiro, com o cozimento adequado da carne de boi e de porco e a correta lavagem de verduras e legumes.

Fonte: www.br.answers.yahoo.com

CISTICERCOSE

Aspectos Epidemiológicos

O complexo Teníase/Cisticercose constitui-se de duas entidades mórbidas distintas, causadas pela mesma espécie de cestódio, em fases diferentes do seu ciclo de vida. A teníase é provocada pela presença da forma adulta da Taenia solium ou da Taenia saginata, no intestino delgado do homem. A cisticercose é uma entidade clínica provocada pela presença da forma larvária nos tecidos de suínos, bovinos ou do homem.

Agente Etiológico

Taenia solium e a Taenia saginata pertencem à classe Cestoidea, ordem Cyclophillidea, família Taenidae e gênero Taenia. Na forma larvária (Cysticercus cellulosae _ T. solium e Cysticercus bovis _ T. saginata) causam a teníase. Na forma de ovo a Taenia saginata desenvolve a cisticercose no bovino, e a Taenia solium no suíno ou no homem.

Reservatório e Fonte de Infecção

O homem é o único hospedeiro definitivo da forma adulta da Taenia solium e da Taenia saginata. O suíno ou o bovino são os hospedeiros intermediários (por apresentarem a forma larvária nos seus tecidos).

Modo de Transmissão

O homem que tem teníase, ao evacuar a céu aberto, contamina o meio ambiente com ovos eliminados nas fezes, o suíno ou o bovino ao ingerirem fezes humanas (direta ou indiretamente), contendo ovos de Taenia solium ou Taenia saginata, adquirem a cisticercose. Ao alimentar-se com carne suína ou bovina, mal cozida, contendo cisticercos, o homem adquire a teníase. A cisticercose humana é transmitida através das mãos, da água e de alimentos contaminados com ovos de Taenia solium.

Período de Incubação

O período de incubação para a cisticercose humana pode variar de 15 dias a muitos anos após a infecção. Para a teníase, após a ingestão da larva, em aproximadamente três meses, já se tem o parasita adulto no intestino delgado humano.

Período de Transmissibilidade

Os ovos de Taenia solium e de Taenia saginata podem permanecer viáveis por vários meses no meio ambiente, principalmente em presença de umidade.

Susceptibilidade e Imunidade

A susceptibilidade é geral. Tem-se observado que a presença de uma espécie de Taenia garante certa imunidade, pois dificilmente um indivíduo apresenta mais de um exemplar da mesma espécie no seu intestino; porém não existem muitos estudos abordando este aspecto da infestação.

2. Aspectos Clínicos

Descrição

O complexo teníase/cisticercose é uma zoonose e manifesta-se no homem sob duas formas clínicas:

Parasitose intestinal - Teníase

Causa retardo no crescimento e no desenvolvimento das crianças, e baixa produtividade no adulto. A sintomatologia mais freqüente são dores abdominais, náuseas, debilidade, perda de peso, flatulência, diarréia ou constipação. O prognóstico, é bom. Excepcionalmente é causa de complicações cirúrgicas, resultantes do tamanho do parasita ou de sua penetração em estruturas do aparelho digestivo tais como apêndice, colédoco e ducto pancreático.

Parasitose extra-intestinal Cisticercose

Infecção causada pela forma larvária da Taenia solium cujas manifestações clínicas estão na dependência da localização, tipo morfológico, número e fase de desenvolvimento dos cisticercos e da resposta imunológica do hospedeiro. Da conjunção destes fatores resulta um quadro pleomórfico, com uma multiplicidade de sinais e sintomas neurológicos (Trelles & Lazarte - 1940; Pupo et al - 1945/46; Brotto - 1947; De la Riva - 1957; Canelas - 1962; Lima - 1966; Takayanagui - 1980; 1987), inexistindo um quadro patognomônico. A localização no sistema nervoso central é a forma mais grave desta zoonose, podendo existir também nas formas oftálmica, subcutânea e muscular (como o tecido cardíaco). As manifestações clínicas variam desde a simples presença de cisticerco subcutâneo até graves distúrbios neuropsiquiátricos (convulsões epileptiformes, hipertensão intracraniana, quadros psiquiátricos como demência ou loucura), com seqüelas graves e óbito.

Tratamento

O tratamento da teníase poderá ser feito através das drogas: Mebendazol, Niclosamida ou Clorossalicilamida, Praziquantel, Albendazol. Com relação à cisticercose, até há pouco mais de uma década e meia, a terapêutica medicamentosa da neurocisticercose era restrita ao tratamento sintomático. Atualmente, praziquantel e albendazol têm sido considerados eficazes na terapêutica etiológica da neurocisticercose. (TAKAYANAGUI - 1987; 1990-b). Há questionamentos sobre a eficácia das drogas parasiticidas na localização cisternal ou intraventricular e na forma racemosa, recomendando-se, como melhor opção, a extirpação cirúrgica, quando exeqüível (COLLI - 1996; COLLI et al - 1994-b; TAKAYANAGUI - 1990-b; 1994). Levando-se em consideração as incertezas quanto ao benefício, a falibilidade e os riscos da terapêutica farmacológica, a verdadeira solução da neurocisticercose está colocada primordialmente nas medidas de prevenção da infestação (OPS - 1994).
3. Diagnóstico Laboratorial

Teníase

Geralmente tem ocorrência sub-clínica, sendo muitas vezes não diagnosticada através de exames coprológicos, devido à forma de eliminação deste helminto, é mais comumente realizado através da observação pessoal da eliminação espontânea de proglótides. Os exames parasitológicos de fezes são realizados pelos métodos de Hoffmann, fita gomada e tamização.

Cisticercose: o diagnóstico é realizado através de biópsia tecidual, cirurgia cerebral, testes imunológicos no soro e líquido cefalorraquiano ou exames de imagem (RX, tomografia computadorizada e ressonância magnética).

Dentre os exames laboratoriais que permitem diagnosticar a cisticercose no homem destacam-se:

Exame do líquido cefalorraquidiano, o qual fornece elementos consistentes para o diagnóstico, pois o parasita determina alterações compatíveis com o processo inflamatório crônico.

Provas sorológicas, com resultados limitados, pois não permitem localizar os parasitas ou estimar a carga parasitária, além de que, a simples presença de anticorpos não significa que a infecção seja atual. As provas mais utilizadas são:

ELISA, com sensibilidade aproximada de 80%;

Imunoeletroforese, que embora não forneça resultados falso-positivos, revela apenas 54% a 87% dos pacientes com cisticercose; e,

Imunofluorescência indireta, altamente específica, mas pouco sensível.

Exame radiológico, realizado mediante imagens dos cistos calcificados, cujo aspecto é relativamente característico- a calcificação só ocorre após a morte do parasita.

Tomografia computadorizada, que auxilia na localização das lesões, notadamente ao nível do sistema nervoso central, tanto para os cistos viáveis, como para os calcificados.

Exame anatomopatológico, realizado ante-mortem, quando eventuais nódulos subcutâneos, permitem biópsia e a análise histopatológica, ou post-mortem, quando da realização de autópsia ou de necropsia.

4. Vigilância Epidemiológica

Notificação: a notificação da teníase/cisticercose poderá fornecer dados epidemiológicos mais precisos sobre a prevalência populacional e permitir o mapeamento geográfico das áreas mais afetadas para melhor direcionamento das medidas de controle.

5. Medidas de Controle

Trabalho Educativo da População: como uma das medidas mais eficazes no controle da teníase/cisticercose deve ser promovido extenso e permanente trabalho educativo da população nas escolas e nas comunidades. A aplicação prática dos princípios básicos de higiene pessoal e o conhecimento dos principais meios de contaminação constituem medidas importantes de profilaxia. O trabalho educativo da população deve visar à conscientização, ou seja, ao corte dos hábitos e costumes inadequados e à adoção de novos, mais saudáveis, por opção pessoal.

