Mostrando postagens com marcador Criacionismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Criacionismo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de março de 2008

CHIMPANZÉS E O GÊNERO HUMANO [Notícias científicas]


O "site" da sociedade criacionista australiana Answers in Genesis publicou em 21 de maio passado uma resposta preliminar às reportagens divulgadas pela imprensa sobre a classificação do chimpanzé no gênero Homo. Dada a atualidade e a repercussão do tema, apresentamos a seguir a tradução da referida resposta, que certamente ajudará nossos leitores a formar uma idéia melhor sobre o que realmente está acontecendo.

Os seres humanos e os chimpanzés deveriam ser reunidos na mesma classificação – o gênero Homo. Pelo menos é o que alegam pesquisadores em recente nota publicada nos Proceedings of the National Academy of Sciences, nos Estados Unidos da América do Norte.

Os pesquisadores fundamentam sua alegação em descobertas suas de que os chimpanzés têm mais em comum com os seres humanos do que com qualquer outro primata – supostamente partilhando 99,4% de seu DNA. A agência de notícias Associated Press (AP) incumbiu-se de elaborar a notícia e divulgá-la.

Esta é uma alegação surpreendente, especialmente porque a tendência entre os cientistas evolucionistas tem sido de diminuir aquele percentual de similaridade, de cerca de 98,5% para 95% (ver por exemplo Greater than 98% Chimp/human DNA similarity? Not any more). Então, por que esse súbito aumento?

De acordo com o relato da AP, a equipe de pesquisadores, dirigida por Morris Goodman, na Faculdade de Medicina da Wayne State University (em Detroit, Michigan), "comparou 97 genes de seres humanos, chimpanzés, gorilas, orangotangos, macacos do Velho Mundo, e camundongos". Os pesquisadores descobriram que os genes de chimpanzés e bonobos (gênero Pan) têm mais em comum com os genes humanos do que com os de quaisquer outros primatas.

Dificilmente esses dados seriam suficientes para sustentar uma conclusão tão radical. Os pesquisadores compararam 97 genes, porém o genoma humano (que foi mapeado em sua totalidade apenas de uma maneira muito "geral") tem pelo menos 30.000 genes – portanto eles compararam apenas 0,03% do total! Além disso, os genomas dos primatas não foram nem sequer mapeados de maneira aproximada. Assim, qualquer tentativa de comparar o DNA total atualmente é apenas uma conjectura!.

Como, de fato, os chimpanzés são mais semelhantes aos seres humanos do que outros macacos ou símios, por que isso não se refletiria em alguns de seus genes? Não é surpresa que a anatomia similar refletisse genes similares, porém isso nada tem a ver com a origem das similaridades, seja no nível anatômico, seja no nível genético. A questão da ancestralidade comum versus projeto comum não se decide pelo grau de similaridade.

Mesmo para os evolucionistas, a lógica do raciocínio apresentado levantaria suspeitas. Digamos que a similaridade genética total "real" entre seres humanos e chimpanzés fosse de 96%, apenas para argumentarmos (mesmo 98% corresponderia a milhares de genes diferentes, sendo que apenas uns poucos genes poderiam acarretar uma diferença crucial). Se decidíssemos comparar apenas alguns desses genes, poderíamos obter resultados para o grau de similaridade que variariam de 0% a 100%. A escolha dos genes a serem comparados inevitavelmente tem um caráter extremamente subjetivo.

O argumento dos pesquisadores, neste caso, com relação a como os chimpanzés deveriam ser classificados, centrou-se na proximidade relativa, isto é, no fato de que, nos estudos deles, os chimpanzés mostraram-se mais próximos de nós do que dos outros grandes símios. Entretanto, aqui novamente uma escolha diferente de genes presumivelmente seria facilmente capaz de gerar uma configuração genética diferente, também relativa. E mesmo que isso não acontecesse, supondo que fosse mantida a mesma configuração, qual seria o grande problema? Até mesmo as técnicas rudimentares de hibridização usadas para a avaliação da similaridade hoje em dia (ver o artigo citado sobre Human/chimp DNA similarity) têm levado à conclusão não surpreendente de que, de fato, os chimpanzés são geneticamente mais similares aos seres humanos do que, por exemplo, os gorilas. Assim, se os chimpanzés tivessem uma similaridade genética total maior com os seres humanos do que com os gorilas (o que é muito duvidoso com base em sua morfologia e na anatomia comparada, como mostrado pelas técnicas morfométricas computadorizadas do anatomista evolucionista Charles Oxnard) isso seria algo para apenas tomarmos nota.

O problema é que, embora equívoco, o número de 99,4% chama a atenção. O público em geral é levado a interpretar as reportagens dos meios de comunicação como elas tendo dito que os chimpanzés são "99,4% humanos". Mesmo antes que esse percentual de similaridade total tivesse sido rebaixado para 95%, a sociedade criacionista australiana "Answers in Genesis" já havia ressaltado a falácia dessa lógica. Isso foi feito citando o professor evolucionista Steven Jones, que afirmara que as bananas compartilham 50% de seus genes com os seres humanos, mas que isso não torna as bananas 50% humanas!

