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quarta-feira, 2 de abril de 2008

Folhas - Tudo sobre elas

Esse material postei em homenagem a uma grande aluna minha do passado próximo que estudava na unidade II do Encanto e saiu de lá em 2008 - uma aluna muito esforçada e inteligente - Thays Esmerenciano - ela precisou de material sobre folha e postei algo aqui ... te amo garota.

Folhas


Em botânica, as folhas são órgãos das plantas especializados em captação de luz e trocas gasosas com a atmosfera para realizar a fotossíntese e respiração. Salvo raras exceções, associadas a plantas de climas áridos, as folhas tendem a maximizar a superfície em relação ao volume, por forma a aumentar quer a área da planta exposta à luz, quer a área da planta onde as trocas gasosas são possíveis por estar exposta à atmosfera.

Espécies diferentes de plantas têm folhas diferentes, e existem vários tipos especializados de folhas, com fins diferentes dos das folhas comuns, como, por exemplo, as pétalas das flores.

Este artigo concentra-se nas folhas das plantas vasculares - as únicas que possuem "verdadeiras" folhas; as restantes plantas verdes, como os musgos ou as cavalinhas, possuem órgãos equivalentes, mas com estrutura e, por vezes, denominações diferentes.

Estruturas da folha:

* Bainha

* Pecíolo

* Limbo

Anatomia das folhas das plantas vasculares:

Do ponto de vista da histologia, ou seja, dos tecidos e outras formações da folha, este órgão é formado por:

* epiderme e

* mesófilo


Diagrama da anatomia interna de uma folha

A epiderme é uma camada de células transparentes muitas vezes recoberta por uma cutícula de um material semelhante à cera que reduz a perda de água por transpiração. Nas plantas de climas áridos, a cutícula pode ser tão espessa que dá às folhas uma consistência coriácea.

As trocas gasosas entre a folha e o meio ambiente são efetuadas principalmente através de pequenos orifícios na epiderme chamados estomas, que são formados por duas células em forma de rim ou feijão, que podem controlar a abertura e fecho para, por exemplo, para reduzir a transpiração. Os estomas são geralmente mais numerosos na página inferior da folha.

Muitas plantas apresentam ainda na epiderme (não só das folhas, mas também do caule ou das flores) apêndices formados por tricomas, ou seja, "cabelos" que podem ser uni- ou multicelulares e podem ter origem não apenas na epiderme, mas noutros tecidos da folha. O conjunto destes apêndices chama-se indumento. Algumas destas estruturas podem ter funções especiais, como por exemplo, a produção de compostos químicos que podem servir para proteger a planta contra os animais ou para atraí-los (por exemplo, para a polinização).

O interior da folha, o mesófilo, é formado por parênquima, um tecido de células semelhantes e muito permeáveis que possuem normalmente grande quantidade de cloroplastos, caso em que o tecido passa a chamar-se clorênquima. A função principal deste tecido é realizar a fotossíntese e produzir as substâncias nutritivas que permitem a vida da planta. Este tecido pode também possuir células especializadas na reserva de água ou outros fluídos - folhas carnudas, como as das Crassuláceas.

O mesófilo pode estar diferenciado em dois tipos diferentes de parênquima:

* o tecido em paliçada, formado por células alongadas e dispostas transversalmente à superfície da folha, para lhe dar consistência; e

* o tecido esponjoso, formado por células mais arredondadas.

Os canais dos estomas atravessam a paliçada e terminam no tecido esponjoso.

A cor das folhas pode variar, de acordo com os pigmentos existentes nas suas células. Estas diferentes colorações podem ser características da própria espécie ou ser causadas por vírus ou ainda por deficiências nutritivas. Nos climas temperados e boreais, as folhas de muitas espécies podem mudar de coloração com as estações do ano e soltar-se (morrer) - folhas caducas ou decíduas - na época em que existe menos luz e em que a temperatura é baixa; a planta sem folhas irá passar o inverno num estado de metabolismo reduzido, alimentando-se das reservas nutritivas que tiver acumulado.