· Bloqueio de Foco do Complexo Teníase/Cisticercose: o foco do complexo teníase/cisticercose pode ser definido como sendo a unidade habitacional com pelo menos:

a. nos indivíduos com sorologia positiva para cisticercose;

um indivíduo com teníase;

um indidíduo eliminando proglótides;

um indivíduo com sintomas neurológicos suspeitos de cisticercose;

nos animais com cisticercose (suína/bivina).

Serão incluídos no mesmo foco outros núcleos familiares que tenham tido contato de risco de contaminação. Uma vez identificado o foco, os indivíduos deverão receber tratamento com medicamento específico.

· Fiscalização da Carne: essa medida visa reduzir ao menor nível possível a comercialização ou o consumo de carne contaminada por cisticercos e orientar o produtor sobre medidas de aproveitamento da carcaça (salga, congelamento, graxaria, conforme a intensidade da infecção) reduzindo a perda financeira, com segurança para o consumidor.

Fiscalização de Produtos de Origem Vegetal: a irrigação de hortas e pomares com água de rios e córregos que recebem esgoto deve ser coibida através de rigorosa fiscalização, evitando a comercialização ou o uso de vegetais contaminados por ovos de Taenia.

· Cuidados na Suinocultura: o acesso do suíno às fezes humanas e à água e alimentos contaminados com material fecal deve ser coibido: esta é a forma de evitar a cisticercose suína.

· Isolamento: para os indivíduos com cisticercose ou portadores de teníase, não há necessidade de isolamento. Para os portadores de teníase, entretanto, recomenda-se medidas para evitar a sua propagação: tratamento específico, higiene adequada das mãos, deposição dos dejetos garantindo a não contaminação do meio ambiente.

Desinfecção Concorrente: é desnecessária, porém é importante, o controle ambiental através da deposição correta dos dejetos (saneamento básico), e rigoroso hábito de higiene (lavagem das mãos após evacuações, principalmente).

Fonte: br.geocities.com

CISTICERCOSE

A cisticercose suína é uma doença parasitária originada a partir da ingestão de ovos de Taenia solium, cujas formas adultas têm o homem como hospedeiro final; normalmente, os suínos apresentam apenas a forma larval (Cysticercus cellulosae). O quadro clínico da teníase no homem pode acarretar dor abdominal, anorexia e outras manifestações gastrointestinais, sem provocar conseqüências mais sérias.

A teníase, no entanto, pode conduzir à cisticercose humana, cuja localização cerebral é a sua manifestação mais grave, podendo levar o indivíduo à morte.

A infecção pode permanecer assintomática durante muitos anos e nunca vir a se manifestar. Nas formas cerebrais a sintomatologia pode iniciar-se por crises convulsivas, o quadro clínico tende a agravar-se à medida que aumente a hipertensão intercraniana, ou na dependência das estruturas acometidas, evoluindo para meningoencefalite e distúrbios de comportamento.

AGENTE CAUSADOR

Taenia solium, o verme do porco causa infecção intestinal com a forma adulta e somática com a larva (cisticercos). O homem adquire teníase quando ingere carne suína, crua ou parcialmente cozida, contendo cisticercos. Os suínos, por outro lado, adquirem cisticercose quando ingerem ovos de T. solium, presentes no ambiente contaminado por matéria fecal de seres humanos contaminados. Do mesmo modo que o suíno, o homem pode adquirir cisticercose a partir da ingestão de ovos de T. solium, presentes em alimentos contaminados com matéria fecal de origem humana, sobretudo verduras cruas, ou por auto-infecção, através das mãos e roupas contaminadas com a próprias fezes.

TRANSMISSÃO

1).Transferência direta dos ovos da T. solium das fezes de um indivíduo com teníase para a sua própria boca ou a de outras pessoas; 2. Por movimentos retroperistálticos do intestino, onde os proglotes de uma tênia poderiam alcançar o est6omago para em seguida retornar ao intestino delgado liberando as oncosferas (auto infecção); ou, 3. Indiretamente, através da ingestão de alimentos (geralmente verduras) ou água contaminada com os ovos de Taenia solium.

DIAGNÓSTICO

Dentre os exames laboratoriais que permitem diagnosticar a cisticercose no homem destacam-se:

- Exame do líquido cefalorraquidiano, o qual fornece elementos consistentes para o diagnóstico, pois o parasita determina alterações compatíveis com o processo inflamatório crônico.

- Provas sorológicas, com resultados limitados, pois não permitem localizar os parasitas ou estimar a carga parasitária, além de que, a simples presença de anticorpos não significa que a infecção seja atual. As provas mais utilizadas são:

- ELISA, com sensibilidade aproximada de 80%;

- Imunoeletroforese, que embora não forneça resultados falso-positivos, revela apenas 54% a 87% dos pacientes com cisticercose; e,

- Imunofluorescência indireta, altamente específica, mas pouco sensível.

- Exame radiológico, realizado mediante imagens dos cistos calcificados, cujo aspecto é relativamente característico- a calcificação só ocorre após a morte do parasita.

- Tomografia computadorizada, que auxilia na localização das lesões, notadamente ao nível do sistema nervoso central, tanto para os cistos viáveis, como para os calcificados.

- Exame anatomopatológico, realizado ante-mortem, quando eventuais nódulos subcutâneos, permitem biópsia e a análise histopatológica, ou post-mortem, quando da realização de autópsia ou de necropsia.

TRATAMENTO

O tratamento é realizado com niclosamida ou praziquantel. Intervir cirurgicamente para aliviar o desconforto do paciente; hospitalizar e tratar com Praziquantel ou Albendazol os paciente com cisticercose ativa no sistema nervoso central, controlando o edema cerebral pela morte do cisticerco, com uma série curta de corticóides.

É importante destacar que os ovos das tênias dos suínos e dos bovinos são, microscopicamente, impossíveis de se diferenciar. As principais diferenças entre a T. solium e a T. saginata dos bovinos são

PREVENÇÃO

Medidas preventivas

A ocorrência da cisticercose suína e/ou bovina, é um forte indicador das más condições sanitárias dos plantéis. Com base nos conhecimentos atuais, a erradicação das tênias, T. solium e T. saginata, é perfeitamente possível pelas seguintes razões: os ciclos de vida necessitam do homem como hospedeiro definitivo; a única fonte de infecção para os hospedeiros intermediários, pode ser controlada; não existe nenhum reservatório selvagem significativo; e, existem drogas seguras e eficazes para combater a teníase. É importante: 1. Informar as pessoas para: evitar a contaminação fecal do solo, da água e dos alimentos destinados ao consumo humano e animal; não utilizar águas servidas para a irrigação das pastagens ;e, cozer totalmente as carnes de suínos e bovinos.

2. Identificar e tratar, imediatamente, os indivíduos infectados com a T. solium para evitar a cisticercose, tomando precaução para proteger os pacientes da auto-contaminação, bem como seus contatos.

3. Congelar a carne suína e bovina a temperatura abaixo de –5° C, por no mínimo 4 dias; ou irradiar a 1 Kgy, a fim de que os cisticercos sejam destruídos eficazmente.

4. submeter à inspeção as carcaças, nos abatedouros de suínos e bovinos, destinando-se conforme os níveis de contaminação: condenação total, parcial, congelamento, irradiação ou envio para as indústria de reprocessamento. 5. Impedir o acesso de suínos às fezes humanas, latrinas e esgotos.