Muito pouco se conhece sobre a maneira pela qual os genes se expressam. Já é suficientemente claro que "nem todos os genes são iguais". Alguns genes, por exemplo, exercem um profundo controle sobre o desenvolvimento do ser vivo. Já de há muito sabe-se que o mesmo gene em criaturas diferentes pode ter funções diferentes. Essas limitações severas que pesam sobre a "comparação genética" raramente são discutidas quando comparações simplistas como as da notícia em questão são divulgadas.

Usando o mesmo tipo de raciocínio dos pesquisadores considerados, poder-se-ia presumivelmente mostrar que, com base em 97 genes devidamente escolhidos, os seres humanos e as bananas constituem uma mesma espécie, pois seriam 100% idênticos!

A propósito, muitos eminentes evolucionistas não se deixam convencer pelas alegações de seus colegas. Goodman citou uma proposta feita em 1963 de juntar taxonomicamente chimpanzés com gorilas, com base em sua similaridade, porém acredita que as similaridades entre chimpanzés e seres humanos, descobertas por ele, são muito mais convincentes. O antropólogo Richard J. Sherwood, da Universidade de Wisconsin (E.U.A.) observa que Goodman está na realidade procurando qualquer argumento que possa ser trazido a seu favor: "Ir em busca de uma referência histórica como esta, e então usá-la como único critério para sugerir uma enorme mudança na sistemática dos primatas, é difícil de ser levado a sério".

A proposta de Goodman levará a alguma alteração na taxonomia que envolva primatas e seres humanos? Provavelmente não tão cedo. Goodman parece um pouco preocupado em seus comentários com a imprensa: "Se muitos se interessarem por isso, e julgarem que seja algo para ser considerado, poderá ser realizado um simpósio que aborde essa questão como tema principal e que conclua se a proposta é ou não razoável. Certamente eu a julgo razoável, senão não a teria feito".

Pedimos ao biologista celular Dr. David DeWitt, que estará falando sobre "Similaridade do DNA entre o Neandertal e o Homem Moderno" na Conferência Creation 2003 a ser realizada em Cincinnati, Ohio, E.U.A., em 22-26 de maio de 2003, para comentar a notícia. Ele nos escreveu:

"A classificação dos organismos baseia-se em similaridades e diferenças. Parece estranho colocar essas três espécies (chimpanzés, bonobos e seres humanos) no mesmo grupo em igualdade de posição. Uma criança pode reconhecer a similaridade entre chimpanzés e bonobos, bem como a diferença entre eles e os seres humanos. A proposta poderá também complicar a já problemática situação dos Neandertais, Australopitecíneos e outros alegados ancestrais humanos. Por exemplo, os cientistas evolucionistas não classificam os Australopitecíneos, como Lucy, no mesmo gênero que os seres humanos. Entretanto, isso é o que Goodman está propondo fazer com os chimpanzés.

É irônico que esse estudo apontando para a similaridade entre chimpanzés e seres humanos apareça nos Proceedings of the National Academy of Science ao lado de um artigo que destaca as diferenças entre os Neandertais e os seres humanos modernos. A conclusão é que quando os cientistas procuram similaridades, eles as encontram, e quando procuram diferenças, também as encontram. Com base no número de diferenças nos pares de bases do DNA, alguns têm excluído os Neandertais como contribuintes para o mtDNA do pool gênico do homem moderno. Entretanto, com base no número de similaridades, os chimpanzés e os bonobos deveriam ser incluídos no gênero Homo, juntamente com os seres humanos. Não se pode esquecer do fato de que esses critérios são arbitrários.

Tipicamente, em estudos deste tipo, os cientistas só examinam substituições no DNA, embora inserções e deleções de nucleotídeos também ocorram As inserções e deleções usualmente são deixadas de lado na análise filogenética porque elas complicam o alinhamento das seqüências. Em artigo publicado também nos Proceedings of the National Academy of Science, Britten incluiu esses tipos de diferenças do DNA em sua análise e chegou a um percentual bastante inferior (aproximadamente 95%). Deixar de lado esses tipos de alterações no DNA leva a um grau de similaridade muito mais alto, porque ficam excluídas da análise as alterações mais comuns."

Para encerrar: Existem e sempre existirão profundas diferenças entre seres humanos criados à imagem e semelhança de Deus, e outras criaturas. Isso não é uma questão de mera afirmação, mas também de observação e senso comum. Nenhum chimpanzé estará lendo ou discutindo essa reportagem, por uma razão especial. Nosso ancestral original, Adão, foi criado singularmente à imagem de Deus, sem nenhum ancestral animal.

