terça-feira, 1 de abril de 2008

Lipídios [Resumo]

Mais um resuminho sobre lipídios na net para vestibular:

CONSIDERAÇÕES GERAIS

São substâncias caracterizadas pela baixa solubilidade em água e outros solventes polares e alta solubilidade em solventes apolares. São vulgarmente conhecidos como gorduras e suas propriedades físicas estão relacionadas com a natureza hidrófoba das suas estruturas, sendo todos sintetizados a partir da acetil-CoA.

Na verdade, toda a relevância do metabolismo lipídico advém desta característica hidrófoba das moléculas, que não é uma desvantagem biológica (mesmo o corpo possuindo cerca de 60% de água). Justamente por serem insolúveis, os lipídios são fundamentais para estabelecer uma interface entre o meio intracelular e o extracelular, francamente hidrófilos.

Todos os seres vivos possuem a capacidade de sintetizar os lipídios, existindo, entretanto, alguns lipídios que são sintetizados unicamente pelos vegetais, como é o caso das vitaminas lipossolúveis e dos ácidos graxos essenciais.

CLASSIFICAÇÃO

Muitas classificações são propostas dependendo do ponto de vista, se químico ou biológico. Desta forma, encontra-se na literatura especializada, várias formas de organizar os lipídios de acordo com a abordagem, o que pode complicar a compreensão do assunto.

Entretanto, todas as classificações propostas baseiam-se em características comuns às diversas moléculas de lipídios existentes na natureza, sendo apenas uma forma didática de agrupá-las.

Assim sendo, vamos agrupar os lipídios em dois grandes grupos para melhor entendê-los: aqueles que possuem ÁCIDOS GRAXOS em sua composição e aqueles que não possuem.

Os lipídios com ácidos graxos em sua composição são saponificáveis, pois reagem com bases formando sabões. São as biomoléculas mais energéticas, fornecendo acetil-coA para o ciclo de Krebs.

1) Acilgliceróis (glicerídeos): compostos por 1 a 3 moléculas de ácidos graxos esterificado ao glicerol, formando mono, di ou tri-acil-gliceróis (mono, di ou triglicerídeos.

2) Ceras: ácidos graxos de 16 a 30C e álcool mono-hidroxílico de 18 a 30C.

3) Fosfolipídios: ácidos graxos + fosfato

4) Esfingolipídios: ácido graxo + esfingosina

5) Glicolipídios: ácido graxo + glicerol + açúcar

Os lipídios que não contêm ácidos graxos não são saponificáveis. As vitaminas lipossolúveis e o colesterol são os principais representantes destes lipídios que não energéticos, porém desempenham funções fundamentais no metabolismo.

1) Terpenos: possuem unidades isoprenóides como unidades básicas. As vitaminas E e K são os representantes mais importantes, além de vários óleos aromáticos de vegetais.

2) Esteróides: o núcleo ciclo-pentano-per-hidro-fenantreno é a estrutura básica. O colesterol (e seus derivados) e a vitamina D são os mais importantes representantes deste grupo.

3) Carotenóides: um tipo de terpeno, geralmente álcool (Figura 5-4). A vitamina A é o representante mais importante deste tipo de lipídio.

4) Prostaglandinas, tromboxanas e leucotrienos: são eicosanóides derivados do ácido aracdônico.

FUNÇÕES

Os lipídios possuem funções importantíssimas para o metabolismo celular tanto de eucariotas como procariotas, podendo-se relacionar como principais as seguintes.

* Componentes das membranas celulares, juntamente com as proteínas (fosfolipídios e colesterol);
* Composto bioquímico mais calórico em animais e sementes oleaginosas sendo a principal forma de armazenamento (tri-acil-glicerois) e geração de energia metabólica através da ß-oxidação de ácidos graxos;
* Componentes de sistema de transporte de elétrons no interior da membrana mitocondrial (umbiquinona);
* Formam uma película protetora (isolante térmico) sobre a epiderme de muitos animais (tecido adiposo);
* Funções especializadas como hormônios e vitaminas lipossolúveis.
* São vários os usos dos lipídios, seja na alimentação (óleos de grãos, margarina, manteiga, maionese), seja como produtos manufaturados (sabões, resinas, cosméticos, lubrificantes).

Várias pesquisas nacionais recentes indicam os lipídios como importantes combustíveis alternativos, como é o caso do óleo vegetal trans-esterificado que corresponde a uma mistura de ácidos graxos vegetais tratados com etanol e ácido sulfúrico que substitui o óleo diesel, não sendo preciso nenhuma modificação do motor, além de ser muito menos poluente e isento de enxofre.

Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/2539/1/LIPIDIOS/Paacutegina1.html


DOENÇAS CAUSADAS POR CARÊNCIA DE VITAMINAS [Resumo]

DOENÇAS CAUSADAS POR CARÊNCIA DE VITAMINAS


São substâncias de natureza química variável e que apresentam várias funções e classificam-se de acordo com a solubilidade em hidrossolúveis e lipossolúveis.

As primeiras quando ingeridas em altas doses não provocam distúrbios já que seu excesso é eliminado na urina.


As lipossolúveis já são metabolizadas no fígado e quando ingeridas em altas doses ficam retidas no organismo podendo causar distúrbios.