No interior das folhas das plantas vasculares existem ainda nervuras onde se encontram os canais por onde circula a seiva - os tecidos vasculares, o xilema e o floema.

Forma das folhas das plantas vasculares

A forma das folhas é geralmente característica das espécies, embora com grandes variações. As formas típicas de folha das plantas vasculares são:

* arredondada ou sub-circular;

* obovada (quando a parte mais estreita da lâmina foliar se encontra perto do pecíolo ou da bainha);

* ovada (quando a parte mais larga se encontra perto do pecíolo ou da bainha);

* lanceolada - em forma de lança;

* acicular - em forma de agulha;

* alongada - como as folhas das gramíneas ou capins.


A forma da margem também mostra algumas variantes:

* lisa;

* dentada (como as folhas das roseiras;

* crenada (o oposto de dentada);

* lobada (dividida em lobos);

* fendida (como as folhas do sobreiro; ou

* partida ou "sectada" (em que a divisão do limbo chega até à nervura central).

Folhas opostas. Note os gomos nas axilas.

Folhas opostas. Note os gomos nas axilas.

Folhas opostas

A lâmina das folhas também pode encontrar-se dividida em pinas ou pínulas subiguais - folhas compostas ou recompostas, como são os casos das folhas (frondes) dos fetos ou das palmeiras. Nestes casos também se usa a notação:

* 1-pinada - sem divisões ou folha inteira;

* 2-pinada - dividida em pinas, como no Polipódio;

* 3-pinada (igual a "recomposta"); etc.

Nestes casos, o eixo da folha, ou seja, a nervura central pode ser mais grossa, formando uma raque.

As folhas compostas também podem ser palmiformes, quando as pinas saem todas do mesmo pecíolo (como na mandioca).

Formas de inserção das folhas das plantas vasculares

Em termos da sua inserção no caule, as folhas podem ser:

* alternadas (uma folha por nó);

* opostas (duas folhas saindo do mesmo nó);

* verticiladas (várias folhas saindo do mesmo nó ou verticilo);

* em roseta (várias folhas saindo da extremidade dum caule, como na Gérbera).

Agulhas de pinheiro

Quanto à situação

* aérea

* aquática

* subterrânea

Quanto ao posicionamento de suas nervuras

* reticuladas (Ex. Folha da macieira)

* paralelas (Ex. Folha do milho)

Adaptações especiais das folhas

Algumas plantas, como os cactos, têm as folhas transformadas em espinhos; são os caules, carnudos e achatados, que exercem a função fotossintética.

As folhas dos caules subterrâneos, como na cebola, podem estar transformadas em órgãos de reserva de nutrientes.

O caso mais extremo parece ser das plantas carnívoras, em que a folha está transformada numa armadilha, como se de um predador se tratasse.

Referências

* VIDAL, Waldomiro Nunes & VIDAL, Maria Rosária Rodrigues (1990). Botânica organográfica: quadros sinóticos ilustrados de fanerógamos. (3 ed.). Viçosa: Universidade Federal de Viçosa.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Algas Marinhas: Polêmica na classificação






O termo Alga engloba diversos grupos de vegetais fotossintetizantes, pertencentes a reinos distintos, mas tendo em comum o fato de serem desprovidos de raízes, caules, folhas, flores e frutos. São plantas avasculares, ou seja, não possuem mecanismos específicos de transporte e circulação de fluidos, água, sais minerais, e outros nutrientes, como ocorre com as plantas mais evoluídas. Não possuem seiva. São portanto, organismos com estrutura e organização simples e primitiva. As algas podem ser divididas didaticamente em dois grandes grupos: microalgas e macroalgas.

As microalgas são vegetais unicelulares, algumas delas com algumas características das bactérias, como é o caso das cianofíceas ou algas azuis, as quais têm núcleos celulares indiferenciados e sem membranas (carioteca). A maioria delas tem flagelos móveis, os quais favorecem o deslocamento.