Referências

  1. Schmid, R., "Chimps may have closer links to humans", <Texto original no site Yahoo News>, 20 May 2003
  2. Caramelli et al., "Evidence for a genetic discontinuity between Nerandertals and 24,000-year-old anatomically modern Europeans", PNAS 100(11)6593-6597.

sexta-feira, 14 de março de 2008

O Que é Design Inteligente na Evolução?

Essa pergunta foi feita por uma ex-aluna minha que visitou o nosso Blog. Seu nome é Maria Rita.

O Que é Design Inteligente na Evolução?

Fomos procurar respostas na Evolução e no criacionismo...

Design inteligente (ou projeto inteligente), segundo seus próprios proponentes, é o nome dado à teoria que sustenta que certas propriedades do universo e dos seres vivos são melhor explicadas por meio de uma causa inteligente e não por leis físicas e processos naturais. Esta teoria não pretende determinar a identidade desta causa inteligente, nem afirma ser esta causa necessariamente um "ser divino", ou uma "força superior". Ela limita-se a propor que a ciência possa identificar se certas propriedades do mundo natural são produtos da inteligência.

Detalhe do mecanismo presente em um flagelo celular.
Para os defensores do Design Inteligente, algumas estruturas biológicas não podem ser explicadas pela seleção natural.

A teoria

A atual Teoria do Design Inteligente, ou Intelligent Design, Desenho Inteligente, ou ainda, Desígnio Inteligente, baseia-se no conceito da Complexidade Irredutível, para propor a idéia de uma intencionalidade objetiva por trás da concepção da vida. Esse conceito foi popularizado com a publicação do livro A Caixa-Preta de Darwin, de Michael Behe, Ph.D. em bioquímica e professor de ciências biológicas na Lehigh University[2].

Os defensores da Complexidade Irredutível argumentam que existem estruturas bioquímicas complexas que não podem ser explicadas pelos mecanismos evolutivos do Neodarwinismo. Essas estruturas complexas teriam que surgir já prontas, caso contrário, a existência de cada uma de suas partes autônomas não poderia ser justificada evolutivamente. Behe faz uma analogia com uma ratoeira, na qual todas as peças devem ser montadas juntas para que a finalidade a que se destina seja alcançada. Behe argumenta que é impossível a evolução de uma simples mola até chegar em uma ratoeira sem que haja uma mente prevendo uma finalidade específica para a mesma. Os exemplos biológicos que Behe cita incluem a coagulação do sangue, estruturas celulares microscópicas e o olho humano, para citar alguns. Os biólogos rejeitam essa argumentação, argumentando que a função final de uma estrutura não precisa estar presente desde o início. Partes de um sistema bioquímico já existente podem sofrer interferência de novas moléculas introduzidas por mutação e começar a exercer uma função diferente, como já foi demonstrado em pesquisas sobre a evolução dos complexos hormônio-receptor de mineralocorticóides.

É importante observar que os defensores do Design Inteligente não se consideram criacionistas, reputando esse termo como inapropriado para identificar a Teoria, uma vez que esta baseia-se em observação científica e não em conceitos ou escritos religiosos. Também consideram equivocada a afirmação de que o Design Inteligente rejeita a idéia de evolução ou que defenda a eliminação do Darwinismo integralmente. Ao contrário, afirmam que o grande confronto com o neodarwinismo reside na idéia da seleção natural aleatória como mecanismo da evolução, o que para eles, seria inadequado para explicar determinadas características dos mecanismos biológicos.

Adeptos

Além de Michael Behe, outros nomes têm se apresentado com defensores do Design Inteligente, assumindo uma postura de questionamento e crítica ostensiva ao neodarwinismo. Dentre eles Philip E. Johnson, Stephen C. Meyer, William Dembsky, Michael Denton e Jonathan Wells.

Michael Behe, em seu livro recente "The Edge of Evolution: The Search for the Limits of Darwinism" deixa em segundo plano os argumentos da complexidade irredutível e enfatiza sua convicção sobre a ancestralidade comum dos seres vivos, a qual, vale dizer, ele jamais abandonou completamente[6]. No entanto mantém ainda a idéia de que haveria um projetista por trás das mutações que originariam a variedade genética, matéria-prima do processo evolutivo.[carece de fontes?]

O Discovery Institute, instituição que divulga informações sobre o Design Inteligente, publica uma lista[7] de cientistas que concordam com a seguinte declaração:

Somos céticos quanto às alegações de que a mutação aleatória e a seleção natural são capazes de responder pela complexidade da vida. O exame cuidadoso da evidência a favor da teoria darwinista deveria ser encorajado.

Desse modo tenta demonstrar que um crescente número de cientistas tem adquirido coragem para questionar seriamente a Teoria da Evolução nos últimos anos. A lista contava com mais de 700 assinaturas em fevereiro de 2007. Oponentes do design inteligente fazem notar que menos da metade da lista é de biólogos evolucionários — o tipo de cientista que estaria familiarizado com as questões subjacentes e apto a se pronunciar com autoridade sobre o assunto. A declaração em si, apesar do que pode parecer ao público leigo, não constitui uma forte oposição à evolução e poderia ser assinada por grande parte dos biólogos evolucionários: Em geral eles concordam que a mutação e a seleção natural não respondem sozinhos pela complexidade da vida, havendo contribuição de outros mecanismos naturais; e a menção ao exame cuidadoso da evidência é apenas uma descrição da atitude profissional que os cientistas devem ter.

