quarta-feira, 19 de março de 2008

botox se origina da toxina botulínica

Botox é a marca americana da toxina botulínica e foi a primeira a ser liberada para uso estético (em rugas de expressão), por isso é o mais conhecido. Existem, ainda, o Dysport, da Suécia e o Prosigne, de Israel. Toxina botulínica tipo A (cosmético Botox) é um complexo de proteínas produzido pela bactéria Clostridium botulinum, a qual contém a mesma toxina que causa envenenamento alimentar (botulismo). Quando usada para fins médicos, como uma forma injetável da toxina botulínica purificada. Quando utilizada em pequenas doses ela pode bloquear a liberação pelas células nervosas de uma substância química chamada acetilcolina, a qual sinaliza a contração muscular normalmente. Ao interferir seletivamente com a capacidade de contração dos músculos as linhas de expressão são suavizadas e, em muitos casos, ficam praticamente invisíveis em uma semana.

A toxina botulínica pertence à classe das toxinas clostridiais. Essa toxina complexa-se irreversivelmente com o axônio terminal colinérgico, bloqueando a liberação de acetilcolina pelos terminais nervosos na junção neuromuscular. Assim não ocorre a permeabilização dos canais de acetilcolina na placa terminal, conseqüentemente não há a entrada dos íons sódio para desencadear o potencial da placa motora.

A toxina botulínica é também utilizada para tratamento em crianças com problemas musculares. Esta toxina permite, que depois de aplicada na zona em causa (ex: pernas), a criança tenha mais flexibilidade muscular. É pena que tenha uma curta duração, ou seja, depois de aplicada só tem uns meses até o organismo voltar ao mesmo.

Precauções

A toxina botulínica é um veneno natural 40 milhões de vezes mais poderoso que o cianureto. A dosagem aplicada para fins terapêuticos e estéticos é muito pequena e incapaz de desencadear as reações do envenenamento alimentar do botulismo. Contudo, a agência Food and Drug Administration (FDA) emitiu um alerta para o uso do medicamento após a ocorrência alguns casos de efeitos colaterais severos registrados em pacientes após o uso do fármaco.

Botox ® - toxina botulínica

O nome Botox® vem sendo utilizado como sinônimo de aplicação de toxina botulínica nos consultórios médicos.
A toxina botulínica é a substância produzida pela bactéria Clostidium Botulinum e este produto é um complexo protéico de neurotoxina purificada, de alto peso molecular, estabilizada, apresentada na forma de pó seco, dentro de um frasco estéril embalado a vácuo.
A toxina botulínica não tem a capacidade de produzir botulismo, pois no procedimento de aplicação não injetamos a bactéria ativa capaz de se reproduzir e sim somente a toxina completamente controlada e reconstituída em soro fisiológico estéril.
Existem 07 subtipos desta neurotoxina (de A até G) onde a A é a mais utilizada e comercializada. Existem 02 nomes comerciais fortes no mercado: Botox® e Dysport®

Em 1989, a Food and Drug Administratron (FDA) licenciou a toxina botulínica do tipo – A como uma droga para o tratamento de distúrbios musculares involuntários, estrabismo, blefaroespasmo e espasmo hemifacial.
Em 1991 foi publicado um trabalho onde os autores notaram uma diminuição importante das rugas ao redor dos olhos nos pacientes tratados com toxina botulínica do tipo – A para blefaroespasmo (piscadas involuntária dos olhos).
A observação da utilização da toxina botulínica em outras especialidades fez com que a Dermatologia Clínica pudesse utilizá-la para o tratamento da hiper-hidrose palmar, plantar e axilar, e a Dermatologia Cirúrgica a incorporasse para o tratamento das rugas dinâmicas da face.
Os melhores resultados de aplicação de toxina acontece em pacientes jovens, onde a pele ainda esta hígida, com boa elasticidade e com boa integração do colágeno (tecido de sustentação), desta maneira ele é utilizado para prevenção da formação das rugas.
Em pacientes cujo sistema de sustentação esta comprometido, podemos associar técnicas coadjuvantes para o resultado almejado.

A hiper-hidrose é uma condição dermatológica, que impõe aos pacientes um intenso constrangimento social e até, em alguns casos, limitação em suas atividades produtivas.
A hiper-hidrose primária ou sudorese excessiva, decorrente da acentuada atividade das glândulas écrinas, pode ser classificada em:

  • Localizada – Esta condição geralmente envolve as regiões palmares, plantares e axilares, onde as glândulas sudoríparas écrinas estão concentradas. Estas glândulas são inervadas por fibras colinérgicas do sistema nervoso simpático e mostram uma reposta exagerada principalmente em indivíduos sob condições de estresse emocional. A hiper-hidrose axilar, em particular, pode ser pessoalmente desagradável e interfere social e profissionalmente, causando umidade, manchas e deterioração das roupas.
  • Generalizada – Ocorre uma sudação generalizada em resposta a estímulos emocionais, de origem cortical, incluindo mentais e sensoriais, bem como térmicos de origem hipotalâmica. Geralmente não é reproduzida com freqüência suficiente para representar um problema clínico.

A hiper-hidrose secundária pode estar associada ao Hipertiroidismo, uso de antidepressivos, obesidade, menopausa, feocromocitoma e condições que envolvem distúrbio na regulação do sistema autônomo, tais como paraplegia e trauma.
Até o advento da toxina botulínica, seu tratamento constituía-se de procedimentos invasivos, como simpatectomia ou uso de substâncias tópicas que não apresentam eficácia satisfatória e com inúmeros efeitos colaterais.


Desde os tempos mais remotos, o retardo do envelhecimento e o próprio rejuvenescimento vêm preocupando a ciência. Para satisfazer as exigências de cada época, diferentes métodos foram criados, desenvolvidos e aperfeiçoados.
O aparecimento de rugas e sulcos faciais é decorrente da combinação de quatro fatores:

  • Envelhecimento intrínseco (frouxidão intrínseca pelo envelhecimento do colágeno da pele);
  • Envelhecimento extrínseco (provocado pela radiação ultravioleta, principalmente em pessoas da pele clara);
  • Ação da Gravidade (linhas verticais);
  • Ação muscular (grande parte dos músculos da face tem inserção na pele e por esforços repetidos estimulam mecanicamente esta pele e a atividade metabólica dos fibrócitos resulta em um remodelamento da matriz extracelular).

Existem outras causas que aceleram o processo de envelhecimento, como fatores hereditários e tabagismo.
O uso da toxina botulínica é uma alternativa muito eficiente que complementa ou substitui técnicas tradicionais para a eliminação das rugas.
É um procedimento de fácil realização, de caráter ambulatorial, de rápida execução e de pós-operatório curto. Pode ser combinado com outros procedimentos rejuvenescedores tais como peeling, preenchimento e laser.

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