Ampliar
Existem vários grupos taxonômicos de microalgas marinhas, no entanto, as principais são as diatomaceas e os dinoflagelados. Estes são os principais componentes do fitoplâncton marinho, ou plâncton vegetal. Estas microalgas se desenvolvem na água do mar apenas na região onde há a penetração de luz (zona fótica), ou seja, basicamente até os 200 metros de profundidade. São responsáveis pela bioluminescência observada ao se caminhar na areia das praias durante a noite. As marés vermelhas, na verdade são explosões populacionais de certos tipos de algas (dinoflagelados), as quais mudam a coloração da água. Estas algas liberam toxinas perigosas inclusive para o ser humano.

As algas marinhas são o verdadeiro pulmão do mundo, uma vez que produzem mais oxigênio pela fotossíntese do que precisam na respiração, e o excesso é liberado para o ambiente. A Amazônia libera muito menos oxigênio para a atmosfera em termos mundiais, pois a maior parte do gás produzido é consumido na própria floresta.

As microalgas pertencentes ao fitoplâncton marinho são basicamente as algas azuis, algas verdes, euglenofíceas, pirrofíceas, crisofíceas, dinoflagelados e diatomaceas. A classificação destes grupos é bastante problemática devido ao fato de apresentarem características tanto de animais como de vegetais.

As macroalgas marinhas são mais populares por serem maiores e visíveis a olho nu. As várias centenas de espécies existentes nos mares, ocorrem principalmente fixas às rochas, podendo no entanto crescer na areia, cascos de tartarugas, recifes de coral, raízes de mangue, cascos de barcos, pilares de portos, mas sempre em ambientes com a presença de luz e nutrientes. São muito abundantes na zona entre-marés, onde formam densas faixas nos costões rochosos. Estas algas são representadas pelas algas verdes, pardas e vermelhas, podendo apresentar formas muito variadas (foliáceas, arborescentes, filamentosas, ramificadas, etc). As laminarias (Kelp beds) são algas verdes gigantes que podem, chegar a várias dezenas de metros de comprimento). Todas estas macroalgas mantém uma fauna bastante diversificada, a qual vive protegida entre seus filamentos. Esta fauna habitante das algas é chamada de Fital.

As algas marinhas têm uma função primordial no ciclo da vida do ambiente marinho. São chamados organismos produtores, pois produzem tecidos vivos a partir da fotossíntese. Fazem parte do primeiro nível da cadeia alimentar e por isso sustentam todos os animais herbívoros. Estes sustentam os carnívoros e assim por diante. Portanto, as características mais importantes das algas são: consumem gás carbônico para fazer fotossíntese, produzem oxigênio para a respiração de toda a fauna, são utilizadas como alimento pelos animais herbívoros (peixes, caranguejos, moluscos, etc), filtradores (ascídias, esponjas, moluscos, crustáceos), e animais do plâncton (zooplâncton). São um grupo muito diverso, contribuindo significativamente para elevar a biodiversidade marinha.

Fonte: http://www.algosobre.com.br/biologia/algas-marinhas.html

Segundo A Wikipédia


As algas compreendem vários grupos de seres vivos aquáticos e autotróficos, ou seja, que produzem a energia necessária ao seu metabolismo através da fotossíntese. A maior parte das espécies de algas são unicelulares e, mesmo as mais complexas – algumas com tecidosraízes, caules ou folhas. diferenciados – não possuem verdadeiras

Embora tenham, durante muito tempo, sido consideradas como plantas, apenas as algas verdes têm uma relação evolutiva com as plantas "superiores"; os restantes grupos de algas representam linhas independentes de desenvolvimento evolutivo, paralelo às que levaram às plantas superiores.

A disciplina da biologia que estuda as algas é a ficologia ou algologia, tradicionalmente uma especialização da botânica.