Note-se que outros filósofos e teóricos da evolução argumentam que o termo projetista deveria continuar reservado para casos envolvendo um projetista consciente. Isso implica em que os seguidores da visão padrão, biológica, material da origem das espécies não deveriam usar projeto em discussões sobre organismos ou partes de organismos; desde que estes não têm um projetista, eles não foram projetados no sentido próprio da palavra.

Polêmica

Tradicionalmente a comunidade científica internacional ignora esta teoria, considerando-a um caso de pseudociência. Os defensores do Design Inteligente, por sua vez, alegam ser vítimas de preconceito e boicote da parte de seus oponentes. Em um episódio que alcançou alguma repercussão há poucos anos[8], o Dr. Richard Sternberg, alega ter sido pressionado de muitas formas até ser obrigado a renunciar a seu cargo como editor no Proceedings of the Biological Society of Washington, um periódico do Smithsonian Institution, após autorizar a publicação do artigo "A Origem da Informação Biológica e da Categorias Taxonômicas Superiores" (The Origin of Biological Information and the Higher Taxonomic Categories) [9], de Stephen C. Meyer. Sternberg afirma que todos os protocolos para uma publicação deste tipo foram rigorosamente seguidos e sua demissão deveu-se a uma perseguição ideológica. Ele declara:

"Em suma, está claro que fui alvo de retaliação e molestamento explicitamente porque falhei em seguir uma regra não escrita no meu papel como editor de um periódico científico: eu supostamente deveria ser o guardião, expulsando explicações impopulares, controversas ou conceitualmente desafiadoras para fenômenos naturais intrigantes. Em lugar disso, eu permiti que um artigo científico criticando o Neo-Darwinismo fosse publicado, e isso foi considerado uma heresia imperdoável

Oponentes do design inteligente também o reconhecem como parte da estratégia da cunha.

Fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Design_Inteligente

Criacionismo


"Criação de Adão" por Michelangelo


Criacionismo é o termo que usa a noção genérica de uma ou mais entidades inteligentes para explicar por trás de uma série de eventos a origem do universo, da vida na Terra ou das próprias espécies.

Uso do termo


Dentro do termo "criacionismo", um vasto espectro de hipóteses podem ser enquadradas, visando sustentar interpretação em diversos graus de literalidade de livros sagrados como Gênesis ou o Corão.

Existem também versões que fazem referências religiosas explicitamente, a hipótese do desenho inteligente (DI, ou ID, de intelligent design), recurso utilizado como tentativa de combate a teorias científicas conflitantes com o fundamentalismo religioso em aulas de ciência, assim que nos Estados Unidos da América julgou-se inconstitucional a introdução do criacionismo religiosamente explícito nas aulas de ciência. Recentemente, novas tentativas têm sido feitas sob uma nova roupagem, advogando pelo que chamam de uma "análise crítica da evolução".

Na maioria das civilizações antigas, tanto como nas atuais, é possível encontrar relatos explicando a origem de tudo como um ato intencional criativo, muitas vezes destacando uma[s] figura[s] como o[s] originador[es] da vida.

As concepções criacionistas comumente não limitam a ação de um deus à criação do universo e da vida. O Deus judaico-cristão, interfere no destino do seu povo, enviando o dilúvio, conduzindo os casais de animais para a arca de Noé, mandando as pragas ao Egito, abrindo o Mar Vermelho, parando o Sol para Josué consolidar sua batalha, curando e até ressuscitando pessoas, transformando água em vinho, e mais uma infinidade de milagres.

O criacionismo, da forma em que este termo é utilizado nos dias de hoje, principalmente na imprensa, é um fenômeno tipicamente americano; refere-se principalmente ao protestantismo norte-americano, de origem sulista.

Outros grupos religiosos não chegam tão longe a ponto de negar a historicidade do texto bíblico, mas propõem que, os tais "seis dias" da criação poderiam representar, talvez, 6 eras geológicas, em vez de dias literais de 24h.

Mas os chamados fundamentalistas insistem em que esta interpretação é errada, e que o mundo realmente foi criado por volta do ano 4000 AC, como se deduz do relato bíblico, somando-se as idades dos patriarcas.

Diversidade de conceitos


O criacionismo, como idéia geral, se caracteriza pela oposição, em diferentes graus, às teorias científicas sobre fenômenos relacionados à origem do universo, da vida e da evolução das espécies.