Vitaminas Lipossolúveis


NOME

CARÊNCIA

A

Axeroftol

Xeroftalmia, cegueira noturna

D

Calciferol

Raquitismo em criança

E

Tocoferol

Esterilidade

K

Filoquinona

Hemorragia

Vitaminas Hidrossolúveis

NOME

CARÊNCIA

B1

Tiamina

Beribéri

B2

Riboflavina

Distúrbios no crescimento

B6

Piridoxina

Acrodinia

B12

Cobalamina

Anemia

H

Biotina

Dermatite

P

Rutina

Fragilidade capilar

PP

Niacina

Pelagra

C

Ácido

Ascórbico Escorbuto


Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/819/1/DOENCAS-CAUSADAS-POR-CARENCIA-DE-VITAMINAS/Paacutegina1.html

METABOLISMO DOS LIPÍDIOS [novidade]

Essa novidade encontrei na Web:

METABOLISMO DOS LIPÍDIOS

Apesar da identificação de uma lipase lingual secretada pelas células da base da língua, não há a digestão salivar dos lipídios devido a não haver um refluxo para a boca. Dessa forma, a identificação de uma lipase gástrica provavelmente corresponde àquela secretada pela língua.

Porém, o PH extremamente ácido do estômago não possibilita a ação integral desta lipase gástrica, diminuindo a velocidade de sua ação enzimática, havendo apenas a quebra de algumas ligações de ésteres de ácidos graxos de cadeia curta.

Em crianças lactentes, entretanto, o pH gástrico aproxima-se bastante da neutralidade o que indica que a lipase gástrica pode ter ação na digestão das gorduras do leite. Esmo assim, esta digestão não é eficiente devido às gorduras não estarem emulsificadas, o que dificulta a ação desta enzima hidrolítica.

A ação gástrica na digestão dos lipídios, portanto, está relacionada com os movimentos peristálticos do estômago, produzindo uma emulsificação dos lipídios, dispersando-os de maneira equivalente pelo bolo alimentar.

A chegada do bolo alimentar acidificado no duodeno induz a liberação hormônio digestivo colecistocinina (um peptídeo de 33 aminoácidos, também denominado pancreozimina) que, por sua vez, promove a contração da vesícula biliar, liberando a bile para o duodeno.

Os ácidos biliares são derivados do colesterol e sintetizados no fígado.

São denominados primários (ácido cólico, taurocólico, glicocólico, quenodesoxicólico e seus derivados) quando excretados no duodeno, sendo convertidos em secundários (desoxicólico e litocólico) por ação das bactérias intestinais. A bile, ainda, excreta o colesterol sanguíneo em excesso, juntamente com a bilirrubina (produto final da degradação da hemoglobina).

A colecistocinina possui, ainda, função de estímulo do pâncreas para a liberação do suco pancreático, juntamente com outro hormônio liberado pelo duodeno, a secretina. O suco pancreático possui várias enzimas digestivas (principalmente proteases e carboidratases) sendo a lipase pancreática a responsável pela hidrólise das ligações ésteres dos lipídios liberando grandes quantidades de colesterol, ácidos graxos, glicerol e algumas moléculas de mono-acil-gliceróis.

Os lipídios livres são, então, emulsificados pelos sais biliares em micelas e absorvidos pela mucosa intestinal que promove a liberação da porção polar hidrófila (sais biliares) para a circulação porta hepática e um processo de ressíntese dos lipídios absorvidos com a formação de novas moléculas de tri-acil-gliceróis e ésteres de colesterol, que são adicionados de uma proteína (apo-proteína 48, ou apo-48) formando a lipoproteína quilimíocron, que é absorvida pelo duto linfático abdominal, seguindo para o duto linfático torácico e liberada na circulação sangüínea ao nível da veia jugular.

fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/2540/1/METABOLISMO-DOS-LIPIDIOS/Paacutegina1.html

DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS E VÍRUS [Resumo]

Mais um resumo encontrado na net:



DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS E VÍRUS

Bactérias são sensíveis aos antibióticos, estes quando usados sob prescrição médica, constituem uma excelente arma contra doenças bacterianas. Essas doenças são transmitidas por gotículas de saliva (tuberculose, lepra, difteria, coqueluche), por contato com alimento ou objeto contaminado (disenteria bacilar, tétano, tracoma) ou por contato sexual (gonorréia, sífilis).

1-Tuberculose- É causada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis), atacando os pulmões. O tratamento é frito com antibióticos e as medidas preventivas incluem vacinação das crianças com BCG, abreugrafias periódicas e melhoria dos padrões de vida das populações mais pobres.

Lepra ou hanseníase

É transmitida pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae) e causa lesões na pele e nas mucosas. Quando o tratamento é feito a tempo a recuperação é total.

Difteria

Doença muitas vezes fatal causada pelo bacilo diftérico, que ataca principalmente crianças. Produz dor de garganta, febre e fraqueza. O tratamento deve ser feito o mais rápido possível. A vacina antidiftérica está associada à antitetânica e à antipertussis (contra coqueluche) na forma de vacina tríplice.

Coqueluche

Doença que ataca crianças, produzindo uma tosse seca característica, causada pela bactéria Bordetela pertussis. O tratamento consiste em repouso, boa alimentação e, se o médico achar necessário, antibióticos e sedativos para tosse.