Relações evolutivas entre os diferentes grupos de algas


"Algas" Procarióticas (do Reino Monera ou Bacteria)

As "algas azuis" ou cianofíceas, modernamente classificadas Cyanobacteria como uma divisão dentro do domínio Eubacteria ou "verdadeiras" bactérias (ou reino Monera) foram dos primeiros seres vivos a aparecerem na Terra, com o mais antigo fóssil datado em 3.800 milhões de anos (Pré-Câmbrico) e acredita-se que tenham tido um papel preponderante na formação do oxigénio da atmosfera.

Estes organismos têm uma estrutura procariótica, sem uma verdadeira membrana nuclear e com os pigmentos fotossintéticos dispersos no citoplasma.

Algas Eucarióticas (algumas do Reino Protista e outras do Reino Plantae)

Todos os restantes grupos de algas são eucarióticos (com uma verdadeira membrana nuclear) e realizam a fotossíntese usando organelas chamadas cloroplastos. Os cloroplastos contêm DNA e têm uma estrutura semelhante às cianobactérias – pensa-se que evoluíram a partir de uma alga mais "primitiva" que era endossimbionte.

Grupo

Pigmentos fotossintetizantes

Substância de reserva

Euglenófitas

Clorofilas A e B

Paramilo

Pirrófitas (Dinoflagelados)

Clorofilas A e C

Óleo e amido

Feófitas (algas pardas)

Clorofilas A e C

Laminarina e manitol

Rodófitas (algas vermelhas)

Clorofilas A e D

Amido da florídeas

Clorófitas (algas verdes)

Clorofilas A e B

Amido


Há diferentes tipos de cloroplastos, que podem refletir diferentes eventos endosimbióticos. Existem três grupos de organismos que têm cloroplastos "primários":

Nestes grupos, o cloroplasto é rodeado por duas membranas que se pensa terem origem na cianobactéria endossimbionte. Os glaucófitos possuem cloroplastos muito primitivos (denominados "cianelos"), muito semelhantes aos das cianobactérias e mantendo ainda a camada de peptidoglicano entre as duas membranas. Os cloroplastos das algas vermelhas têm uma pigmentação mais próxima das cianobactérias atuais. As algas verdes e as plantas "superiores" têm cloroplastos com clorofilas a e b, esta última encontrada em algumas cianobactérias, mas não na maioria. Estes fatos indicam que provavelmente estes três grupos de plantas têm origem num antepassado comum – uma espécie de alga com uma cianobactéria endossimbionte.

Há dois outros grupos de organismos com clorofila b – as Euglenophyta e as Chlorarachniophyta – mas nestes grupos, os cloroplastos são rodeados, respectivamente, por três e por quatro membranas, que se pensa serem provenientes do próprio ensossimbionte. Os cloroplastos dos Chlorarachniophyta contêm um nucleomorfo reduzido, que poderia ser um resíduo do núcleo do endossimbionte, o que indica que provavelmente são originários de uma alga eucarionte que já possuía cloroplastos. Há uma teoria segundo a qual os cloroplastos da Euglena têm apenas três membranas por terem sido adquiridos por mizocitose em vez de fagocitose.

Os restantes grupos de algas todos têm cloroplastos com clorofilas a e c – que não são conhecidas em nenhum procarionte, nem nos cloroplastos primários. No entanto, algumas semelhanças genéticas entre estes grupos e as algas vermelhas sugerem que existem relações evolutivas entre todos. São os seguintes estes grupos:

Nos primeiros três destes grupos (também conhecidos pelo nome Chromista), o cloroplasto possui quatro membranas e, no grupo Cryptomonadina mantém o nucleomorfo. O cloroplasto do dinoflagelado típico possui apenas três membranas, mas este grupo apresenta considerável variabilidade nos cloroplastos. O grupo Apicomplexa, a que pertence o plasmódio da malária, e que é relacionado com os dinoflagelados (de acordo com o projeto Árvore Evolutiva, estes seres encontram-se agrupados nos Alveolata), não possui cloroplastos típicos, mas sim plastídeos.