Controle do paciente, contato e meio-ambiente:

1. Informar a autoridade sanitária local.

2. Colaborar na desinfecção; dispor as fezes de maneira higiênica; enfatizar a necessidade de saneamento rigoroso e higienização das instalações; investir em educação em saúde promovendo mudanças de hábitos, como a lavagem das mãos após defecar e antes de comer.

3. Investigar os contatos e as fontes de infecção; avaliar os contatos com sintomas.

Fonte: www.arquivomedico.hpg.ig.com.br

CISTICERCOSE

A cisticercose caracteriza-se pelo estado patológico decorrente da infecção de hospedeiros vertebrados pela forma larvar da Tênia Solium ou Tênia Saginata, através de uma ou mais lesões vesiculares, chamadas de cisticerco. O aparecimento de cisticercos na musculatura de carcaças bovinas ou suínas é vulgarmente denominado de "pipoca", "canjica", "canjiquinha" ou "sagu"".

Agente Etiológico

A Etiologia da cisticercose envolve o estágio larvar de parasitas do genero Tênias, representados pelas Tênia Solium e Tênia Saginata. Um fato de grande importância epidemiológica é a resistência ao meio ambiente dos ovos dessas tênias. Essa resistência é muito elevada quando o substrato está coberto com uma película de água. Para que se tenha uma idéia a respeito desse fato, basta citar que pesquisadores observaram ovos de tênia que sobreviveram em pastagens, em condições naturais, por 159 dias. Há também relato a respeito da permanência de ovos de Tênia saginata, viáveis nas pastagens, por 56 dias e, em alguns casos, até por 98 dias. À temperatura de 60C são necessários 10 minutos, e à ebulição, 5 segundos para inativação dos ovos. Estes resistem bem ao merthiolate e ao formol comercial. Os processos biológicos de fermentação e putrefação não destroem facilmente e admite-se que nos digestores empregados para depuração de esgotos, os ovos sejam destruídos em 20 dias, a 35C.

Transmissão

A via de transmissão de maior importância na disseminação da cisticercose é constituída pelos alimentos contaminados com ovos maduros de Tênia Solium e de Tênia Saginata (as tênias são também denominadas de "solitárias"). As pastagens podem ser contaminadas com fezes eliminadas diretamente nos campos de criação, por portadores humanos da tênia. Isso ocorre em função de haver uma promiscuidade entre a população humana e seus animais. A criação de suínos, quando desenvolvida sem condições técnicas mínimas, propicia muitas vezes que o porco possa ter acesso a fezes humanas contaminadas, permitindo que os ovos sejam ingeridos por esses animais. Esses fatos evidenciam o importante papel que o homem desempenha no processo de disseminação da doença para os animais, pois, quando os hábitos higiênicos são adequados, a doença não aparece. No caso especial, da Tênia Saginata, a permanente eliminação involuntária de ovos, através de proglotes do parasita adulto, pode levar a contaminação dos alimentos, tanto para animais como para o homem. Os ordenhadores com as mãos contaminadas com ovos de tênia podem contaminar as tetas da vaca e assim transmitir a doença ao bezerro.

A contaminação indireta dos alimentos pode ocorrer quando excretas humanas (água de esgoto), não tratadas de forma adequada, são utilizadas como fertilizantes na adubação de pastagens ou na agricultura.

A cisticercose humana pode ocorrer nos seguintes casos:

- Ingestão de alimentos contaminados com ovos da Tênia Solium, eliminados com as fezes de outrem (heteroinfecção);

- Descuido da higiene pessoal, levando à boca e ingerindo ovos da parasita, eliminados com suas próprias fezes (auto-infecção hexógena).

Patogenia

A ingestão de ovos maduros, isoladamente ou em massa, e indispensável para que a infecção seja efetivada. Ao atingir o estômago e o intestino, a ação do suco gástrico e da pepsina iniciam um processo de digestão, que se completa com a tripsina pancreática. Esse processo é seguido por uma atuação do embrião hexacanto pela ação combinada da bile, colesterol e da tripsina.

O embrião hexacanto só é libertado no aparelho digestivo de um hospedeiro adequado, e, quando está livre, utiliza seus ganchos (quando existem) e suas enzimas proteolíticas de sua secreção para alcançar o sistema circulatório, até encontrar sua localização definitiva: os musculos estriados, especialmente aqueles que apresentam maior irrigação e uma atividade intensa. Chegando aos músculos, os embriões abandonam os capilares da circulação e imobilizam-se nas fibras musculares, onde evoluirão até completar sua forma vesicular, denominada de Cysticercus.

Sintomatologia

O quadro sintomato1ógico e, de um modo geral, inaparente; entretanto, quando os cisticercos se localizam em pontos diferentes dos usuais, interferindo na atividade fisio1ógica de algum órgão ou no caso de infecções intensas, podemos observar algumas manifestações clínicas.

Durante a fase de disseminação, os sintomas, quando presentes, estão relacionados com a distribuição dos embriões nos diferentes tecidos e, nesses casos, podem-se observar:

- dificuldade na apreensão de alimentos, na mastigação e até mesmo uma pseudo-paralisia do maxilar inferior, no caso de infecção maciça dos músculos mastigadores e da língua;

- tosse seca e quitinosa nos ataques dos músculos ou da submucosa da laringe;

- transtornos cerebrais em casos de infecções intensas.

No homem, as consequências da cisticercose, quando algum sintoma clínico se manifesta, são de modo geral, graves, tanto no globo ocular, como no cérebro, nos músculos ou no coração.

Tratamento

Não se conhece nenhum procedimento terapêutico eficaz e seguro contra a cisticercose no homem ou nos animais. Nos casos humanos, após o diagnóstico laboratorial ou radiológico, pode ser feita cirurgia, podendo apresentar algum resultado satisfatório.

Profilaxia

Como medidas profiláticas, é preciso considerar vários aspectos:

- identificar os portadores da tênia, através de exames de fezes ou quando houver relato de eliminação de ovos do parasita por algum indivíduo;

- submeter aos exames diagnósticos para teníase todo o pessoal envolvido;

- realizar o tratamento com vermífugo apropriado nos portadores da tênia;

- não lançar esgotos nos cursos de água ou nos campos de criação sem antes garantir a estabilização dos mesmos;

- assegurar a educação sanitária às populações rurais, orientando para que as defecações sejam feitas em banheiros e que os mesmos possuam fossas;

- evitar que os animais tenham acesso aos esgotos ou latrinas ao ar livre; - não utilizar a água contaminada de esgotos para irrigação de plantações, tampouco devem ser utilizadas fezes humanas não tratadas como adubo;

- medidas de higiene alimentar devem ser tomadas, visando evitar a ingestão de ovos de Tênia Solium com os alimentos;

- a higiene das mãos deve ser incentivada após as defecações.

Essas providências podem, sem dúvida, resultar em um controle efetivo das cisticercoses e, por conseqüência, das teníases. Entretanto, é válido reforçar que os hábitos de higiene devem ser constantemente difundidos entre os trabalhadores rurais e do ramo de alimentos, bem como donas-de-casa, permitindo que haja uma melhora nas suas condições de trabalho e de vida.

Fonte: www.bichoonline.com.br

Cisticercose

É uma doença causada pelas larvas da Taenia adquiridas através da ingestão de alimentos e água contaminados com os ovos do verme e pode ser grave. No intestino, os ovos se transformam em larvas que podem se deslocar para várias partes do corpo, tais como: músculos, cérebro, pulmões, olhos e coração causando convulsões, distúrbios mentais, cegueira e até a morte.

Sintomas

Os primeiros sintomas são: dores de cabeça, convulsões e dificuldade para andar.