Tétano

É produzido pelo bacilo do tétano (Clostridium tetani), que pode penetrar no organismo por ferimentos na pele ou pelo cordão umbilical do recém nascido quando este é cortado por instrumentos não esterilizados. É uma doença perigosa, que pode levar o indivíduo à morte, sendo por isso obrigatória a vacinação. Cuidados médicos em casos de ferimentos profundos são essenciais. Pode ser necessária a aplicação do soro antitetânico.

Tracoma

É uma inflamação da conjuntiva e da córnea que pode levar à cegueira. A doença é causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, de estrutura muito simples, semelhante a um vírus, e a transmissão se dá por contato com objetos contaminados. A profilaxia inclui uma boa higiene pessoal e o tratamento é feito com sulfas e antibióticos.

Disenterias bacterianas

Constituem a principal causa de mortalidade infantil nos países subdesenvolvidos, onde as classes mais pobres vivem em péssimas condições sanitárias e de moradia. São causadas por diversas bactérias como a Shigella e a Salmonella, e pelos bacilos patogênicos.

Essas doenças são transmitidas pela ingestão de água e alimentos contaminados, exigindo todas pronto atendimento médico. Sua profilaxia só pode ser feita através de medidas de saneamento e melhoria das condições sócio-econômica das camadas menos favorecidas da população.

Gonorréia ou blenorragia

É causada por uma bactéria, o Gonococo (Neisseria gonorrheage), transmitida por contato sexual. Provoca ardência, corrimentos pela uretra. Seu tratamento deve ser feito sob orientação médica pois exige o emprego de antibióticos.

Sífilis

É provocada pela bactéria Treponema pallidium, que também é transmitida pelo contato sexual. Um sinal característico da doença é o aparecimento, próximo aos órgãos sexuais, de uma ferida de bordas endurecidas, indolor, o "cancro duro", que regride mesmo sem tratamento. Entretanto, essa regressão não significa que o indivíduo esteja curado, sendo absolutamente necessários diagnósticos e tratamento médicos, pois a doença tem sérias conseqüências, atacando diversos órgãos do corpo, inclusive o sistema nervoso.

Meningite meningocócita

É uma infecção das meninges. É causada pelo meningoccoco, os sintomas são febre alta, náuseas, vômitos e rigidez dos músculos da nuca. O doente deve ser hospitalizado imediatamente e submetido a tratamento por antibióticos, pois a doença pode ser fatal. É transmitida por espirro, tosse ou fala, sendo importante a notificação à escola caso uma criança contraia.

Doenças causadas por vírus:

A maioria das viroses ocorre na infância e são de cura espontânea. As principais são:

Gripe e resfriado comum

Embora causados por vírus diferentes, seus sintomas são semelhantes: coriza, obstrução nasal, tosse e espirro; a febre geralmente só aparece nos casos de gripe.

Ambas as doenças são transmitidas por gotículas eliminadas pelas vias respiratórias. Recomenda-se apenas repouso, boa alimentação, ingestão de uma grande quantidade de líquidos e se necessário, antitérmicos e descongestionantes. Se os sintomas persistirem, por mais de uma semana é necessário consultar um médico.



Sarampo, catapora, rubéola e caxumba

Estas doenças também são transmitidas por saliva, gotículas eliminadas pela tosse por exemplo, atacando geralmente crianças.

O doente deve ficar de cama, em isolamento e receber boa alimentação. Deve ficar também sob orientação médica, para ser atendido prontamente no caso de infecções bacterianas. A rubéola é perigosa quando contraída por mulheres grávidas, pois o vírus pode provocar anomalias no embrião (catarata, surdo - mudez e doenças cardíacas, entre outras).

Poliomielite

Embora na maioria das pessoas essa virose cause apenas febre, mal estar, em alguns indivíduos, ela pode atacar o sistema nervoso, provocando paralisia. Uma vez instalada a doença, não há um procedimento específico para curá-la, sendo feito apenas um tratamento fisioterápico nos casos em que ocorre a paralisia, visando melhorar a condição muscular. Assim sendo, para evitar tal doença, é muito importante que os pais vacinem os seus filhos na época recomendada pelo médico.

Febre Amarela

É causada por um vírus transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, provocando febre, vômito e lesões no fígado. A profilaxia é feita através do combate ao mosquito e da vacinação.

Raiva ou hidrofobia

Essa doença, quase sempre fatal, ataca o sistema nervoso. É transmitida por animais domésticos, principalmente o cão, sendo por isso obrigatória a vacinação e o recolhimento dos animais soltos na rua.

Quando uma pessoa é mordida por qualquer animal, deve lavar várias vezes o local da ferida com água e sabão e aplicar um desinfetante.

Se houver suspeita que o animal está raivoso, procurar urgentemente o hospital mais próximo o soro e vacina anti-rábicos. Deve-se também exigir que o proprietário apresente o atestado de vacinação do animal.

Hepatite a Vírus

É uma inflamação do fígado que pode ser causada também por outros parasitas ou substâncias químicas. A transmissão ocorre por água e alimento contaminados, principalmente quando há falta de instalações sanitárias adequadas, por transfusões de sangue contaminadas, por seringas e agulhas de injeção mal esterilizadas. A evolução costuma ser benigna, mas a presença do médico é necessária e o doente deve ficar isolado, em repouso com boa alimentação.

