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quarta-feira, 19 de março de 2008

Botulismo - Bacteriose causada pelo bacilo Clostridium botulinum

Botulismo

É uma forma de intoxicação alimentar rara mas potencialmente fatal, causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, presente no solo e em alimentos contaminados e mal conservados.

Clostridium botulinum


Os C.botulinum são grandes bacilos Gram-positivos, com cerca de 8 micrômetros por 3, produtores de esporos e toxinas, relacionados com o gênero Bacillus, cujo habitat normal é a água. São móveis, possuindo flagelos.

Produzem uma neurotoxina que funciona como uma enzima metaloprotease, destruindo as proteínas envolvidas na exocitose (Exocitose é o para o ambiente aquático, por modificação da membrana celular, ou seja, sem ser por difusão) do neurotransmissor acetilcolina na placa nervosa motora. A sua ação resulta da paralisia dos músculos, e se for extensa a paralisia do diafragma pode impedir a respiração normal e levar à morte por asfixia.

Epidemiologia

É uma doença de baixa ocorrência, mas de alta letalidade. Ocorre no mundo todo, em geral conservas caseiras são os alimentos envolvidos. Muito raramente ocorre em conservas industrializadas. Pode ocorrer tanto em conservas vegetais quanto de carnes. Produzem 6 Tipos: A, B, C (C1, C2), D, E, F, G. Pelo tipo, podem se classificar epidemiologicamente:

Tipo A: Humano; Alimentos: conservas domésticas. Carnes e Vegetais;

Tipo B: humano; relacionada com conservas de carne porco;

Tipo C e D: ocorre em animais;

Tipo E: ocorre em humanos, relacionada com conservas de peixes;

Tipo F: Desconhecido. A distribuição dos tipos é geográfica.

O Cl. botulinum e seus esporos estão amplamente disseminados no solo, pelo qual contaminada os alimentos. São anaeróbios estritos, por isso só se desenvolvem em alimentos hermeticamente fechados, onde não há oxigênio. No Brasil se registraram casos nos últimos anos (1995-2007) em conserva de palmito, torta de frango, patê de fígado e tofu em conserva (importação da China, clandestina). Desenvolve-se nas conservas, produz a toxina, a qual é destruída pelo calor. Por isso ocorre sempre em conservas não aquecidas.

Não se desenvolve em pH <>

A doença se caracteriza por paralisia muscular e morte por parada respiratória.

Outras formas de botulismos são:

Botulismo de feridas: os esporos penetram nas feridas, produzem a toxina e o paciente desenvolve o mesmo quadro sintomatológico.

Botulismo infantil: bebês de menos de 1 ano têm o intestino imaturo. Através da ingestão de mel, os esporos do Cl. botulinum germinam e colonizam o intestino do bebê. Produzem toxina no intestino, que é absorvida e causa a doença. Mel não é recomendável para bebês, portanto.

Diagnóstico

O diagnóstico clínico é feito pelos sintomas: paralisia muscular progressiva, iniciando-se pela face, ptose palpebral (fecha a olho), dificuldade de deglutição, visão dupla. Os sintomas progridem pela musculatura, causando dificuldade motora e de respiração. Os sintomas podem se confundir com doenças nervosas e diversas intoxicações, como por pesticidas, o que as vezes retarda o tratamento.

O diagnóstico laboratorial é feito através da detecção da toxina no paciente ou no alimento, através da injeção em ratos.

O diagnóstico precoce é fundamental para deter a evolução da doença.

Tratamento

É uma emergência que requer administração de anti-toxina (antídoto) imediata. Se o doente apresenta déficit respiratório deve ser usada uma máquina de respiração artificial até a paralisia terminar, o que pode demorar alguns dias. São usados enemas para remover todos os restos de comida contaminada ainda não absorvidos do intestino.

Se possível deve ser dado a antitoxina específica. Caso não identificada, é administrado o soro polivalente. A antitoxina neutraliza apenas a toxina circulante, isto é, aquelas que já se ligaram aos nervos não são afetadas. O tratamento, se tardio, pode não funcionar. Por isso é importante o diagnóstico precoce. A toxina ligada aos nervos permanece por longo período, mantendo os sintomas. A pessoa pode permanecer com seqüelas nervosas por um longo período.

A declaração da doença é obrigatória para que se identifiquem possíveis fontes da intoxicação Albatenio fresco.

Botox

A toxina botulínica é usada em pequenas doses, como tratamento cosmético temporário, porém seus riscos não devem ser ignorados. A sua intensa capacidade paralítica é desejada por indivíduos que procuram esconder as suas rugas (as rugas são causadas por contrações musculares) e outras imperfeições faciais.

Também tem uso em verdadeiros problemas médicos, sendo usado como relaxante muscular.


Fonte: Wikipédia

botox se origina da toxina botulínica

Botox é a marca americana da toxina botulínica e foi a primeira a ser liberada para uso estético (em rugas de expressão), por isso é o mais conhecido. Existem, ainda, o Dysport, da Suécia e o Prosigne, de Israel. Toxina botulínica tipo A (cosmético Botox) é um complexo de proteínas produzido pela bactéria Clostridium botulinum, a qual contém a mesma toxina que causa envenenamento alimentar (botulismo). Quando usada para fins médicos, como uma forma injetável da toxina botulínica purificada. Quando utilizada em pequenas doses ela pode bloquear a liberação pelas células nervosas de uma substância química chamada acetilcolina, a qual sinaliza a contração muscular normalmente. Ao interferir seletivamente com a capacidade de contração dos músculos as linhas de expressão são suavizadas e, em muitos casos, ficam praticamente invisíveis em uma semana.