Prevenção

  • Comer carnes e seus derivados bem cozidos e adquiridos em estabelecimentos comercias sujeitos à fiscalização sanitária.
  • Usar somente água filtrada ou fervida para beber.
  • As verduras devem ser bem lavadas antes de consumidas.
  • Dar destinação adequada às fezes humanas, através de medidas de saneamento básico: fossas sépticas e rede de esgoto.
  • Lavar as mãos antes das refeições, de preparar alimentos e após o uso do sanitário.
  • Fazer exames periódicos de fezes, procurando tratamento, quando necessário.
  • Os porcos devem ser criados longe de valas de esgoto, águas e solos contaminados por fezes humanas.

Fonte: www.saude.rj.gov.br

cisticercose

A cisticercose é a doença causada pela larva Taenia Solium, popularmente conhecida como solitária. Desde antes de Cristo, já se descreviam a cisticercose em suínos. Historiadores mencionam que a heroína Joana D'arc sofria da doença, daí as suas alucinações visuais. Desde então a doença foi correlacionada com o porco, fato difundido erroneamente até os nossos dias. A solitária se aloja em qualquer parte do corpo humano e na sua forma mais grave, vai para o sistema nervoso central - provocando a Neurocisticercose.

O seu único hospedeiro definitivo é o ser humano. Como hospedeiro intermediário encontramos não só os suínos, mas também os coelhos, lebres, gatos, cães, carneiros e bovinos. Este cisto que tem a forma ovalar de tamanho variado chama-se Cysticercus cellulosae. A Teníase é uma doença que muitas vezes passa desapercebida, porque seus sintomas - vômitos, flatulência, mal estar gástrico, que podem ter outras causas.

Após três meses da infestação do cisto, a Taenia já localizada no intestino delgado começa a soltar anéis com ovos. Geralmente solta de 5 a 6 anéis por semana. Cada anel tem de 40 a 80 mil ovos. Estes anéis podem sair com as fezes. No entanto, muitos se rompem no intestino e os ovos podem permanecer vivos por até 300 dias, conforme o organismo. A Taenia solium pode atingir até 10 metros de comprimento e viver por até 8 anos ou mais no intestino do ser humano.

Contaminação

O indivíduo portador da solitária pode se auto-contaminar ao não fazer corretamente a higiene após evacuar, levando a mão à boca. O ponto crucial do ciclo está nas fezes humanas contaminadas, onde um indivíduo portador da Teníase pode evacuar em local inadequado, no campo por exemplo e as fezes ressecando-se ao sol, tomam os ovos mais leves o que facilita a sua propagação à grandes distâncias, contaminado hortas ou rios. Não existe um elemento químico capaz de inativar o ovo, somente com uma fervura acima de 90' centígrados. A incidência desta doença vem se intensificando em todo o mundo, até nos Estados Unidos, onde, antigamente era considerada rara.

Segundo estudos do Professor Titular de Neurocirurgia da Universidade Federal do Paraná, Affonso Antoniuk, em noventa e dois mil casos com patologias diversas, nos quais foram realizados exames de tomografia cornputadorizada de crânio, no ano de 1993, em Curitiba, cerca de 9,% dos casos registrou pacientes com neurocisticercose.

No Paraná, as cidades de maior incidência são Guarapuava, União da Vitória e Francisco Beltrão, que atingem cerca de 20% de ocorrências. As formas encontradas na maioria dos casos foram 80% de calcificações, denotando cisticercoses mortos. A localização das larvas são as mais variadas e bizarras possíveis. Os casos de Hidrocefalia são de complicação gravíssima, pois cerca de 5O% dos pacientes, com este diagnóstico, morrem em 10 anos, com qualquer tratamento que se faça. A idade onde mais ocorre a doença é entre 20 e 50 anos, e o índice de ocorrência nos homens é de 53% e nas mulheres 47%.

Conforme Antoniuk, os estudos realiza- dos no Hospital de Clínicas da UFPR, indicam que metade dos leitos do setor de Neurocirurgia, são ocupados por paciente portadores de neurocisticercose. E, ainda, de 350 pacientes com casos de crises convulsivas - ataques epiléticos - 33% eram porta- dores de neurocisticercose.

Erradicação

Há enfermidades que até o presente momento nada se pode fazer para evitá-las, mas outras como a cisticercose podem e devem ser exterminadas. "O primeiro passo é tratar e eliminar a solitária de todo humano infectado, o que se faz hoje com 2 a 4 comprimidos de medicamento adequado e sem efeitos colaterais. Detectar o indivíduo infectado é muito difícil, o que se impõe, é dar medicamento específico para toda a coletividade, que vive próximo aos locais de risco. Sê possível, medicar a população em geral", afirma o professor.

Para ele, o saneamento básico se toma primordial, com a construção de privadas com fossa, além de uma educação elemento sobre métodos de higiene. "Também, a fiscalização das carnes comercializadas, de forma séria por veterinários governamentais e não como atualmente por funcionários dos frigoríficos. Ou seja, é necessário uma ação conjunta para erradicar de vez este flagelo" complementa.

Fonte: www.amp.org.br

Reagente biológico faz diagnóstico da neurocisticercose



Foi desenvolvido na USP um reagente biológico para o diagnóstico mais rápido e barato da neurocisticercose - a mais grave e freqüente das infeções que ataca o sistema nervoso central. Atualmente, a doença é diagnosticada pela tomografia e punção de líquor, exames caros e não disponíveis na rede pública.

Cisticercose

Para quem quer saber mais sobre essa doença causada pela Tênia:

A incidência de indivíduos portadores desta doença vem aumentando em todo o mundo. Há 15 anos, era rara nos Estados Unidos. Hoje é a parasitose do sistema nervoso mais freqüente, tanto em crianças como em adultos, não só nos Estados Unidos, como também no mundo todo.

No Brasil, a maioria dos casos é registrada nos estados de Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
O ponto crucial da transmissão está nas fezes humanas contaminadas com os ovos da Taenia solium. Um indivíduo com teníase pode evacuar em local impróprio (campo, mato, perto de riachos, em instalações sanitárias inadequadas, etc.) e, deste modo, espalhar os ovos microscópicos da tênia que, fatalmente, irão contaminar fontes de água, lavouras, etc.
O homem se contamina ingerindo os ovos presentes na água ou em alimentos, como verduras mal lavadas.
Os portadores de teníase têm facilidade de adquirir a cisticercose, porque, nesta fase, pode ocorrer o rompimento dos proglótides grávidos dentro do intestino ou do estômago pelo refluxo do conteúdo intestinal.

Há também a possibilidade de contaminação, quando pessoas com debilidade mental ingerem as próprias fezes.
Uma vez no interior do organismo, os ovos liberam os embriões que, através da circulação sangüínea, se distribuem pelo corpo todo, onde se fixam e encistam-se, formando as vesículas com as larvas no seu interior, denominadas cisticercos. Desta forma, o homem está com a cisticercose é o hospedeiro intermediário da T. solium.

A cisticercose humana é doença gravíssima, pois os cisticercos se localizam no sistema nervoso central (neurocisticercose), nos olhos, músculos, etc. Nestes locais, podem permanecer até 30 anos, determinando crises convulsivas, cefaléias, vômitos, alterações de visão, hidrocefalia e até mesmo a morte.

Os ovos das tênias são muito resistentes à inativação através de substâncias químicas, mas podem ser destruídos pela cocção ou fervura acima de 90ºC.
Desta forma, os cuidados higiênicos são importantes para se evitar a transmissão desta doença. Há enfermidade contra as quais, até o presente momento, nada se pode fazer para exterminá-las; outras, no entanto, como a cisticercose devem e podem ser eliminadas de nossa população.

Fonte: http://www.brasilescola.com/doencas/cisticercose.htm

terça-feira, 1 de abril de 2008

Vacina e Soros - Material didático do Butantã

Achei muito massa esse material didático do Butantã, pois ele pode até ser reproduzido sem nenhum problema autoral. Com ele podemos entender o que é soro e o que é vacina assim como a diferença entre eles.