Dengue

Também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Os principais sintomas são: febre alta durante 3 dias, dores no corpo e nos olhos, cansaço e falta de apetite, podendo haver também erupções na pele semelhante ao sarampo. A dengue não tem tratamento específico, o doente deve ficar de repouso, ingerir muitos líquidos e tomar medicamentos para a dor e febre (que não contenham Ácido Acetil Salicílico) A prevenção é a mesma para a febre amarela.

Quem já teve dengue, mesmo que de forma assintomática, ou é portador de doenças crônicas, como diabete, a artrite reumatóide ou o lupus, está sujeito a contrair a Dengue Hemorrágica, Ela é causado por outro vírus e começa como a dengue, porém depois que a fase febril acaba, os sintomas se agravam, ocorrendo queda da pressão arterial, hemorragias na pele, intestino e gengivas, ocorre o aumento do tamanho do fígado. Caso não haja assistência médica, a doença pode levar o paciente à morte em 10% dos casos

AIDS

A síndrome da imunodeficiência adquirida é causada pelo vírus HIV ou vírus da imunodeficiência humana, que ataca células do sistema imunológico, responsável pelo reconhecimento e combate dos agentes estranhos (bactérias, vírus, etc.) que invadem o organismo.

A principal célula atacada é o linfócito T4. Devido a deficiência do sistema imunológico, os aidéticos, estão sujeitos a infecções por germes chamados oportunistas, que não causam problemas às pessoas com saúde normal.

Além disso, são mais propensos a desenvolver alguns tipos raros de câncer como o sarcoma de Kaposi. Essas infecções terminam por debilitar a saúde do paciente e até mesmo levá-lo a morte. Ainda não há cura ou vacina para a AIDS. Nem todas as pessoas que contraem o vírus HIV, desenvolvem a doença, ela pode aparecer de forma assintomática.

Contudo, o portador assintomático pode transmitir a doença para outras pessoas através do contato por sangue, sêmen ou secreções vaginais. Isso ocorre pelo ato sexual, pela recepção de sangue contaminado, pelo uso de seringas ou agulhas contaminadas, de mãe para filho durante a vida uterina ou na hora do parto, ou ainda por transplante de órgãos.

Para evitar o contágio, deve se usar a camisinha, não utilizar seringas ou agulhas não esterilizadas e, se precisar de sangue ou fatores do plasma, certifique-se que procede de bancos de sangue que fazem o teste da AIDS. O grupo de risco inclui: homossexuais, bissexuais, usuários de drogas injetáveis e pessoas que necessitam de transfusões de sangue ou fatores do plasma, como os hemofílicos.

Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/1181/1/DOENCAS-CAUSADAS-POR-BACTERIAS-E-VIRUS/Paacutegina1.html

DENGUE - GUERRA AO MOSQUITO DA DENGUE


DENGUE - GUERRA AO MOSQUITO DA DENGUE


Algumas informações importantes sobre a dengue

Febre, dor de cabeça, dores musculares, nos ossos e articulações, tonteira, prostração, vômitos, náusea, coceira – sintomas comuns a várias viroses, mas que neste momento acendem a suspeita de dengue entre os moradores do Rio de Janeiro. Não é para menos – em apenas três meses, já são quase 30 mil casos na cidade do Rio e um total de 53 mil em todo o estado este ano. Diante desse quadro, é fundamental entender o que é a dengue e saber o que fazer, seja como prevenção ou como tratamento.

Os tipos de vírus – A dengue é causada por uma linhagem de vírus que apresenta quatro tipos – Den-1, Den-2, Den-3 e Den-4. O tipo 1 provocou a primeira epidemia da doença no Rio de Janeiro, em 1986. Os tipos 2 e 3 entraram na cidade em 1990 e 2001, respectivamente. No Brasil, o tipo 4 foi detectado somente em Manaus, Amazonas, sem causar problemas, pelo menos por enquanto, no restante do país. O vírus da dengue é transmitido aos seres humanos pelo mosquito Aedes aegypti.

Reintrodução – De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde da SMS, Meri Baran, os casos de dengue no Rio de Janeiro em 2008 se devem à reintrodução na cidade do vírus do tipo 2. Isso pode explicar porque tantas crianças estão sendo afetadas, e com gravidade, desta vez: elas não estão imunizadas contra esse tipo, uma vez que não haviam nascido quando ele atacou na década de 1990.

Reinfecção – Por outro lado, muitas dessas crianças tiveram dengue do tipo 3, cuja epidemia atingiu pelo menos 120 mil pessoas em todo o estado do Rio de Janeiro em 2002. O problema é que a pessoa fica imune somente ao tipo do vírus pelo qual foi infectada, e ao ser infectada por um dos outros três tipos, pode desenvolver um quadro muito mais grave da doença. Por isso, crianças e adultos atingidos pelo Den-3 em 2002 correm risco maior agora, assim como os adultos que tiveram o Den-1 na década de 1980.

Evolução – Na maioria dos casos de dengue simples, o paciente se recupera em no máximo dez dias após o aparecimento dos sintomas. Além disso, entre 20% e 50% das pessoas infectadas não apresentam sintomas ou desenvolvem uma forma tão branda da doença que nem sabem que tiveram dengue. Porém, por ficarem imunizadas contra o tipo de vírus que tiveram, elas também correm maior risco numa segunda infecção.