No entanto, deve ser feita a distinção entre ser rotulado como "criacionista" e "acreditar em criação divina" simplesmente: existem até mesmo aqueles que aceitam as teorias evolucionistas ao mesmo tempo em que acreditam que estas descrevam o método com que seu deus tenha criado todas as coisas, estes não são chamados de "criacionistas", mas de "evolucionistas teístas".

Alguns chamam essa posição de criacionismo evolucionista, ou evolucionismo criacionista, e esse vertente -o crido pelos católicos- é capaz de conviver plenamente com os conceitos centrais de ambas as visões.

Há, dentre os criacionistas cristãos, os que apoiam radicalmente a idéia da criação em sete dias literais, questionando as evidências arqueológicas, físicas e químicas contrárias. Se rotularam "os criacionistas da Terra Jovem".

Outros aceitam a idade da Terra, ou até mesmo do universo defendida pela ciência, mas mantendo ainda posições conflitantes com a biologia evolucionista. São apelidados "criacionistas da Terra Antiga". Já o "evolucionismo criacionista", já citado, defende a idéia que a Bíblia ou outros livros considerados sagrados dão margem a uma mistura da evolução, Origem da Vida e criação, dizendo que Deus deu origem à vida, mas permitiu que esta evoluísse.

A Bíblia faz menção de seis dias criativos e um sétimo dia não terminado. Os crentes na criação, mas, que apoiam a ideía da "Terra Antiga" entendem que isto dá margem para dizer que a expressão 'dias' envolve milhares ou até mesmo bilhões de anos, tornando compatível a idéia da criação com a Geologia moderna.

Existe uma ínfima minoria que vão mais longe e são geocentristas e/ou defensores da Terra plana.

Os criacionistas trabalham basicamente em argumentos para tentar refutar evidências evolucionistas acreditam ter. Entre os diversos grupos criacionistas há:

  • Neocriacionismo - Também chamado de planejamento inteligente, corrente surgida por volta de 1920 nos EUA, defende a idéia de que houve influência de uma entidade inteligente na criação dos seres vivos. Grupos religiosos desta corrente têm lutado para incluir este ensino nas escolas em pé de igualdade com o ensino da evolução. Os evolucionistas a consideram apenas o criacionismo clássico travestido de pseudociência para poder ser ensinado nas escolas, assim foi considerado em decisão judicial pelo juiz John Jones, que proibiu seu ensino em escolas públicas (Juiz dos EUA proíbe 'desenho inteligente' em escola pública - www.bbc.co.uk).
  • Criacionismo Clássico - Quanto à difusão do criacionismo clássico, segundo uma pesquisa do Instituto Gallup veiculada pela Folha (ver link Design Ontológico abaixo), 90% dos norte-americanos acreditam em um Deus criador, sendo que 45% acham que a criação ocorreu exatamente como o livro do Gênesis descreve. A pesquisa mostra que entre os membros da Academia Nacional de Ciências americana, 10% expressam crença num deus, o que não significa necessariamente que sejam criacionistas. A maioria, são evolucionistas teístas, como Francis Collins, que deixa claro seu repúdio tanto ao criacionismo quanto ao design inteligente em seu livro "The Language of God: A Scientist Presents Evidence for Belief" (publicado em Julho de 2006). Várias religiões possuem diferentes visões do criacionismo, como o cristão, muçulmano, hindu, etc.

Argumentos neocriacionistas


Apesar da predominância de correntes evolucionistas nos meios acadêmicos, alguns cientistas tornaram-se notados por defenderem o criacionismo clássico, que envolve a crença num criador. Os argumentos de pessoas pertencentes a comunidade científica em favor do criacionismo apontam para a organização e exactidão das leis naturais. Esta visão dá uma imagem que se parece com aquela proposta por Isaac Newton, ao comparar o mundo a um mecanismo que evidencia um projecto inteligente e sobrenatural. As novas tendências científicas têm, contudo, levado a uma diferente visão do universo, menos determinista e mecanicista. É comum dar como exemplo a distância propícia entre o Sol e a Terra, que permite temperaturas amenas que possibilitam a continuidade da vida - é interessante verificar que este mesmo argumento é utilizado pelos evolucionistas para referir o carácter excepcional da posição da Terra, não para uma suposta "continuidade" (palavra que implica a ideia de um projecto ou um plano para a Criação), mas para a sua emergência e evolução.

Indivíduos teístas, que aceitam as hipóteses científicas podem ver nas características e regularidades da natureza (como a regularidade verificada nos elementos químicos na tabela periódica ou o facto de os acontecimentos físicos obedecerem a leis que podem ser expressas em equações matemáticas "exactas"), base para se pressupor uma ordem, são citados e interpretados como prova da existência de um legislador que legisla e faz cumprir essas leis. Por essas mesmas leis, o universo teria vindo a existir, e teria se desenrolado sua história, sendo parte dela a origem e a evolução da vida na Terra. Criacionistas, no entanto, não acreditam que o universo e suas partes tenham sido criados segundo essas leis, mas que tudo foi criado do nada (ou "ex nihilo", termo em latim mais sofisticado) e só então essas leis passaram a vigorar.