No final do século XIX, a descoberta dos agentes causadores de doenças infecciosas representou um passo fundamental no avanço da medicina experimental, através do desenvolvimento de métodos de diagnóstico e tratamento de doenças como a difteria, tétano e cólera. Um dos principais aspectos desse avanço foi o desenvolvimento da soroterapia, que consiste na aplicação no paciente de um soro contendo um concentrado de anticorpos. A soroterapia tem a finalidade de combater uma doença específica (no caso de moléstias infecciosas), ou um agente tóxico específico (venenos ou toxinas).


O Dr. Vital Brazil Mineiro da Campanha, médico sanitarista, residindo em Botucatu, consciente do grande número de acidentes com serpentes peçonhentas no Estado, passou a realizar experimentos com os venenos ofídicos. Baseando-se nos primeiros trabalhos com soroterapia realizados pelo francês Albert Calmette, desenvolveu estudos sobre soros contra o veneno de serpentes, descobrindo a sua especificidade, ou seja, cada tipo de veneno ofídico requer um soro específico, preparado com o veneno do mesmo gênero de serpente que causou o acidente.


Já em São Paulo, Vital Brazil identificou um surto de peste bubônica na cidade de Santos em 1898. Iniciou, então, em condições precárias, o preparo de soro contra essa doença em instalações da Fazenda Butantan. Essa produção iniciou-se oficialmente em 1901, dando origem ao Instituto Serumtheráphico de Butantan, nome original do Instituto Butantan. Controlada a peste, o Dr. Vital Brazil deu prosseguimento à preparação de soros antiofídicos nesse Instituto, para atender ao grande número de acidentes com serpentes peçonhentas, já que o Brasil era um país com grande população rural, na época, tendo, ainda, Vital Brazil iniciado a produção de vacinas e outros produtos para a Saúde Pública.


Soros & vacinas são produtos de origem biológica (chamados imunobiológicos) usados na prevenção e tratamento de doenças. A diferença entre esses dois produtos está no fato dos soros já conterem os anticorpos necessários para combater uma determinada doença ou intoxicação, enquanto que as vacinas contêm agentes infecciosos incapazes de provocar a doença (a vacina é inócua), mas que induzem o sistema imunológico da pessoa a produzir anticorpos, evitando a contração da doença. Portanto, o soro é curativo, enquanto a vacina é, essencialmente, preventiva.

O BUTANTAN E A PRODUÇÃO NACIONAL DE SOROS

Em 1984 foi lançado o Programa de Auto-Suficiência Nacional em Imunobiológicos, para atender à demanda nacional por esses produtos e tentar eliminar a necessidade de importação. Para tanto, foram realizados investimentos em instalações e equipamentos para os laboratórios, contando com a colaboração do Ministério da Saúde.


No Instituto Butantan, além do investimento na produção, percebeu-se a importância do investimento em pesquisas & desenvolvimento, e criou-se o Centro de Biotecnologia, visando o desenvolvimento de novas tecnologias para a produção de soros e vacinas e de novos produtos.


Toda a produção de imunobiológicos (o Instituto Butantan produz cerca de 80% dos soros e vacinas utilizados hoje no País) é enviada ao Ministério da Saúde, e por ele redistribuída às secretarias de Saúde dos Estados.

A PRODUÇÃO DE SORO
Os soros são utilizados para tratar intoxicações provocadas pelo veneno de animais peçonhentos ou por toxinas de agentes infecciosos, como os causadores da difteria, botulismo e tétano. A primeira etapa da produção de soros antipeçonhentos é a extração do veneno - também chamado peçonha - de animais como serpentes, escorpiões, aranhas e taturanas. Após a extração, a peçonha é submetida a um processo chamado liofilizacão, que desidrata e cristaliza o veneno. A produção do soro obedece às seguintes etapas:


1.O veneno liofilizado (antígeno) é diluído e injetado no cavalo, em doses adequadas. Esse processo leva 40 dias e é chamado hiperimunizacão.
2.Após a hiperimunizacão, é realizada uma sangria exploratória, retirando uma amostra de sangue para medir o teor de anticorpos produzidos em resposta às injecões do antígeno.


3.Quando o teor de anticorpos atinge o nível desejado, é realizada a sangria final, retirando-se cerca de quinze litros de sangue de um cavalo de 500 Kg em três etapas, com um intervalo de 48 horas.


4.No plasma (parte líquida do sangue) são encontrados os anticorpos. O soro é obtido a partir da purificação e concentração desse plasma.


5.As hemácias (que formam a parte vermelha do sangue) são devolvidas ao animal, através de uma técnica desenvolvida no Instituto Butantan, chamada plasmaferese. Essa técnica de reposição reduz os efeitos colaterais provocados pela sangria do animal.


6.No final do processo, o soro obtido é submetido a testes de controle de qualidade:
6.1. atividade biológica - para verificação da quantidade de anticorpos produzidos;
6.2. esterilidade - para a detecção de eventuais contaminações durante a produção;
6.3. inocuidade - teste de segurança para o uso humano;
6.4. pirogênio - para detectar a presença dessa substância, que provoca alterações de temperatura nos pacientes; e
6.5. testes físico-químicos.


A hiperimunização para a obtenção do soro é realizada em cavalos desde o começo do século porque são animais de grande porte. Assim, produzem uma volumosa quantidade de plasma com anticorpos para o processamento industrial de soro para atender à demanda nacional, sem que os animais sejam prejudicados no processo. Há um acompanhamento médico-veterinário destes cavalos, além de receberem uma alimentação ricamente balanceada.

Processamento do Plasma para obtenção de Soro

O processamento do plasma para obtenção do soro é realizado em um sistema fechado, inteiramente desenvolvido pelo Instituto Butantan, instalado para atingir a produção de 600 mil ampolas de soro por ano, atendendo às exigênicas de controle de qualidade e biossegurança da Organização Mundial de Saúde.

Os soros produzidos pelo instituto Butantan são:
Antibotrópico: para acidentes com jararaca, jararacuçu, urutu, caiçaca, cotiara.
Anticrotálico: para acidentes com cascavel.
Antilaquético: para acidentes com surucucu.
Antielapídico: para acidentes com coral.
Antibotrópico-laquético: para acidentes com jararaca, jararacuçu, urutu, caiçaca, cotiara ou surucucu.
Antiaracnídico: para acidentes com aranhas do género Phoneutria (armadeira), Loxosceles (aranha marrom) e escorpiões brasileiros do género Tityus.
Antiescorpiônico: para acidentes com escorpiões brasileiros do género Tityus.
Antilonomia: para acidentes com taturanas do género Lonomia.

Além dos soros anti-peçonhentos, o Instituto Butantan também produz soros para o tratamento de infecções e prevenção de rejeição de órgãos. A maior parte desses soros é obtida pelo mesmo processo dos soros antipeçonhentos. A única diferença está no tipo de substância injetada no animal para induzir a formação de anticorpos. No caso dos soros contra difteria, botulismo e tétano, é usado o toxóide preparado com materiais das próprias bactérias. Para a produção do anti-rábico, é usado o vírus rábico inativado.

OUTROS SOROS

  • Anti-tetânico: para o tratamento do tétano.
  • Anti-rábico: para o tratamento da raiva.
  • Antidiftérico: para tratamento da difteria.
  • Anti-botulínico - "A": para tratamento do botulismo do tipo A.
  • Anti-botulínico - "B": para tratamento do botulismo do tipo B.
  • Anti-botulínico - "ABE": para tratamento de botulismo dos tipos A, B e E.
  • Anti-timocitário: o soro antitimocitário é usado para reduzir as possibilidades de rejeição de certos órgãos transplantados. O Instituto Butantan produz dois tipos desse soro: o de origem eqüina e o monoclonal. O primeiro tipo é obtido através da hiperimunizacão de cavalos com células obtidas do timo humano (glândula localizada no pescoço) e, em seguida, são purificados. O segundo tipo é produzido a partir de células obtidas em equipamentos especiais chamados bioreatores.