De olho na temperatura – A forma grave da doença é conhecida como dengue hemorrágica e pode levar à morte. Qualquer um dos quatro tipos de vírus pode provocar a dengue hemorrágica. Um dos sintomas dessa forma grave é a queda de temperatura. Por isso, o fim da febre nem sempre é bom sinal. Quando a temperatura cai, deve-se ficar atento aos outros sintomas e, se a pessoa não melhorar logo, procurar atendimento médico imediato. Uma vez em choque, o paciente pode morrer em 12 a 24 horas.

Tratamento – A forma de tratar a dengue é a hidratação. Em casos brandos, muita água, soro caseiro, água de coco e sucos ajudam, além do repouso. Mas em muito casos e, sobretudo para as crianças, a hidratação com soro na veia é indispensável. “Criança com sintoma de dengue tem que ter ajuda médica logo, antes que a situação se complique”, alerta Meri Baran.

Cuidado com medicamentos – Não se deve, em nenhuma hipótese, tomar ácido acetil-salicílico (AAS) e seus derivados, como Melhoral e Aspirina, contra a dengue. Essa substância reduz o número de plaquetas no organismo. As plaquetas têm a função de coagular o sangue, ou seja, de estancar hemorragias. Também não se deve tomar dipirona, cujo nome comercial mais conhecido é Novalgina, porque esse medicamento pode causar queda de pressão e agravar ou mascarar os sintomas da dengue. Na dúvida, procure um médico.


Combate à dengue

A dengue, velha inimiga dos cariocas, voltou com força à cidade neste verão de 2008. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro divulgados em 27 de março, já foram registrados 29.889 casos de dengue na cidade do Rio este ano, com 31 mortes. E desta vez a doença apresenta duas novidades – está atacando mais as crianças e está atingindo níveis de letalidade, ou seja, de óbitos pelo número de pessoas infectadas, muito maior do que antes.

Não há medicamentos nem vacina contra a dengue. O melhor meio de combatê-la é unindo boa informação e ações de prevenção e auto-proteção. Todos têm o dever de colaborar na destruição dos focos do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, que se reproduz em locais de água parada, principalmente nas áreas urbanas. Mas é preciso também se proteger, e às crianças, com algumas medidas básicas, como não deixar a pele exposta nos horários de maior atividade do mosquito.

Já quem está com suspeita de dengue deve se hidratar, tomando muita água, sucos e água de coco, e procurar atendimento médico. Para as crianças, deve-se buscar ajuda médica imediatamente, sem descuidar da hidratação. Muitas vezes, o soro na veia é indispensável.

A superintendente de Vigilância em Saúde da SMS, Meri Baran, e o coordenador de Controle de Vetores da SMS, Mauro Blanco Brandolini, falaram ao PORTAL MULTIRIO sobre o assunto.


Guerra ao mosquito da dengue

Combater a dengue neste momento é sinônimo de combater seu principal transmissor, o mosquito Aedes aegypti. Ele gosta de viver nas cidades, onde encontra boas condições para proliferar.

Reproduz-se em qualquer lugar onde haja água parada, de preferência limpa. Por isso, é ficar atento a latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d'água descobertas, pratos sob vasos de plantas ou qualquer outro objeto que possa armazenar água de chuva, mesmo que seja uma tampinha de refrigerante.

Reprodução – Uma fêmea de Aedes aegypti

Virar e esfregar – Assim, não basta virar os recipientes que acumulam água. É preciso esfregá-los com esponja ou outro utensílio que retire os ovos que podem estar depositados ali. Se a fêmea do mosquito estava infectada por vírus da dengue, a probabilidade de que os filhotes já nasçam com o vírus é grande, o que contribui para que a doença se alastre com facilidade.

Telefone – Lixo acumulado, carros abandonados, caixas d'água descobertas, piscinas e construções abandonadas podem se tornar grandes focos do mosquito, e são, atualmente, uma grande dificuldade para o controle do problema. Pelo Tele-Dengue – (21) 2575-0007, qualquer cidadão pode denunciar à Secretaria de Saúde a existência de possíveis focos do mosquito. “No caso de imóveis fechados, temos conseguido localizar os proprietários por meio do cadastro do IPTU. Eles são então convocados para fazer a vistoria com os agentes de combate ao mosquito”, explica Meri Baran, superintendente de Vigilância em Saúde da SMS.

Criadouros – Nos locais com grandes espelhos d'água, como lagos, é útil introduzir peixes larvófagos, ou seja, que comem as larvas do mosquito, como os populares peixes barrigudinhos. Mas, segundo Mauro Blanco, aproximadamente 80% dos criadouros do Aedes aegypti se encontram dentro das residências. Daí a necessidade de que a população se conscientize e participe do esforço contra o mosquito. “A vistoria diária, em nossas residências, no ambiente de trabalho e nas áreas comuns dos condomínios deve ser rotina”, preconiza a SMS.

Fumacê – Muita gente espera que seja usado o fumacê – carro que faz aspersão de inseticida pelas ruas. Mas essa não é uma medida muito eficiente, de acordo com Mauro Blanco, porque o mosquito da dengue costuma ficar dentro das residências, embaixo de mesas, cadeiras e outros móveis, não sendo atingido pelo inseticida. Além disso, o fumacê mata apenas a forma adulta do mosquito, sem afetar os ovos e as larvas. Mata também os predadores naturais do mosquito, como passarinhos, aranhas e besouros, podendo causar desequilíbrio ambiental. Daí que o uso do fumacê não é desejável e se dá apenas sob normas técnicas rigorosas.