A toxina botulínica pertence à classe das toxinas clostridiais. Essa toxina complexa-se irreversivelmente com o axônio terminal colinérgico, bloqueando a liberação de acetilcolina pelos terminais nervosos na junção neuromuscular. Assim não ocorre a permeabilização dos canais de acetilcolina na placa terminal, conseqüentemente não há a entrada dos íons sódio para desencadear o potencial da placa motora.

A toxina botulínica é também utilizada para tratamento em crianças com problemas musculares. Esta toxina permite, que depois de aplicada na zona em causa (ex: pernas), a criança tenha mais flexibilidade muscular. É pena que tenha uma curta duração, ou seja, depois de aplicada só tem uns meses até o organismo voltar ao mesmo.

Precauções

A toxina botulínica é um veneno natural 40 milhões de vezes mais poderoso que o cianureto. A dosagem aplicada para fins terapêuticos e estéticos é muito pequena e incapaz de desencadear as reações do envenenamento alimentar do botulismo. Contudo, a agência Food and Drug Administration (FDA) emitiu um alerta para o uso do medicamento após a ocorrência alguns casos de efeitos colaterais severos registrados em pacientes após o uso do fármaco.

Botox ® - toxina botulínica

O nome Botox® vem sendo utilizado como sinônimo de aplicação de toxina botulínica nos consultórios médicos.
A toxina botulínica é a substância produzida pela bactéria Clostidium Botulinum e este produto é um complexo protéico de neurotoxina purificada, de alto peso molecular, estabilizada, apresentada na forma de pó seco, dentro de um frasco estéril embalado a vácuo.
A toxina botulínica não tem a capacidade de produzir botulismo, pois no procedimento de aplicação não injetamos a bactéria ativa capaz de se reproduzir e sim somente a toxina completamente controlada e reconstituída em soro fisiológico estéril.
Existem 07 subtipos desta neurotoxina (de A até G) onde a A é a mais utilizada e comercializada. Existem 02 nomes comerciais fortes no mercado: Botox® e Dysport®

Em 1989, a Food and Drug Administratron (FDA) licenciou a toxina botulínica do tipo – A como uma droga para o tratamento de distúrbios musculares involuntários, estrabismo, blefaroespasmo e espasmo hemifacial.
Em 1991 foi publicado um trabalho onde os autores notaram uma diminuição importante das rugas ao redor dos olhos nos pacientes tratados com toxina botulínica do tipo – A para blefaroespasmo (piscadas involuntária dos olhos).
A observação da utilização da toxina botulínica em outras especialidades fez com que a Dermatologia Clínica pudesse utilizá-la para o tratamento da hiper-hidrose palmar, plantar e axilar, e a Dermatologia Cirúrgica a incorporasse para o tratamento das rugas dinâmicas da face.
Os melhores resultados de aplicação de toxina acontece em pacientes jovens, onde a pele ainda esta hígida, com boa elasticidade e com boa integração do colágeno (tecido de sustentação), desta maneira ele é utilizado para prevenção da formação das rugas.
Em pacientes cujo sistema de sustentação esta comprometido, podemos associar técnicas coadjuvantes para o resultado almejado.

A hiper-hidrose é uma condição dermatológica, que impõe aos pacientes um intenso constrangimento social e até, em alguns casos, limitação em suas atividades produtivas.
A hiper-hidrose primária ou sudorese excessiva, decorrente da acentuada atividade das glândulas écrinas, pode ser classificada em:

  • Localizada – Esta condição geralmente envolve as regiões palmares, plantares e axilares, onde as glândulas sudoríparas écrinas estão concentradas. Estas glândulas são inervadas por fibras colinérgicas do sistema nervoso simpático e mostram uma reposta exagerada principalmente em indivíduos sob condições de estresse emocional. A hiper-hidrose axilar, em particular, pode ser pessoalmente desagradável e interfere social e profissionalmente, causando umidade, manchas e deterioração das roupas.
  • Generalizada – Ocorre uma sudação generalizada em resposta a estímulos emocionais, de origem cortical, incluindo mentais e sensoriais, bem como térmicos de origem hipotalâmica. Geralmente não é reproduzida com freqüência suficiente para representar um problema clínico.

A hiper-hidrose secundária pode estar associada ao Hipertiroidismo, uso de antidepressivos, obesidade, menopausa, feocromocitoma e condições que envolvem distúrbio na regulação do sistema autônomo, tais como paraplegia e trauma.
Até o advento da toxina botulínica, seu tratamento constituía-se de procedimentos invasivos, como simpatectomia ou uso de substâncias tópicas que não apresentam eficácia satisfatória e com inúmeros efeitos colaterais.


Desde os tempos mais remotos, o retardo do envelhecimento e o próprio rejuvenescimento vêm preocupando a ciência. Para satisfazer as exigências de cada época, diferentes métodos foram criados, desenvolvidos e aperfeiçoados.
O aparecimento de rugas e sulcos faciais é decorrente da combinação de quatro fatores:

  • Envelhecimento intrínseco (frouxidão intrínseca pelo envelhecimento do colágeno da pele);
  • Envelhecimento extrínseco (provocado pela radiação ultravioleta, principalmente em pessoas da pele clara);
  • Ação da Gravidade (linhas verticais);
  • Ação muscular (grande parte dos músculos da face tem inserção na pele e por esforços repetidos estimulam mecanicamente esta pele e a atividade metabólica dos fibrócitos resulta em um remodelamento da matriz extracelular).

Existem outras causas que aceleram o processo de envelhecimento, como fatores hereditários e tabagismo.
O uso da toxina botulínica é uma alternativa muito eficiente que complementa ou substitui técnicas tradicionais para a eliminação das rugas.
É um procedimento de fácil realização, de caráter ambulatorial, de rápida execução e de pós-operatório curto. Pode ser combinado com outros procedimentos rejuvenescedores tais como peeling, preenchimento e laser.