Como resultado de estudos na área, estão sendo desenvolvidas novas formas de utilização dos soros, aumentando o seu potencial de utilização, seja através da obtenção de graus mais elevados de purificação, da redução de custos ou do aumento do prazo de armazenamento, como os produtos liofilizados. Soros Antipeçonhentos Liofílizados estarão sendo disponibilizados brevemente.


Uma pequena parcela de indivíduos tratados com os soros de origem eqüina torna-se hipersensível a certos componentes desses soros. Para esses casos, o Butantan vem estudando a possibilidade de produção de alguns soros a partir de sangue humano, como o anti-rábico e o anti-tetânico, que também pode ser obtido a partir de mães que foram vacinadas contra o tétano (visando o controle profilático dessa doença em recém-nascidos) já que elas concentram os anticorpos na própria placenta.

Produção de Soros e Estimativa

VACINAS
As vacinas contêm agentes infecciosos inativados ou seus produtos, que induzem a produção de anticorpos pelo próprio organismo da pessoa vacinada, evitando a contração de uma doença. Isso se dá através de um mecanismo orgânico chamado "memória celular". As vacinas diferem dos soros também no processo de produção, sendo feitas a partir de microrganismos inativados ou de suas toxinas, em um processo que, de maneira geral, envolve:
- fermentação;
- detoxificação;
- cromatografia;

Entre as vacinas produzidas pelo Instituto, estão:
- Toxóide tetânico: para prevenção do tétano. A produção de toxóide tetânico pelo Instituto Butantan chega a 150 milhões de doses por ano, atendendo a demanda nacional. O toxóide também serve para produzir as vacinas dupla (dTe DT] e tríplice [DTP].
- Vacina dupla (dT): para prevenção da difteria e tétano em indivíduos acima dos 11 anos.
- Vacina tríplice (DTP): para prevenção da difteria, tétano e coqueluche. Esta vacina é obtida a partir de uma bactéria morta, o que constitui uma dificuldade em sua produção, pois a bactéria deve estar em um determinado estágio de crescimento, que garanta à vacina, ao mesmo tempo, potência e baixa toxicidade.
- BCG íntradérmico: para prevenção da tuberculose. O Instituto Butantan produz cerca de 500 mil doses de BCG por ano. Com novas técnicas de envase e liofilizacão, a produção deve ser aumentada em 50%.
- Contra a raiva (uso humano): para prevenção da raiva. Produzida em cultura celular, que nos possibilita ter uma vacina menos reatogênica.

NOVAS VACINAS
Em sua tradição pioneira voltada à Saúde Pública, o Instituto Butantan segue realizando pesquisas para a produção de novas vacinas. Está em desenvolvimento uma vacina contra meningite A, B e C, e uma nova vacina contra coqueluche.


Também estão sendo realizadas pesquisas com a utilização de engenharia genética, assim como foi feito com a vacina contra hepatite, desta vez para o desenvolvimento de vacinas contra a dengue e esquistossomose (em conjunto com a FIOCRUZ- Fundação Instituto Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro.) O Instituto Butantan desenvolveu a primeira vacina recombinante no Brasil (utilizando técnicas de engenharia genética) contra a Hepatite B, com capacidade de produção de 50 milhões de doses por ano. Há uma previsão de aumento dessa produção para suprir a demanda nacional, bem como a perspectiva de combiná-la com a vacina tríplice e a hemophilus, obtendo desta maneira a vacina pentavalente.


- Vacina contra a gripe (influenza) – Acordo firmado com Laboratório Aventis Pasteur/França, possibilita ao Instituto receber matéria prima e se responsailizar pelo controle de qualidade e envasametno de doses (17 milhões). Essa transferência de tecnologia vem ocorrendo desde 2000 e, a partir de 2007, o Butantan estará atendendo a demanda nacional.

Produção de vacinas e estimativa

Novos produtos

Além dos soros & vacinas, o Instituto Butantan continua investindo em novos produtos para a Saúde Pública. Entre estes produtos estão os biofármacos que são medicamentos biológicos para uso humano. Como a maioria da população não tem condições de pagar o valor extremamente alto destes medicamentos importados, o Instituto Butantan, inicia também a produção de biofármacos para que o Ministério da Saúde possa distribuir às unidades de saúde em todo o Brasil para uso gratuito. Dois exemplos de grande função social são:


Eritropoetina - medicamente necessário para pacientes renais que permanecem na fila de espera aguardando o transplante de rim;


Surfactante - medicamento para bebês prematuros que nascem com pulmões ainda não totalmente desenvolvidos por falta desta substância. Na maioria dos casos em que os pais não têm recursos para pagar o produto importado, estes bebês acabam falecendo.

Hoje, isto representa cerca de 25.000 casos. A produção do surfactante pulmonar para bebês prematuros foi viabilizada por meio de uma parceria do Instituto Butantan com a FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - e a empresa Sadia.
Toxina Botulínica, para tratamento de doenças oculares, ortopédicas e para uso estético.
Hemoderivados, iniciará em 2004 a implantação de planta que através do processamento de plasma produzirá fatores anti-hemofílico, imuno globulina e albumina.

Com alto controle de qualidade aprovado pela Organização Mundial da Saúde, observando os princípios de bioseguranca e bioética, o Instituto Butantan vem cumprindo sua função social na tríplice atividade de pesquisa científica, desenvolvimento & produção de imunobiológicos e educação aplicados à Saúde Pública. Assim, valoriza seu passado e caminha em direcão ao futuro.


DIVISÃO DE DESENVOLVIMENTO CULTURAL
Av. Vital Brasil, 1500 - CEP 05503-900 - São Paulo-SP -
Tel.: (11) 3726-7222 Ramal 2117
www.butantan.gov.br - cultural@butantan.gov.br

Ficha Técnica:
Divisão de Desenvolvimento Cultural: Prof. Henrique Moisés Canter (coord); José Abílio Perez Junio; Texto: Dra. Hisako G. Higashi; Dr. Rosalvo R. Guidolin (Divisão de Desenvolvimento tecnológico e Produção).

DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS [Resumo]

DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS

A maioria das viroses ocorre na infância e são de cura espontânea. As principais são:

Gripe e resfriado comum

- Embora causados por vírus diferentes, seus sintomas são semelhantes: coriza, obstrução nasal, tosse e espirro; a febre geralmente só aparece nos casos de gripe. Ambas as doenças são transmitidas por gotículas eliminadas pelas vias respiratórias. Recomenda-se apenas repouso, boa alimentação, ingestão de uma grande quantidade de líquidos e se necessário, antitérmicos e descongestionantes. Se os sintomas persistirem, por mais de uma semana é necessário consultar um médico.

Sarampo, catapora, rubéola e caxumba

- Estas doenças também são transmitidas por saliva, gotículas eliminadas pela tosse, por exemplo, atacando geralmente crianças. O doente deve ficar de cama, em isolamento e receber boa alimentação. Deve ficar também sob orientação médica, para ser atendido prontamente no caso de infecções bacterianas. A rubéola é perigosa quando contraída por mulheres grávidas, pois o vírus pode provocar anomalias no embrião (catarata, surdo - mudez e doenças cardíacas, entre outras).