Proteção pessoal – Na situação atual, não se pode abrir mão também da proteção contra a picada do mosquito. Evitar deixar áreas da pele expostas, principalmente os membros inferiores (pernas e pés), usar repelente, colocar telas de proteção nas janelas e portas das residências são algumas das recomendações dos especialistas. Velas de citronela, inseticidas caseiros indicados contra o mosquito, incenso, roupas brancas podem ajudar, mas não resolvem o problema.

Crianças – Atenção especial deve ser dada às crianças. Elas não devem brincar em locais próximos a terrenos baldios ou lixo, onde possa haver criadouros do mosquito. Na hora da escola, calças compridas, meias (de preferência brancas) e sapatos fechados são uma importante forma de proteção, além do uso do repelente conforme as indicações da embalagem.

coloca de 150 a 200 ovos de cada vez, sempre a poucos milimetros da água. O coordenador de Controle de Vetores da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS), Mauro Blanco Brandolini, alerta que os ovos podem sobreviver em locais secos por até 400 dias. Uma vez em contato com a água, no entanto, eles levam apenas 30 minutos para eclodir e passar à segunda fase de desenvolvimento – a larva.
Roteiro de vistoria para residências, locais de trabalho e condomínios


Fique de olho nos locais onde o mosquito da dengue pode se reproduzir e repasse essas informações para seus amigos, vizinhos e síndicos de prédios:

Canaletas de estacionamento – mantê-las desobstruídas e, se não for possível no momento, tratar semanalmente com insumo alternativo, como por exemplo a água sanitária.

Poço de elevador – eliminar toda a água porventura existente.

Calhas para escoamento de água da chuva – mantê-las desobstruídas.

Poço de água servida – mantê-lo bem tampado.

Piscinas – mantê-las tratadas com cloro.

Caixas d’água e cisternas – mantê-las bem tampadas.

Entulhos diversos – se não for possível eliminá-los, mantê-los abrigados da chuva.

Vasos com plantas – manter os pratinhos com terra ou areia até a borda, de forma a não haver acúmulo de água.

Bromélias – regá-las com uma solução de uma colher de chá de água sanitária diluída em um litro d’água.

Chafarizes, fontes e lagos – povoá-los com peixes larvófagos, como por exemplo o guppy, o acará-bandeira etc.

Ralos internos – substituí-los, se for o caso, por ralos com grelha rotativa, mantendo-o aberto apenas quando necessário.

Ralos externos, bueiros e caixas de passagem – substituir os ralos, se for o caso, conforme recomendação acima, e realizar telagem com trama fina e resistente nos bueiros e caixas de passagem.

Brinquedos – mantê-los em local protegido da chuva e, se isso não for possível, furar o fundo dos que possam acumular água.

Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/2773/1/DENGUE---GUERRA-AO-MOSQUITO-DA-DENGUE/Paacutegina1.html


Algas Marinhas: Polêmica na classificação






O termo Alga engloba diversos grupos de vegetais fotossintetizantes, pertencentes a reinos distintos, mas tendo em comum o fato de serem desprovidos de raízes, caules, folhas, flores e frutos. São plantas avasculares, ou seja, não possuem mecanismos específicos de transporte e circulação de fluidos, água, sais minerais, e outros nutrientes, como ocorre com as plantas mais evoluídas. Não possuem seiva. São portanto, organismos com estrutura e organização simples e primitiva. As algas podem ser divididas didaticamente em dois grandes grupos: microalgas e macroalgas.

As microalgas são vegetais unicelulares, algumas delas com algumas características das bactérias, como é o caso das cianofíceas ou algas azuis, as quais têm núcleos celulares indiferenciados e sem membranas (carioteca). A maioria delas tem flagelos móveis, os quais favorecem o deslocamento.

Ampliar
Existem vários grupos taxonômicos de microalgas marinhas, no entanto, as principais são as diatomaceas e os dinoflagelados. Estes são os principais componentes do fitoplâncton marinho, ou plâncton vegetal. Estas microalgas se desenvolvem na água do mar apenas na região onde há a penetração de luz (zona fótica), ou seja, basicamente até os 200 metros de profundidade. São responsáveis pela bioluminescência observada ao se caminhar na areia das praias durante a noite. As marés vermelhas, na verdade são explosões populacionais de certos tipos de algas (dinoflagelados), as quais mudam a coloração da água. Estas algas liberam toxinas perigosas inclusive para o ser humano.

As algas marinhas são o verdadeiro pulmão do mundo, uma vez que produzem mais oxigênio pela fotossíntese do que precisam na respiração, e o excesso é liberado para o ambiente. A Amazônia libera muito menos oxigênio para a atmosfera em termos mundiais, pois a maior parte do gás produzido é consumido na própria floresta.

As microalgas pertencentes ao fitoplâncton marinho são basicamente as algas azuis, algas verdes, euglenofíceas, pirrofíceas, crisofíceas, dinoflagelados e diatomaceas. A classificação destes grupos é bastante problemática devido ao fato de apresentarem características tanto de animais como de vegetais.

