Mostrando postagens com marcador Crônicas Modernas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crônicas Modernas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de março de 2008

Mãe é mãe [ Descontração]


Minha mãe me ensinou a apreciar um trabalho bem feito:
‘SE VOCÊ E SEU IRMÃO QUEREM SE MATAR, VÃO PRA FORA. EU ACABEI DE LIMPAR A CASA!!!’

Minha mãe me ensinou a ter fé:
‘É MELHOR VOCÊ REZAR PARA ESSA MANCHA SAIR DO TAPETE.’

Minha mãe me ensinou a lógica:
‘POR QUE EU ESTOU DIZENDO QUE É ASSIM, ACABOU, E PONTO FINAL!’

Minha mãe me ensinou o que é motivação:
‘CONTINUA CHORANDO QUE EU VOU TE DAR UMA RAZÃO VERDADEIRA PARA VOCÊ CHORAR!’

Minha mãe me ensinou sobre minhas RAÍZES:
‘Tá pensando que nasceu de família rica é?’

Minha mãe me ensinou a contradição:
‘FECHA A BOCA E COME!!!’

Minha mãe me ensinou a ter força de vontade:
‘VOCÊ VAI FICAR AÍ SENTADO ATÉ COMER TUDO’.

Minha mãe me ensinou sobre JUSTIÇA:
‘Um dia você terá seus filhos, e eu espero eles sejam iguais a você… aí você vai ver o que é bom.’

Minha mãe me ensinou a valorizar um sorriso:
‘ME RESPONDE DE NOVO E EU TE ARREBENTO OS DENTES!!!’

Minha mãe me ensinou a retidão:
‘EU TE AJEITO NEM QUE SEJA NA PANCADA!!!’

Mãe é mãe...

quinta-feira, 13 de março de 2008

Serenidade [Crônica]

Achei essa crônica muito massa na net ....

Serenidade

Kátia brigava o tempo todo com Marquinhos. Não importava o quão gentil, meigo e adestrado ele fosse, ela sempre arrumava um motivo.

- Chocolate branco? Quatro anos de namoro e você me compra um ovo de chocolate branco? Será que quatro anos não foram suficientes pra você descobrir o quanto eu odeio chocolate branco? E jogou o presente na cara do namorado.

Marquinhos nunca respondia, nunca levantava a voz. Isso deixava Kátia ainda mais ensandecida.

- Calma amor, não tem problema. Eu compro outro.

- Você é um idiota mesmo. Não sei por que perco meu tempo com você.

- Porque eu te amo querida! Por isso! E dava um beijinho na testa da namorada.

Nada minava sua paciência. Nada abalava seu amor. Kátia, a cada dia, buscava novas maneiras de testar seu já então noivo.

- Ai! Que que é isso amor?

- Quero espaço. Vai dormir no sofá.

- Tá bom meu anjinho. Não precisa me derrubar da cama.

Seis anos e nada. Kátia não conseguia arrancar uma palavra de ódio de Marquinhos. Chegou a espalhar um boato de que tinha um amante, só para irritá-lo, mas nem isso surtia efeito. Pensava em desistir do casamento. Não conseguiria viver com um homem tão estável, tão ponderado. Já não sentia mais paixão, carinho, nada. Era chegado o dia do casamento. Ela entrava no altar a contragosto.

- Kátia Ferreira dos Santos, você aceita esse homem como seu legítimo esposo?

- Fazer o quê? Sim...

- Marcos Oliveira, você aceita essa mulher como sua legítima esposa?

Marquinhos, antes de pensar em responder à pergunta do padre, foi tomado por um instinto animal, muito mais forte do que ele. Respirou fundo e, sem sequer desviar os olhos do padre, desferiu um cotovelaço com a força de um coice na boca da sua futura esposa. Foi um alvoroço. Quase uma briga de bar. O pai de Kátia a arrastava pra fora do altar quando ela recobrou consciência. Seus gritos de "Eu te amo", um pouco desarticulados pelo sangue na boca e os dentes frouxos, se sobrepunham à toda a algazarra. Marcos, alheio à toda confusão, suspirou longa e calmamente e respondeu ao padre.

- Agora sim!

Aff ... essa foi bem no íntimo... risos.
Site: http://poesiaepalavrao.blogspot.com