A complexidade e organização estrutural das formas mais simples de matéria viva são apontadas pelos criacionistas como prova de uma criação determinada e não a consequência evolutiva de um caldo orgânico primordial desorganizado. De facto, a probabilidade matemática de que a vida tenha surgido espontaneamente de uma sucessão de eventos casuais numa ordem específica é considerada por alguns matemáticos pequena demais.

O método que permite recriar um organismo a partir de fragmentos do seu corpo (um dente fossilizado, por exemplo) é duramente criticado pelos criacionistas que consideram abusivas as conclusões como a apresentação de antepassados do Homo sapiens com traços simiescos.

Fraudes nos trabalhos e pesquisas envolvendo fósseis (como o 'Homem de Orce', ou o 'Homem de Piltdown') têm sido também usadas para desacreditar a teoria da evolução.

Criacionistas questionam também experiências, relacionadas à demonstração da seleção natural, como aquela relativa às mariposas cujas cores foram influenciadas pelas mudanças advindas da Revolução Industrial. Nesse caso especificamente, apontam falhas irrisórias na metodologia como confirmação de que não existiria seleção natural.

Um dos principais argumentos dos criacionistas baseia-se na refutação da geração espontânea. Louis Pasteur e John Tyndall demonstraram experimentalmente que micróbios não se originam espontaneamente, conforme alguns supunham ser possível, ao final do século XIX. Estendendo os resultados destes experimentos, argumenta-se que foi provado que nenhum mecanismo pode gerar vida de qualquer matéria sem vida.

A afirmação de que nenhuma vida pode surgir de não-vida foi recentemente desafiada a partir de experimentos onde um vírus é sintetizado em laboratório, mas a questão de se um vírus pode ou não ser considerado um ser vivo nunca foi um consenso entre cientistas. Outra questão levantada pelos criacionistas é que esse tipo de experimento na verdade comprovaria a necessidade de uma inteligência e intencionalidade por trás do processo. No entanto, é imprescindível lembrar-se que experimentos laboratoriais são fundamentalmente diferentes de processos de simples montagem intencional, pois na realidade visam reproduzir as situações em que um fenômeno ocorreria naturalmente, espontaneamente.

Toda a argumentação criacionista quanto ao desconhecimento sobre como a vida teria se originado naturalmente, não raramente tenta levar a crer que, sem essa resposta, todas as demais áreas da ciência às quais se opõem, em especial a evolução biológica, desmoronam como conseqüência. Essa é uma falácia non sequitur - a conclusão não decorre das premissas - pois as evidências das diversas áreas que compõem o evolucionismo, não são totalmente dependentes umas das outras, e dessa forma, é possível ainda se estabelecer os laços de parentesco entre todos os organismos, mesmo sem saber de onde teria vindo o ancestral comum de todos eles.


Argumentos contra o Criacionismo


Durante mais de trinta séculos, a crença criacionista perdurou como uma verdade absoluta em diversas partes do mundo, interpretada literalmente da forma como está escrita nos textos sagrados das diversas literaturas religiosas, não dando chance a qualquer opinião discordante, menor por imposição das autoridades da época e mais por uma ausência de necessidade prática de um maior questionamento.

Somente nos últimos dois séculos, com a valorização do direito do homem à liberdade de pensamento, uma série de argumentos foram levantados contra esse predomínio eminentemente religioso. A interpretação criacionista literal perdeu sua unidade, sendo questionada com maior profundidade.

De acordo com praticamente todos os cientistas, todas as ramificações do criacionismo ferem importantes princípios filosóficos da ciência. Para os que pensam dessa forma, os principais argumentos comparativos propostos são:

  1. O Criacionismo não pode ser considerado como uma ciência, nem sequer uma teoria. Uma teoria requer análises, estudos, testes, experiências, modificações e, finalmente, adequações. Uma teoria evolui com o decorrer do tempo, à medida que o ser humano amplia seus conhecimentos e suas descobertas. Naturalmente, a Ciência, no sentido usado nesse contexto, não pode nem afirmar nem negar que o Criacionismo seja verdadeiro - é não-falseável e portanto não científico;
  2. A Evolução é uma estrutura teórica bem definida, que embasa a Cladística, a Biologia do Desenvolvimento, a Paleontologia, a Genética de Populações e todas as demais áreas da Biologia; ao passo que, o Criacionismo é constituído de uma multiplicidade de idéias, sem unidade, criadas pelas centenas de religiões e mitos hoje existentes ou que já existiram outrora.
  3. A Evolução é uma teoria fundamentada em achados fósseis concretos e em experimentos realizados, enquanto que o Criacionismo é abstrato, indemonstrável e desprovido de bases científicas;
  4. Os argumentos neocriacionistas, que utilizam recentes descobertas da ciência, de uma forma geral, são falácias que poderiam provar a veracidade de qualquer crença, seja ela judaico-cristã, muçulmana, hinduísta, umbandista, pagã, animista ou de qualquer outra mitologia;
  5. O Evolucionismo esforça-se em buscar explicações para os eventos da natureza; enquanto que o Criacionismo esforça-se em adaptar os eventos da natureza à sua visão de mundo.
  6. O criacionismo não possui bases cientificas, portanto é certamente uma visão de mundo, não podendo se apresentar como ciência, pois não tem indicios para tal e não é comprovada cientificamente.