As macroalgas marinhas são mais populares por serem maiores e visíveis a olho nu. As várias centenas de espécies existentes nos mares, ocorrem principalmente fixas às rochas, podendo no entanto crescer na areia, cascos de tartarugas, recifes de coral, raízes de mangue, cascos de barcos, pilares de portos, mas sempre em ambientes com a presença de luz e nutrientes. São muito abundantes na zona entre-marés, onde formam densas faixas nos costões rochosos. Estas algas são representadas pelas algas verdes, pardas e vermelhas, podendo apresentar formas muito variadas (foliáceas, arborescentes, filamentosas, ramificadas, etc). As laminarias (Kelp beds) são algas verdes gigantes que podem, chegar a várias dezenas de metros de comprimento). Todas estas macroalgas mantém uma fauna bastante diversificada, a qual vive protegida entre seus filamentos. Esta fauna habitante das algas é chamada de Fital.

As algas marinhas têm uma função primordial no ciclo da vida do ambiente marinho. São chamados organismos produtores, pois produzem tecidos vivos a partir da fotossíntese. Fazem parte do primeiro nível da cadeia alimentar e por isso sustentam todos os animais herbívoros. Estes sustentam os carnívoros e assim por diante. Portanto, as características mais importantes das algas são: consumem gás carbônico para fazer fotossíntese, produzem oxigênio para a respiração de toda a fauna, são utilizadas como alimento pelos animais herbívoros (peixes, caranguejos, moluscos, etc), filtradores (ascídias, esponjas, moluscos, crustáceos), e animais do plâncton (zooplâncton). São um grupo muito diverso, contribuindo significativamente para elevar a biodiversidade marinha.

Fonte: http://www.algosobre.com.br/biologia/algas-marinhas.html

Segundo A Wikipédia


As algas compreendem vários grupos de seres vivos aquáticos e autotróficos, ou seja, que produzem a energia necessária ao seu metabolismo através da fotossíntese. A maior parte das espécies de algas são unicelulares e, mesmo as mais complexas – algumas com tecidosraízes, caules ou folhas. diferenciados – não possuem verdadeiras

Embora tenham, durante muito tempo, sido consideradas como plantas, apenas as algas verdes têm uma relação evolutiva com as plantas "superiores"; os restantes grupos de algas representam linhas independentes de desenvolvimento evolutivo, paralelo às que levaram às plantas superiores.

A disciplina da biologia que estuda as algas é a ficologia ou algologia, tradicionalmente uma especialização da botânica.

Relações evolutivas entre os diferentes grupos de algas


"Algas" Procarióticas (do Reino Monera ou Bacteria)

As "algas azuis" ou cianofíceas, modernamente classificadas Cyanobacteria como uma divisão dentro do domínio Eubacteria ou "verdadeiras" bactérias (ou reino Monera) foram dos primeiros seres vivos a aparecerem na Terra, com o mais antigo fóssil datado em 3.800 milhões de anos (Pré-Câmbrico) e acredita-se que tenham tido um papel preponderante na formação do oxigénio da atmosfera.

Estes organismos têm uma estrutura procariótica, sem uma verdadeira membrana nuclear e com os pigmentos fotossintéticos dispersos no citoplasma.

Algas Eucarióticas (algumas do Reino Protista e outras do Reino Plantae)

Todos os restantes grupos de algas são eucarióticos (com uma verdadeira membrana nuclear) e realizam a fotossíntese usando organelas chamadas cloroplastos. Os cloroplastos contêm DNA e têm uma estrutura semelhante às cianobactérias – pensa-se que evoluíram a partir de uma alga mais "primitiva" que era endossimbionte.

Grupo

Pigmentos fotossintetizantes

Substância de reserva

Euglenófitas

Clorofilas A e B

Paramilo

Pirrófitas (Dinoflagelados)

Clorofilas A e C

Óleo e amido

Feófitas (algas pardas)

Clorofilas A e C

Laminarina e manitol

Rodófitas (algas vermelhas)

Clorofilas A e D

Amido da florídeas

Clorófitas (algas verdes)

Clorofilas A e B

Amido


Há diferentes tipos de cloroplastos, que podem refletir diferentes eventos endosimbióticos. Existem três grupos de organismos que têm cloroplastos "primários":

Nestes grupos, o cloroplasto é rodeado por duas membranas que se pensa terem origem na cianobactéria endossimbionte. Os glaucófitos possuem cloroplastos muito primitivos (denominados "cianelos"), muito semelhantes aos das cianobactérias e mantendo ainda a camada de peptidoglicano entre as duas membranas. Os cloroplastos das algas vermelhas têm uma pigmentação mais próxima das cianobactérias atuais. As algas verdes e as plantas "superiores" têm cloroplastos com clorofilas a e b, esta última encontrada em algumas cianobactérias, mas não na maioria. Estes fatos indicam que provavelmente estes três grupos de plantas têm origem num antepassado comum – uma espécie de alga com uma cianobactéria endossimbionte.

Há dois outros grupos de organismos com clorofila b – as Euglenophyta e as Chlorarachniophyta – mas nestes grupos, os cloroplastos são rodeados, respectivamente, por três e por quatro membranas, que se pensa serem provenientes do próprio ensossimbionte. Os cloroplastos dos Chlorarachniophyta contêm um nucleomorfo reduzido, que poderia ser um resíduo do núcleo do endossimbionte, o que indica que provavelmente são originários de uma alga eucarionte que já possuía cloroplastos. Há uma teoria segundo a qual os cloroplastos da Euglena têm apenas três membranas por terem sido adquiridos por mizocitose em vez de fagocitose.