Poliomielite

- Embora na maioria das pessoas essa virose cause apenas febre, mal estar, em alguns indivíduos, ela pode atacar o sistema nervoso, provocando paralisia. Uma vez instalada a doença, não há um procedimento específico para curá-la, sendo feito apenas um tratamento fisioterápico nos casos em que ocorre a paralisia, visando melhorar a condição muscular. Assim sendo, para evitar tal doença, é muito importante que os pais vacinem os seus filhos na época recomendada pelo médico.

Febre Amarela

- É causada por um vírus transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, provocando febre, vômito e lesões no fígado. A profilaxia é feita através do combate ao mosquito e da vacinação.

Raiva ou hidrofobia

- Essa doença, quase sempre fatal, ataca o sistema nervoso. É transmitida por animais domésticos, principalmente o cão, sendo por isso obrigatória a vacinação e o recolhimento dos animais soltos na rua. Quando uma pessoa é mordida por qualquer animal, deve lavar várias vezes o local da ferida com água e sabão e aplicar um desinfetante. Se houver suspeita que o animal está raivoso, procurar urgentemente o hospital mais próximo o soro e vacina anti-rábicos. Deve-se também exigir que o proprietário apresente o atestado de vacinação do animal.

Hepatite a Vírus

- É uma inflamação do fígado que pode ser causada também por outros parasitas ou substâncias químicas.

A transmissão ocorre por água e alimento contaminados, principalmente quando há falta de instalações sanitárias adequadas, por transfusões de sangue contaminadas, por seringas e agulhas de injeção mal esterilizadas. A evolução costuma ser benigna, mas a presença do médico é necessária e o doente deve ficar isolado, em repouso com boa alimentação.

Dengue

- Também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Os principais sintomas são: febre alta durante 3 dias, dores no corpo e nos olhos, cansaço e falta de apetite, podendo haver também erupções na pele semelhante ao sarampo.

A dengue não tem tratamento específico, o doente deve ficar de repouso, ingerir muitos líquidos e tomar medicamentos para a dor e febre (que não contenham Ácido Acetil Salicílico) A prevenção é a mesma para a febre amarela.

Quem já teve dengue, mesmo que de forma assintomática, ou é portador de doenças crônicas, como diabete, a artrite reumatóide ou o lupus, está sujeito a contrair a Dengue Hemorrágica, Ela é causado por outro vírus e começa como a dengue, porém depois que a fase febril acaba, os sintomas se agravam, ocorrendo queda da pressão arterial, hemorragias na pele, intestino e gengivas, ocorre o aumento do tamanho do fígado. Caso não haja assistência médica, a doença pode levar o paciente à morte em 10% dos casos

AIDS

- A síndrome da imunodeficiência adquirida é causada pelo vírus HIV ou vírus da imunodeficiência humana, que ataca células do sistema imunológico, responsável pelo reconhecimento e combate dos agentes estranhos (bactérias, vírus, etc.) que invadem o organismo. A principal célula atacada é o linfócito T4.

Devido a deficiência do sistema imunológico, os aidéticos, estão sujeitos a infecções por germes chamados oportunistas, que não causam problemas à pessoas com saúde normal. Além disso, são mais propensos a desenvolver alguns tipos raros de câncer como o sarcoma de Kaposi. Essas infecções terminam por debilitar a saúde do paciente e até mesmo levá-lo a morte.

Ainda não há cura ou vacina para a AIDS. Nem todas as pessoas que contraem o vírus HIV, desenvolvem a doença, ela pode aparecer de forma assintomática. Contudo, o portador assintomático pode transmitir a doença para outras pessoas através do contato por sangue, sêmen ou secreções vaginais. Isso ocorre pelo ato sexual, pela recepção de sangue contaminado, pelo uso de seringas ou agulhas contaminadas, de mãe para filho durante a vida uterina ou na hora do parto, ou ainda por transplante de órgãos.

Para evitar o contágio, deve se usar a camisinha, não utilizar seringas ou agulhas não esterilizadas e, se precisar de sangue ou fatores do plasma, certifique-se que procede de bancos de sangue que fazem o teste da AIDS. O grupo de risco inclui: homossexuais, bissexuais, usuários de drogas injetáveis e pessoas que necessitam de transfusões de sangue ou fatores do plasma, como os hemofílicos.


fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/814/1/DOENCAS-CAUSADAS-POR-VIRUS/Paacutegina1.html

DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS [Resumo]

DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS

Disenteria ou Amebíase:

Parasita - Entamoeba histolytica
Sintomas - Dores abdominais, diarréia, náuseas, etc.
Transmissão - Água e alimentos contaminados

Tricomoníase:

Parasita - Trichomonas vaginalis
Sintomas - Homem - Uretite
Mulher - Prurido, edema, leucorréia
Transmissão - Relações sexuais, objetos contaminados

Giardiáse:

Parasita - Giardia lamblia
Sintomas - Cólicas, náuseas, diarréia, etc.
Transmissão - água e alimentos contaminados

Leishmanioses:

1- Úlcera de Bauru

Parasita - Leishmania brasiliensis
Sintomas - Ulcerações naso-buco-faringo-laringeana
Transmissão - Transmitida mosquito Phlebotomos

2- Botão do Oriente

Parasita - Leishmania trópica
Sintomas - Ulcerações cutâneas
Transmissão - Transmitida pelo mosquito Phlebotomos

3- Mal de Kalazar

Parasita - Leishmania dono vani
Sintomas - Ataca o fígado, rins, etc.


Transmissão - Transmitida pelo mosquito Phlebotomos

Doença do Sono ou Tripanossomíase Africana:

Parasita - Tripanossomo gamiens
Sintomas - Letargia, sonolência, ataca o sistema nervoso central, anemia (morte)
Transmissão - mosca tsé-tsé

Tripanossomíase Americana ou Doença de Chagas: (não tem cura)

Parasita - Trypanosoma cruzi
Sintomas - Cardiomegalia, hipotensão, (morte)
Transmissão - Triatoma (barbeiro)

Malária ou Impaludismo ou Febre Maleita:

Parasita - Plasmodium (gênero)
Sintomas - Acessos de febre, calafrios, anemia
Transmissão - Anopheles

Os esporozoítos entram na nas células hepáticas, onde se tornam merozoítos por esquizogonia, por sua vez, os merozoítos podem se transformar em gametócitos ou penetrar nas hemácias. Caso eles entrem nas hemácias, transformam-se em trofozoido e por esquizogonia, transformam se em novos merozoítos, o que leva a plasmoptíase da hemácia (rompimento).

Quando as hemácias se rompem, levam herozoína, e essa substância causa a febre.

No mosquito, o ciclo se dá da seguinte forma: os gametócitos se transformam em gametas, por reprodução sexuada, que sofrem fecundação dando origem ao zigoto, esse por sua vez sofre reprodução por esporogonia e se transforma em esporozóitos.

O homem é o hospedeiro intermediário e a reprodução assexuada do esporozoíto ou do trofozoido no mesmo, é denominada esquizogonia. Já o mosquito (Anopheles) é o hospedeiro definitivo e a reprodução assexuada do zigoto no mesmo é chamada de esporogonia.

REINO MONERA - BACTÉRIAS E CIANOFÍCEAS {Resumo]

Mais um resumo de Moneras:

REINO MONERA - BACTÉRIAS E CIANOFÍCEAS


Monera, também conhecido como Prokaryotae (Procariotos), é uma classe de organismos primitivos constituída pelas bactérias e pelas algas verde-azuladas. Os genes dos procariotos têm uma disposição de fibra circular, que não está contida numa membrana.

Bactérias:

Importância:

Médica: causadoras de doenças.

Doenças epidêmicas: Quando em uma população aparece uma doença com alto número de casos (aumento fora do padrão ). Ex: dengue, meningite, lepra, tuberculose e pneumonia.

Doenças endêmicas: É aquela que têm elevados números, mas por todo o ano. Ex: Doença de chagas, malária.