Não sendo o "Design Inteligente"(ou qualquer outra forma de criacionismo) científico, não existem debates científicos entre ele e a Evolução. A Teoria da Evolução é suportada por muitas evidências e é aceita por virtualmente todos os cientistas do mundo, enquanto o criacionismo não possuí evidências, contraria-as, e é somente um punhado de escrituras antigas. Trata-se de uma discussão entre conhecimento científico e crenças religiosas, portanto.

Quanto aos poucos cientistas que acreditam no criacionismo, eles representam, segundo a revista Newsweek, apenas 0,15% de todos os cientistas da vida (biólogos) e da Terra (Geólogos) com alguma crendencial acadêmica respeitável nos EUA (Newsweek magazine, 1987-JUN-29, Page 23). São 700 entre os 480.000. Uma pesquisa da Organização Gallup (Many Scientists See God's Hand in Evolution by Larry Witham - www.ncseweb.org) chegou à conclusão de que 5% dos cientistas americanos acredita no criacionismo da Terra Jovem, 40% acredita que nós humanos evoluímos de outras formas de vida em um processo evolutivo de milhões de anos, mas que deus guiou o processo, e 55% acredita que nós evoluímos de outras formas de vida e que deus não teve participação nenhuma nesse processo. Mas essa pesquisa não considerou apenas biólogos e geólogos, como a outra, mas cientistas de todas as áreas, engenheiros químicos, bacharéis em ciência da computação, etc. Portanto, há pouquíssimos cientistas que defendem o criacionismo, e freqüentemente eles pertencem à áreas de atuação que não têm relevância na discussão, além de não se basearem em nenhuma pesquisa científica séria para sustentar sua posição.

Visões Criacionistas


As visões criacionistas nasceram a partir da experiência humana primitiva e tinham como objetivo responder às indagações do homem sobre a origem do universo – um tema sempre presente no espírito humano em todas as épocas e em todas as civilizações. Assim, na tentativa de explicar a essência de todas as coisas e estabelecer um elo entre o compreensível e o incompreensível, entre o físico e o metafísico, uma quantidade infindável de respostas foram elaboradas pelo que uns dizem ser a imaginação humana e outros dizem ser a própria vontade de suas divindades, transcritas nos textos e nos ritos sagrados de várias culturas. Exemplificando, descreveremos a seguir alguns das principais visões criacionistas que tratam da origem do universo.