Os restantes grupos de algas todos têm cloroplastos com clorofilas a e c – que não são conhecidas em nenhum procarionte, nem nos cloroplastos primários. No entanto, algumas semelhanças genéticas entre estes grupos e as algas vermelhas sugerem que existem relações evolutivas entre todos. São os seguintes estes grupos:

Nos primeiros três destes grupos (também conhecidos pelo nome Chromista), o cloroplasto possui quatro membranas e, no grupo Cryptomonadina mantém o nucleomorfo. O cloroplasto do dinoflagelado típico possui apenas três membranas, mas este grupo apresenta considerável variabilidade nos cloroplastos. O grupo Apicomplexa, a que pertence o plasmódio da malária, e que é relacionado com os dinoflagelados (de acordo com o projeto Árvore Evolutiva, estes seres encontram-se agrupados nos Alveolata), não possui cloroplastos típicos, mas sim plastídeos.

As "algas verdes" são modernamente agrupadas em duas linhagens dentro do reino Plantae (ou Viridaeplantae):

Formas de organização das algas

A organização de algas também é chamada de talo. A maior parte das algas são seres unicelulares, vivendo livres na água e movendo-se com o auxílio de flagelos ou por movimento amebóide. Algumas espécies não têm movimento próprio e ocorrem no meio ambiente quer na forma cocóide (de coccus, o tipo mais simples de bactéria), quer na forma capsóide, cobertas de mucilagem. No entanto, mesmo as algas unicelulares se agrupam por vezes em formas coloniais, móveis ou não. Alguns destes tipos de organização, que podem ocorrer ao longo do ciclo de vida duma espécie, são:

  • Colônia simples – pequenos grupos de células móveis (exemplo: Volvox)
  • Colônia palmelóide – grupo de células sem mobilidade embebidas em mucilagem
  • Filamento – uma fiada de células unidas, quer pelas paredes celulares, quer por mucilagem; por vezes ramificados
  • Colônia parenquimatosa – grandes grupos de células formando um pseudo-talo, por vezes com diferenciação parcial de tecidos.

As algas castanhas, vermelhas e alguns grupos de algas verdes apresentam indivíduos com tecidos totalmente diferenciados em órgãos parcialmente equivalentes aos das plantas "superiores". O corpo do indivíduo é chamado talo e em muitos casos apresenta um estipe, parecido com um caule, mas sem tecidos vasculares, um órgão de fixação que se pode assemelhar a uma raiz, e lâminas foliares, parecidas com verdadeiras folhas.

As formas mais complexas encontram-se na ordem Charales, que aparentemente são os parentes mais próximos das plantas superiores.

Ecologia das algas

As algas têm um importantíssimo papel na biosfera – aliás, sempre tiveram, basta recordar que foram elas as primeiras produtoras de oxigênio no nosso planeta. No presente, elas são as responsáveis pela maior parte da produção nos ecossistemas aquáticos: como produtores primários, elas formam a base da cadeia alimentar desses ecossistemas.

As macroalgas marinhas, ou seja, as que têm dimensões maiores que as do fitoplâncton, como as algas verdes, vermelhas e castanhas, podem, por vezes colonizar grandes porções do substrato, fornecendo refúgio, alimento e mesmo substrato secundário a uma grande variedade de organismos, tornando-se num micro-habitat específico dentro dum ecossistema maior.

Algumas algas são excelentes indicadores de determinados problemas ecológicos. Por exemplo, quando se vê um tapete de alfaces-do-mar ou de algas azuis numa zona, isso é normalmente indicador de poluição por excesso de efluentes nitrogenados.

Por vezes, as algas planctônicas multiplicam-se demasiado – normalmente em condições de temperatura ótica e de nutrientes abundantes – formando o que se chama "flor-da-água". Este fenômeno pode ser uma indicação de poluição, como indicado acima, e pode levar à destruição da biodiversidade duma massa de água (lago, estuário), uma vez que as algas que morrem são decompostas, levando à diminuição do oxigênio na água. Mas pode também ser um fenômeno natural, que desaparece quando a temperatura muda e quando os nutrientes são esgotados pelas algas; nesse caso, a população planctônica normalmente regressa aos níveis normais.

Um fenômeno semelhante, mas mais grave acontece quando, associadas à poluição, o grande acúmulo de nutrientes provoca um aumento desenfreado das algas Pirrofíceas (Alga Cor-de-Fogo), formando o que se chama maré vermelha. Nesta situação, estes organismos produzem toxinas avermelhadas e podem provocar a morte de uma grande quantidade de peixes e mesmo de aves ou outros animais que deles se alimentam.

Importância das algas para o homem

Além da importância ecológica das algas, elas apresentam grande participação em atividades industriais e econômicas para o homem. São utilizadas como matéria-prima para a produção de espessantes (a partir das Feofíceas, produz-se a algina, utilizado na indústria alimentar e de cosméticos);
na produção de medicamentos e indústria farmacêutica, para produção de meio-de-cultura de fungos e bactérias (a partir das algas Rodofíceas, obtem-se o Agar);
na indústria de tintas e filtros (a partir das Crisofíceas Diatomáceas, que produzem um esqueleto silicoso).

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alga