Reciclagem de matéria orgânica - bactérias decompositoras (liberam O2)

Indústria alimentícia (principalmente laticínios)

Biotecnologia: técnica em que o homem faz com que microorganismos produzam substâncias químicas de seu interesse. Ex: insulina - modifica-se o DNA das bactérias usando DNA de ratos.

CEPA: conjunto de bactérias melhoradas geneticamente

Estrepnocnase: (estrepnococos) - usada no controle de enfartes, ela dilata os vasos sangüíneos.

BACTÉRIAS DO ORGANISMO: simbióticas

Organização celular:

Parede celular: formada pela fusão de 2 substâncias : pequena seqüência de aminoácidos +Glicose= PEPTOGLICANO .

Parede celular é a principal proteção das bactérias. A maioria dos antibióticos, agem destruindo a PC bacteriana. A outra parte atravessa a PC e a Membrana Plasmática e provoca mutações no DNA bacteriano.

Cápsulas:

Algumas bactérias possuem cápsulas por fora da Parede Celular. Elas são formadas por MONOPOLISSÁCARIDEOS. Nos pneumococos a cápsula está relacionada à virulência da célula. Os acapsulados não provocam a doença.

Virulência: capacidade de invasão da célula hospedeira e de provocar a doença.

Fímbrias e flagelos:

Particularidade bacteriana.

Os flagelos bacterianos são diferentes dos das células eucariotas (são formados por um arranjo entre fios de proteínas - flagelina). Os flagelos servem para a adesão de superfícies e para facilitar a conjugação.

Esporos: Forma de resistência das bactérias (é a maneira de ela se conservar quando o meio fica desfavorável ) - a bactéria espessa sua parede celular , comprimindo o seu citoplasma( O volume de moléculas da PC aumenta e o citoplasma libera seu material para o meio ) .O metabolismo baixa para níveis mínimos , passando a gastar poucos nutrientes e ATP.

OBS: O bacilo do tétano vive em forma de esporos no meio ambiente (água, ar terra ) . Ao penetrar no ferimento ele volta a ter atividades metabólicas. (Eles só penetram em ferimentos profundos por serem anaeróbios estritos).

Nutrição das bactérias:

Heterotróficas: absorção (difusão pela Membrana Plasmática)

Autotróficas: ocorre no citoplasma - Endomembranas (são a sede para a síntese de matéria orgânica e para a respiração celular)

RESPIRAÇÃO: Aeróbica (38 ATPs) e fermentação lática ou alcoólica (2 ATPs )

Reprodução bacteriana:

ASSEXUADA: (“mitose” - divisão simples +comum)

Clones-população de bactérias idênticas

A reprodução assexuada das bactérias é uma mitose disfarçada. Existem algumas particularidades.

SEXUADA: Qualquer fenômeno que leve à variação genética.

Transformação:

Bactérias vivas absorvem material genético de bactérias mortas.

Transdução: É uma forma de reprodução sexuada, que conta com a participação de um vírus (bacteriófago) ,que injeta o seu DNA na bactéria , que se incorpora ao DNAb. É uma variação genética intermediada por um vírus.

Conjugação: Acontece entre duas bactérias que possuem afinidades químicas. Elas constroem uma ponte citoplasmática, por onde vai haver a passagem de material genético.

F+: bactéria doadora (tem naturalmente, além do DNA um fragmento adicional que é duplicado ,sendo um doado. É sempre doadora.

F -: bactéria receptora. Ou ela incorpora o DNA recebido ou o isola tornando-se uma F+

F: fator de fertilidade.

Material Genético:

DNA: fita simples

Plasmídeo: DNA a mais.

Toda bactéria e haplóide

Fotorredução: Não usa água, não usa luz branca ( usa a infravermelha ) , não tem clorofila e sim , bacterioclorofila .

H2 S + CO2 Ù S + ( HCO )N

Quimiossíntese: A energia provem da oxidação de um composto inorgânico.

Fixação de nitrogênio: Processo realizado por algumas bactérias e cianofíceas, que transformam o N2 em amônia, que e utilizado por leguminosas.

As bactérias nitrificantes são quimiossintetizantes.

Fungos e bactérias decompositores fazem o inverso, convertem NH 3 em N2 : desfixação do nitrogênio ( bactérias desnitrificantes).

Cianofíceas:

Reprodução assexuada.

Autotrófica fotossintetizante. (Endomembranas)

Endomembranas: também relacionadas a fixação de nitrogênio.

Formação de colônias.

Possuem grande capacidade de adaptação por possuírem pequena exigência de nutrientes, proliferando em qualquer ambiente, onde haja apenas CO2, N2, água , alguns minerais e luz.


Bactérias X Cianofíceas:

A maior parte e heterotrófica

Autotróficas

As autotróficas fazem quimiossíntese ou fotorredução.

Fazem fotossíntese vegetal, com lamelas fotossintetizantes.

Forma de resistência: esporos.

Forma de resistência: acineto.

Reprodução sexuada ou assexuada

Reprodução sexuada (bipartição).

Principais doenças bacterianas do homem

Doença

Bactéria

Transmissão

Sintoma

Vacina

Tétano

Clostridium Tetani

(Bacilo)

Ferimentos profundos, provocados por objetos contaminados

Intoxicação aguda com enrijecimento muscular

Tríplice

Difteria

Corynebacterium diphteriae

(Bacilo)

Secreções do nariz e garganta

Placas na Faringe e garganta

Tríplice

Coqueluche

(tosse comprida)

Haemophilus pertussis

(Bacilo)

Saliva. Secreções da laringe e brônquios.

Acesso de tosse longa e prolongada

Tríplice

Tuberculose

Mycobacterium tuberculosis

(Bacilo de Koch)

Saliva e Catarro

Tosse, expectoração, inapetência, cansaço, sudorese noturna


Cólera

Vibrio Cholerae

(Vibrião)

Contaminação fecal da água e alimentos

Forte diarréia, com desidratação, e prostração


Lepra

Mycobacterium

Leprae

(bacilo de Hansen)

Secreções em contato com narinas, boca e pele.

Lesões cutâneas, perda da sensibilidade, manchas na pele.


Pneumonia

Diplococos pneumoniae

Secreções nasobucais

Febre alta, e fortes dores pulmonares na região dorsal.

fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/971/1/REINO-MONERA---BACTERIAS-E-CIANOFICEAS/Paacutegina1.html

DOENÇAS CAUSADAS POR CARÊNCIA DE VITAMINAS [Resumo]

DOENÇAS CAUSADAS POR CARÊNCIA DE VITAMINAS


São substâncias de natureza química variável e que apresentam várias funções e classificam-se de acordo com a solubilidade em hidrossolúveis e lipossolúveis.

As primeiras quando ingeridas em altas doses não provocam distúrbios já que seu excesso é eliminado na urina.


As lipossolúveis já são metabolizadas no fígado e quando ingeridas em altas doses ficam retidas no organismo podendo causar distúrbios.

Vitaminas Lipossolúveis


NOME

CARÊNCIA

A

Axeroftol

Xeroftalmia, cegueira noturna

D

Calciferol

Raquitismo em criança

E

Tocoferol

Esterilidade

K

Filoquinona

Hemorragia

Vitaminas Hidrossolúveis

NOME

CARÊNCIA

B1

Tiamina

Beribéri

B2

Riboflavina

Distúrbios no crescimento

B6

Piridoxina

Acrodinia

B12

Cobalamina

Anemia

H

Biotina

Dermatite

P

Rutina

Fragilidade capilar

PP

Niacina

Pelagra

C

Ácido

Ascórbico Escorbuto


Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/819/1/DOENCAS-CAUSADAS-POR-CARENCIA-DE-VITAMINAS/Paacutegina1.html