As "algas verdes" são modernamente agrupadas em duas linhagens dentro do reino Plantae (ou Viridaeplantae):

Formas de organização das algas

A organização de algas também é chamada de talo. A maior parte das algas são seres unicelulares, vivendo livres na água e movendo-se com o auxílio de flagelos ou por movimento amebóide. Algumas espécies não têm movimento próprio e ocorrem no meio ambiente quer na forma cocóide (de coccus, o tipo mais simples de bactéria), quer na forma capsóide, cobertas de mucilagem. No entanto, mesmo as algas unicelulares se agrupam por vezes em formas coloniais, móveis ou não. Alguns destes tipos de organização, que podem ocorrer ao longo do ciclo de vida duma espécie, são:

  • Colônia simples – pequenos grupos de células móveis (exemplo: Volvox)
  • Colônia palmelóide – grupo de células sem mobilidade embebidas em mucilagem
  • Filamento – uma fiada de células unidas, quer pelas paredes celulares, quer por mucilagem; por vezes ramificados
  • Colônia parenquimatosa – grandes grupos de células formando um pseudo-talo, por vezes com diferenciação parcial de tecidos.

As algas castanhas, vermelhas e alguns grupos de algas verdes apresentam indivíduos com tecidos totalmente diferenciados em órgãos parcialmente equivalentes aos das plantas "superiores". O corpo do indivíduo é chamado talo e em muitos casos apresenta um estipe, parecido com um caule, mas sem tecidos vasculares, um órgão de fixação que se pode assemelhar a uma raiz, e lâminas foliares, parecidas com verdadeiras folhas.

As formas mais complexas encontram-se na ordem Charales, que aparentemente são os parentes mais próximos das plantas superiores.

Ecologia das algas

As algas têm um importantíssimo papel na biosfera – aliás, sempre tiveram, basta recordar que foram elas as primeiras produtoras de oxigênio no nosso planeta. No presente, elas são as responsáveis pela maior parte da produção nos ecossistemas aquáticos: como produtores primários, elas formam a base da cadeia alimentar desses ecossistemas.

As macroalgas marinhas, ou seja, as que têm dimensões maiores que as do fitoplâncton, como as algas verdes, vermelhas e castanhas, podem, por vezes colonizar grandes porções do substrato, fornecendo refúgio, alimento e mesmo substrato secundário a uma grande variedade de organismos, tornando-se num micro-habitat específico dentro dum ecossistema maior.

Algumas algas são excelentes indicadores de determinados problemas ecológicos. Por exemplo, quando se vê um tapete de alfaces-do-mar ou de algas azuis numa zona, isso é normalmente indicador de poluição por excesso de efluentes nitrogenados.

Por vezes, as algas planctônicas multiplicam-se demasiado – normalmente em condições de temperatura ótica e de nutrientes abundantes – formando o que se chama "flor-da-água". Este fenômeno pode ser uma indicação de poluição, como indicado acima, e pode levar à destruição da biodiversidade duma massa de água (lago, estuário), uma vez que as algas que morrem são decompostas, levando à diminuição do oxigênio na água. Mas pode também ser um fenômeno natural, que desaparece quando a temperatura muda e quando os nutrientes são esgotados pelas algas; nesse caso, a população planctônica normalmente regressa aos níveis normais.

Um fenômeno semelhante, mas mais grave acontece quando, associadas à poluição, o grande acúmulo de nutrientes provoca um aumento desenfreado das algas Pirrofíceas (Alga Cor-de-Fogo), formando o que se chama maré vermelha. Nesta situação, estes organismos produzem toxinas avermelhadas e podem provocar a morte de uma grande quantidade de peixes e mesmo de aves ou outros animais que deles se alimentam.