  • Na tradição judaico-cristã, um ser único e absoluto, denominado Javé ou Jeová, perfeito, incriado, que existe por si só e não depende da existência do universo, é o elemento central da estrutura criacionista. Exercendo seu infinito poder criativo, Ele criou o universo em seis dias e no sétimo, descansou. Sempre através de palavras, no primeiro dia, Ele fez a luz e separou o dia da noite; no segundo dia, Ele criou o céu; no terceiro dia, a terra e o mar, as árvores e as plantas; no quarto dia, o sol, a lua e as estrelas; no quinto dia, os peixes e as aves; e no sexto dia, Ele criou os animais e por fim, Ele fez o homem à sua imagem e também a mulher.
Para muitos cristãos, e judeus, os sete dias da criação do mundo, de que fala a Bíblia, não devem ser entendidos literalmente, representado uma forma de explicar a criação do Universo . Algumas correntes, denominadas "fundamentalistas", originárias em certas regiões dos EUA, acreditam em uma leitura literal da Bíblia. Os católicos acreditam que a explicação da "feitura do universo" fala por si só, pois como é evidente, Deus não precisa se explicar. Ainda segundo outras doutrinas católica, essa parte do Gênesis teria a função de ensinar à humanidade que temos que descansar.
  • Na mitologia de Iorubá, o processo de criação envolve várias divindades. Uma das versões dessa mitologia diz que Olorum – Senhor Deus Universal – criou primeiramente todos os Orixás (divindades) para habitar Orun (o Céu, mundo espiritual), com o objetivo de usá-los como auxiliares para executar todas as tarefas que estariam relacionadas com a própria criação e o posterior governo do mundo. Então, Olorum encarregou Obatalá de criar o mundo; mas este, com pressa, não rendeu a Bará os tributos devidos e, durante sua caminhada parou para beber vinho de palmeira e, embriagando-se, adormece. Oduduá, a divina Senhora, foi ao encontro de Obatalá e ao vê-lo adormecido, pegou os elementos da criação e começou a formação física da terra. Ela mandou que cinco galinhas d’angola começassem a ciscar a terra, espalhando-a, dando assim origem aos continentes. Oduduá soltou então os pombos brancos - símbolo de Oxalá – e assim nasceram os céus. De um camaleão fez surgir o fogo e com caracóis, Ela criou o mar.
  • Na mitologia chinesa, P’an Ku, o Deus-Absoluto, nasce a partir de um Ovo Primordial e o processo de criação se concretiza com um sacrifício divino. P’an Ku morre dando então origem à vida: de seu crânio surgiu a abóboda do firmamento, e de sua pele a terra que cobre os campos; de seus ossos vieram as pedras, de seu sangue, os rios e os oceanos; de seu cabelo veio toda a vegetação. Sua respiração se transformou em vento, sua voz em trovão; seu olho direito se transformou na lua, seu olho esquerdo, no sol. De sua saliva e suor veio a chuva. E dos vermes que cobriam seu corpo surgiu a humanidade.
  • Na mitologia grega, o princípio de todas as coisas está associado a um Caos Primordial, num tempo em que a ordem não tinha sido ainda imposta aos elementos do mundo. Do Caos nasceu Gea (a Terra) e depois Eros (o Amor). Posteriormente, Caos engendrou o Érebo (as trevas infernais), o Dia, a Noite e o Éter. Gea engendrou o Céu, as Montanhas e o Mar. De Gea nasceu também os deuses, os Titãs, os Gigantes e as Ninfas dos bosques. Prometeu, filho do titã Jápeto, criou artesanalmente a raça humana – homens e mulheres – moldando-os com argila e água. E então Atena, deusa da sabedoria, ao ver essas criaturas insuflou em seu interior alma e vida.
  • Na religião hindu – hinduísmo – o tempo não é linear como nas mitologias anteriores. Aqui, o tempo tem uma natureza circular, pois a criação e a evolução é repetida eternamente, em ciclos de renovação e destruição simbolizados pela dança rítmica do deus Shiva. “Na noite do Brahma – essência de todas as coisas – a natureza é inerte e não pode se mover até que Shiva assim o deseje. Shiva desperta de seu sono profundo e, através de sua dança faz aparecer a matéria à sua volta. Dançando, Shiva sustenta seus infinitos fenômenos e, quando o tempo se esgota, ainda dançando, Ele destrói todas as formas por meio do fogo e se põe de novo a descansar”.

Carácter teórico

Note-se que esta questão envolve várias questões de ordem filosófica e epistemológica. Se olharmos para a Ciência como um sistema teórico em constante mutação e que não pressupõe verdades absolutas que não possam ser refutadas experimentalmente, as críticas de ambos os lados da barricada centram-se no mesmo problema: a dogmatização das teorias científicas. Os evolucionistas acusam os criacionistas de transporem para a Ciência as suas crenças pessoais e de misturarem fé com realidade observável. Os criacionistas acusam os evolucionistas de fazerem exactamente o mesmo ao imporem a sua visão das coisas, tentando demonstrar que a teoria não assenta em bases sólidas que justifiquem encarar a evolução como um facto, independentemente da forma como esta se processou ou não. Estas críticas levaram a crescentes controvérsias, nos EUA principalmente, sobre o ensino da evolução nas escolas e universidades. Apesar das Provas da Teoria de Oparin, por exemplo, os criacionistas mantêm a polémica.

As áreas da ciência definidas pelos criacionistas como "evolucionismo" contém teorias construídas a partir dos pressupostos do paradigma científico atual, com o intuito de explicar os achados da paleontologia e outros dados científicos presentes nos organismos (como órgãos vestigiais, entre outros). Sempre que novos dados refutam as teorias propostas, lançam-se novas hipóteses, ou corrige-se a teoria. Note-se contudo que é assim mesmo que a ciência evolui ela mesma - pela constante retificação de teorias e pela constante experimentação, não com o objetivo de assegurar a teoria mas de procurar onde estão as falhas, para que estas possam ser corrigidas e expostas de forma mais aproximada da realidade. Os criacionismos propõem uma "explicação" sobrenatural para as observações naturais, o que não passível de ser refutado experimentalmente. Os criacionistas, ao partirem do pressuposto de que houve um criador ou criadores, interpretam os dados científicos para justificarem a sua crença.

Outros observam que os criacionismos e a ciência convencional olham o mesmo fenômeno, a vida, com lentes diferentes. Ao passo que as áreas da ciência que compõem o evolucionismo procuram olhar para o passado e para o registro fóssil em busca de evidências que expliquem como ocorreu a evolução, os criacionistas olham para o presente e questionam as evidências da história natural, mas não o fundamentalismo de suas crenças religiosas. Os evolucionistas estão preocupados em saber como a vida se desenvolveu, os mecanismos materiais, enquanto os criacionistas procuram saber o motivo e o objetivo da vida e crêem que a atribuição disso à mecanismos físicos implica que tudo seja fruto do acaso, não de seu deus.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Criacionismo