Importância das algas para o homem

Além da importância ecológica das algas, elas apresentam grande participação em atividades industriais e econômicas para o homem. São utilizadas como matéria-prima para a produção de espessantes (a partir das Feofíceas, produz-se a algina, utilizado na indústria alimentar e de cosméticos);
na produção de medicamentos e indústria farmacêutica, para produção de meio-de-cultura de fungos e bactérias (a partir das algas Rodofíceas, obtem-se o Agar);
na indústria de tintas e filtros (a partir das Crisofíceas Diatomáceas, que produzem um esqueleto silicoso).

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alga

sexta-feira, 14 de março de 2008

Árvores do Brasil

LISTA DE ESPÉCIES - PÁGINA "ÁRVORES DO BRASIL" - ORDENADAS PELOS NOMES CIENTÍFICOS


NOME CIENTÍFICO

NOME POPULAR

FAMÍLIA

(desconhecida - talvez Jacaranda)

Arruda da mata

Bignoniaceae

(desconhecida)

Cupania veludo

Sapindaceae

(desconhecida)

Ingaó (Palmópolis)


Tabebuia gemmiflora

Ipê púrpura

Bignoniaceae

(desconhecida)

Roxinho da flor miuda


(desconhecida)

Pitanga do mato

Myrtaceae

(desconhecida)

Cipó de anta


(desconhecida)

Galinheira


Aegiphila sellowiana

Papagaio

Verbenaceae

Albizia hassleri

Farinha seca

Leguminosae-Mimosoideae

Alibertia edulis

Marmelada de bola

Rubiaceae

Amburana cearensis

Imburana

Leguminosae-Papilionoideae

Anadenanthera colubrina

Angico branco

Leguminosae-Mimosoideae

Andira anthelmia

Angelim de morcego

Leguminosae-Papilionoideae

Annona crassiflora

Araticum

Annonaceae

Apuleia leiocarpa

Garapa

Leguminosae-Caesalpinoideae

Astronium fraxinifolium

Gonçalo Alves

Anacardiaceae

Bauhinea variegata

Pata de vaca

Leguminosae-Caesalpinoideae

Bixa arborea

Urucum arboreo

Bixaceae

Bowdichia virgiloides

Sucupira preta

Leguminosae-Papilionoideae

Byrsonima sericea

Murici

Malpighiaceae

Byrsonima verbacifolia

Murici do cerrado

Malpighiaceae

Caesalpinia echinata

Pau Brasil

Leguminosae-Caesalpinoideae

Caesalpinia ferrea

Pau ferro

Leguminosae-Caesalpinoideae

Caesalpinia peltophoroides

Sibipuruna

Leguminosae-Caesalpinoideae

Cariniana legalis

Jequitibá

Lecythidaceae

Caryocar brasiliensis

Pequi

Caryocaraceae

Caryocar edule Casar

Pequiá

Caryocaraceae

Cassia ferruginea

Canafístula de besouro

Leguminosae-Caesalpinoideae

Cassia grandis

Cassia grande

Leguminosae-Caesalpinoideae

Centrolobium microchaete

Lei nova

Leguminosae-Papilionoideae

Centrolobium robustum

Araribá

Leguminosae-Papilionoideae

Chloroleucum tortum

Tataré

Leguminosae-Mimosoideae

Chorisia glaziovii

Paineira branca

Bombacaceae

Chorisia indica

Paineira vermelha (exótica)

Bombacaceae

Chorisia speciosa

Paineira rosa

Bombacaceae

Chrysophyllum imperiale

Guapeba, Marmeleiro do mato

Sapotaceae

Clitoria fairchildiana

Sombreiro

Leguminosae-Papilionoideae

Copaifera langsdorfii

Copaíba

Leguminosae-Caesalpinoideae

Cordia sellowiana

Louro mole, Babosa branca pq

Boraginaceae

Cordia superba

Babosa branca

Boraginaceae

Couroupita guianensis

Abricó de macaco

Lecythidaceae

Crataeva tapia

Tapiá

Capparidaceae

Cupania oblongifolia

Camboatã, Cupania

Sapindaceae

Curatella americana

Lixeira

Dilleniaceae

Cytharexylum myrianthum

Pombeira

Verbenaceae

Dalbergia nigra

Jacarandá da Bahia

Leguminosae-Papilionoideae

Dalbergia miscolobium

Caviuna do cerrado

Leguminosae-Papilionoideae

Dictyoloma vandellianum

Tingui preto

Rutaceae

Dimorphandra mollis

Faveira ou Falso barbatimão

Leguminosae-Caesalpinoideae

Dipteryx alata

Baru

Leguminosae-Papilionoideae

Enterolobium contortisiliquum

Tamboril

Leguminosae-Mimosoideae

Erioteca candolleana

Catuaba branca

Bombacaceae

Erythrina falcata

Eritrina

Leguminosae-Papilionoideae

Erythrina indica picta

Brasileirinho

Leguminosae-Papilionoideae

Erythrina speciosa

Corticeira ou Eritrina

Leguminosae-Papilionoideae

Erythrina velutina

Eritrina ou Mulungu

Leguminosae-Papilionoideae

Erythrina verna

Mulungu

Leguminosae-Papilionoideae

Eugenia dysenterica

Cagaita

Myrtaceae

Eugenia robustovenosa

Araçá grande

Myrtaceae

Ficus adhatodifolia

Gameleira

Moraceae

Gallesia intergrifolia

Pau d´alho

Phytolaccaceae

Genipa americana

Jenipapo

Rubiaceae

Guazuma ulmifolia

Mutamba

Sterculiaceae

Hancornia speciosa

Mangaba

Apocynaceae

Hexaclamys edulis

Laranjinha do mato

Myrtaceae

Himatanthus sucuuba

Sucuuba ou Agoniada

Apocynaceae

Hirtella gladulosa

Vermelhão

Chrysobalanaceae

Hortia arborea

Paratudo

Rutaceae

Hymenaea courbaril

Jatobá

Leguminosae-Caesalpinoideae

Hymenaea stigonocarpa

Jatobá do cerrado

Leguminosae-Caesalpinoideae

Hyptidendron asperrimum

Roxinho

Labiatae

Inga edulis

Ingá

Leguminosae-Mimosoideae

Jacaranda cuspidifolia

Jacarandá de Minas

Bignoniaceae

Jacaratia spinosa

Jacatiá

Caricaceae

Joanesia princeps

Cutieira ou boleira

Euphorbiaceae

Lafoensia pacari

Dedaleiro

Lythracaea

Lecythis lurida

Inuíba ou sapucaiú

Lecythidaceae

Lecytis pisonis

Sapucaia

Lecythidaceae

Licania kunthiana

Marinheiro ou Pau macuco

Chrysobalanaceae

Licania tomentosa

Oiti

Chrysobalanaceae

Lonchocarpus guilleminianus

Embira de porco

Leguminosae-Papilionoideae

Luehea divaricata

Açoita cavalo

Tiliaceae

Mabea fistulifera

Mamoninha do mato

Euphorbiaceae

Machaerium aculeatum

Jacarandá de espinho

Leguminosae-Papilionoideae

Machaerium opacum

Jacarandá do cerrado

Leguminosae-Papilionoideae

Magonia pubescens

Tingui do cerrado

Sapindaceae

Mangifera indica

Mangueira (exótica)

Anacardiaceae

Matayba sp

Cupan ou Cupania

Sapindaceae

Beilschmiedia sp

Galinheira

Lauraceae

Mauricia vinifera (M. flexuosa)

Buriti

Palmae

Melanoxylon brauna

Braúna preta

Leguminosae-Caesalpinoideae

Cinamomo

Melia azedarach

Meliaceae

Mimosa artemisiana

Jurema branca

Leguminosae-Mimosoideae

Myrciaria caulifolia

Jabuticaba

Myrtaceae

Myrocarpus frondosus

Balsamo

Leguminosae-Papilionoideae

Ocotea spixiana

Canela branca

Lauraceae

Ouratea sp

Folha de serra

Ochnaceae

Pachira aquatica

Munguba

Bombacaceae

Paratecoma peroba

Peroba do campo

Bignoniaceae

Peltophorum dubium

Faveiro

Leguminosae-Caesalpinoideae

Piptadenia gonoacantha

Angico jacaré

Leguminosae-Mimosoideae

Plathymenia foliosa

Vinhático

Leguminosae-Mimosoideae

Platycyamus regnelii

Pau pereira

Leguminosae-Papilionoideae

Platypodium elegans

Uruvalheira

Leguminosae-Papilionoideae

Plinia edulis

Cambucá

Myrtaceae

Pouroma cecropiifolia

Embauba de vinho ou Mapati

Cecropiaceae

Pouteria macrophylla

Sapota verde

Sapotaceae

Pouteria torta

Acá ferro

Sapotaceae

Psidium guajava

Goiabeira

Myrtaceae

Psidium oblongatum

Goiaba azeda

Myrtaceae

Pterocarpus violaceus

Aldrago

Leguminosae-Papilionoideae

Pterodon emarginatus

Sucupira branca

Leguminosae-Papilionoideae

Pterygota brasiliensis

Pau rei

Sterculiaceae

Qualea grandiflora

Pau terra

Vochysiaceae

Salacia sp

Saputa ou Bacupari

Hippocrateaceae

Samanea inopinata

Sete cascas

Leguminosae-Mimosoideae

Schinus terebinthifolius

Aroeira vermelha

Anacardiaceae

Schizolobium parayba

Guapuruvú

Leguminosae-Caesalpinoideae

Seguieria langsdorfii

Laranjeira brava

Phytolaccaceae

Senna alata

Fedegoso gigante

Leguminosae-Caesalpinoideae

Senna macranthera

Fedegoso

Leguminosae-Caesalpinoideae

Senna multijuga

Canafístula (peq)

Leguminosae-Caesalpinoideae

Sparattosperma leucanthum

Caroba branca

Bignoniaceae

Spondias mombin

Caja mirim

Anacardiaceae

Sterculia chicha

Xixá

Sterculiaceae

Stryphnodendron adstringens

Barbatimão

Leguminosae-Mimosoideae

Stryphnodendron pulcherrimum

Falso Barbatimão

Leguminosae-Mimosoideae

Swartzia sp

Banha de galinha

Leguminosae-Papilionoideae

Swietenia macrophylla

Mogno

Meliaceae

Tabebuia avellanedae

Ipê roxo

Bignoniaceae

Tabebuia chrysotricha

Ipê amarelo cerrado

Bignoniaceae

Tabebuia pentaphylla

Ipê rosa

Bignoniaceae

Tabebuia roseo alba

Ipê branco

Bignoniaceae

Tabebuia serratifolia

Ipê amarelo mata

Bignoniaceae

Tabernaemontana fushiaefolia

Leiteira

Apocynaceae

Talisia intermedia

Pitomba amarela

Sapindaceae

Tapirira guianensis

Tapiriri

Anacardiaceae

Terminalia argentea

Capitão do mato

Combretaceae

Tibouchina granulosa

Quaresmeira

Melastomaceae

Tovomita paniculata

Tovomita ou azedinha

Clusiaceae

Triplaris brasiliensis

Triplaris ou Pau formiga

Poligonaceae

Vatairea macrocarpa

Angelim do cerrado

Leguminosae-Papilionoideae

Vernonia ...

Vernonia ou vassourão

Compositae

Virola sebifera

Ucuuba ou Pau de sebo

Miristicaceae

Vochysia haenkeana

Pau amarelo

Vochysiaceae

Vochysia thyrsoidea

Pau dágua

Vochysiaceae

Xylopia aromatica

Pimenta de macaco

Annonaceae

Zeyheria tuberculosa

Ipê tabaco

Bignoniaceae

Zeyheria digitalis

Bolsa de pastor

Bignoniaceae

Zygia longifolia

Sete folhas

Leguminosae-Mimosoideae


Total = 151

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